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Polinômios

🧩 Exercício 1 Fácil

Um polinômio

p(x)=x3+ax2+bx+cp(x)=x^3+ax^2+bx+c

satisfaz as seguintes condições:

p(1)=0p(1)=0

e

p(−x)+p(x)=0,p(-x)+p(x)=0,

qualquer que seja xx real.

O valor de p(2)p(2) é:

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Calcule primeiro:

p(−x)+p(x).p(-x)+p(x).

Observe quais termos desaparecem e utilize o fato de que a igualdade deve valer para todo x∈Rx\in\mathbb{R}.

Passo 1 — Calculando p(−x)p(-x)​

Temos:

p(x)=x3+ax2+bx+c.p(x)=x^3+ax^2+bx+c.

Substituindo xx por −x-x:

p(−x)=(−x)3+a(−x)2+b(−x)+c.p(-x)=(-x)^3+a(-x)^2+b(-x)+c.

Portanto:

p(−x)=−x3+ax2−bx+c.p(-x)=-x^3+ax^2-bx+c.

Passo 2 — Utilizando a segunda condição​

O problema afirma que:

p(−x)+p(x)=0.p(-x)+p(x)=0.

Substituindo as expressões:

(−x3+ax2−bx+c)+(x3+ax2+bx+c)=0.(-x^3+ax^2-bx+c) + (x^3+ax^2+bx+c) =0.

Agora agrupamos os termos semelhantes:

−x3+x3+ax2+ax2−bx+bx+c+c=0.-x^3+x^3+ax^2+ax^2-bx+bx+c+c=0.

Os termos de grau ímpar se cancelam:

2ax2+2c=0.2ax^2+2c=0.

Logo:

2ax2+2c=0.2ax^2+2c=0.

Dividindo por 22:

ax2+c=0.ax^2+c=0.

Como essa igualdade deve ser verdadeira para qualquer xx real, necessariamente:

a=0\boxed{a=0}

e

c=0.\boxed{c=0}.

Assim, o polinômio fica:

p(x)=x3+bx.p(x)=x^3+bx.

Passo 3 — Utilizando p(1)=0p(1)=0​

Sabemos que:

p(1)=0.p(1)=0.

Substituindo na expressão encontrada:

13+b(1)=0.1^3+b(1)=0.

Então:

1+b=0.1+b=0.

Logo:

b=−1.\boxed{b=-1}.

Portanto:

p(x)=x3−x.p(x)=x^3-x.

Passo 4 — Calculando p(2)p(2)​

Agora basta substituir x=2x=2:

p(2)=23−2.p(2)=2^3-2.

Como:

23=8,2^3=8,

temos:

p(2)=8−2=6.p(2)=8-2=6.

Portanto:

p(2)=6.\boxed{p(2)=6}.

Resposta​

A alternativa correta é:

e) 6\boxed{\text{e) }6}
🧩 Exercício 2 Médio

Indicando as raízes da equação

x100−7x−1,25=0x^{100}-7x-1,25=0

por

x1,x2,x3,…,x100,x_1,x_2,x_3,\ldots,x_{100},

podemos afirmar que

∑i=1100(xi)100\sum_{i=1}^{100}(x_i)^{100}

é igual a:

💡 Dica — clique para visualizar

Utilize as Somas de Newton.

Para a equação

x100−7x−1,25=0,x^{100}-7x-1,25=0,

observe que os coeficientes dos termos

x99,x98,…,x2x^{99},x^{98},\ldots,x^2

são todos nulos.

Isso permite obter uma relação bastante simples para a soma das potências das raízes.

Passo 1 — Identificando a equação​

Considere o polinômio:

P(x)=x100−7x−1,25.P(x)=x^{100}-7x-1,25.

Suas raízes são:

x1,x2,…,x100.x_1,x_2,\ldots,x_{100}.

Queremos calcular:

S100=x1100+x2100+⋯+x100100.S_{100} = x_1^{100}+x_2^{100}+\cdots+x_{100}^{100}.

Essa soma é uma Soma de Newton.


Passo 2 — Aplicando a relação de recorrência​

Para um polinômio mônico

xn+a1xn−1+a2xn−2+⋯+an=0,x^n+a_1x^{n-1}+a_2x^{n-2}+\cdots+a_n=0,

as Somas de Newton satisfazem, para k≤nk\leq n:

Sk+a1Sk−1+a2Sk−2+⋯+ak−1S1+kak=0.S_k+a_1S_{k-1}+a_2S_{k-2} +\cdots+a_{k-1}S_1 +k a_k=0.

No nosso caso:

x100−7x−1,25=0.x^{100}-7x-1,25=0.

Assim, os coeficientes são:

a1=a2=⋯=a98=0,a_1=a_2=\cdots=a_{98}=0,a99=−7a_{99}=-7

e

a100=−1,25.a_{100}=-1,25.

Passo 3 — Chegando a S100S_{100}​

Para k=100k=100, a relação de Newton é:

S100+a1S99+a2S98+⋯+a99S1+100a100=0.S_{100} +a_1S_{99} +a_2S_{98} +\cdots +a_{99}S_1 +100a_{100} =0.

Como todos os coeficientes de a1a_1 até a98a_{98} são nulos, sobra:

S100+a99S1+100a100=0.S_{100}+a_{99}S_1+100a_{100}=0.

Substituindo:

S100−7S1+100(−1,25)=0.S_{100}-7S_1+100(-1,25)=0.

Portanto:

S100−7S1−125=0.S_{100}-7S_1-125=0.

Passo 4 — Calculando S1S_1​

Pela soma das raízes:

S1=x1+x2+⋯+x100.S_1=x_1+x_2+\cdots+x_{100}.

Pela relação de Girard, a soma das raízes é o oposto do coeficiente de x99x^{99}.

Como esse coeficiente é zero:

S1=0.\boxed{S_1=0}.

Substituindo:

S100−7(0)−125=0.S_{100}-7(0)-125=0.

Logo:

S100=125.S_{100}=125.

Portanto:

∑i=1100(xi)100=125.\boxed{ \sum_{i=1}^{100}(x_i)^{100}=125 }.
🧩 Exercício 3 (Mack-SP)Médio

Dado o polinômio

p(x)=xn−1,n∈N∗,p(x)=x^n-1,\qquad n\in\mathbb{N}^*,

cujas raízes são

1, a, b, c,…,t.1,\ a,\ b,\ c,\ldots,t.

Então,

(1−a)(1−b)(1−c)⋯(1−t)(1-a)(1-b)(1-c)\cdots(1-t)

vale:

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Escreva o polinômio em sua forma fatorada, usando suas raízes.

Como 11 é uma das raízes, coloque o fator (x−1)(x-1) em evidência.

Depois, compare com a fatoração de xn−1x^n-1 e faça x=1x=1.

Passo 1 — Fatorando o polinômio pelas suas raízes​

Como as raízes de

p(x)=xn−1p(x)=x^n-1

são

1, a, b, c,…,t,1,\ a,\ b,\ c,\ldots,t,

podemos escrever:

xn−1=(x−1)(x−a)(x−b)(x−c)⋯(x−t).x^n-1 = (x-1)(x-a)(x-b)(x-c)\cdots(x-t).

Por outro lado, sabemos que:

xn−1=(x−1)(xn−1+xn−2+⋯+x+1).x^n-1=(x-1)(x^{n-1}+x^{n-2}+\cdots+x+1).

Portanto:

(x−1)(x−a)(x−b)⋯(x−t)=(x−1)(xn−1+xn−2+⋯+x+1).(x-1)(x-a)(x-b)\cdots(x-t) = (x-1)(x^{n-1}+x^{n-2}+\cdots+x+1).

Passo 2 — Removendo o fator (x−1)(x-1)​

Para x≠1x\neq1, podemos cancelar o fator (x−1)(x-1):

(x−a)(x−b)(x−c)⋯(x−t)=xn−1+xn−2+⋯+x+1.(x-a)(x-b)(x-c)\cdots(x-t) = x^{n-1}+x^{n-2}+\cdots+x+1.

Agora queremos calcular:

(1−a)(1−b)(1−c)⋯(1−t).(1-a)(1-b)(1-c)\cdots(1-t).

Para isso, basta fazer:

x=1.x=1.

Passo 3 — Substituindo x=1x=1​

Temos:

(1−a)(1−b)(1−c)⋯(1−t)=1n−1+1n−2+⋯+1+1.(1-a)(1-b)(1-c)\cdots(1-t) = 1^{n-1}+1^{n-2}+\cdots+1+1.

Como existem nn parcelas iguais a 11 no lado direito:

1n−1+1n−2+⋯+1+1=n.1^{n-1}+1^{n-2}+\cdots+1+1=n.

Assim:

(1−a)(1−b)(1−c)⋯(1−t)=n.\boxed{ (1-a)(1-b)(1-c)\cdots(1-t)=n }.

Portanto, o resultado vale qualquer que seja o grau do polinômio.


Resultado​

A alternativa correta é:

e) n, qualquer que seja o grau do polinoˆmio.\boxed{\text{e) }n,\text{ qualquer que seja o grau do polinômio.}}
🧩 Exercício 4 Médio

Dado

f(x)=x4+x3+x2+x+1,f(x)=x^4+x^3+x^2+x+1,

o resto da divisão de

f(x5)f(x^5)

por f(x)f(x) é:

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Observe a relação:

f(x)=x4+x3+x2+x+1.f(x)=x^4+x^3+x^2+x+1.

Multiplicando f(x)f(x) por (x−1)(x-1), obtemos uma expressão muito simples.

Use essa relação para trabalhar com x5x^5 módulo f(x)f(x).

Passo 1 — Encontrando uma relação útil​

Temos:

f(x)=x4+x3+x2+x+1.f(x)=x^4+x^3+x^2+x+1.

Multiplicando por (x−1)(x-1):

(x−1)f(x)=(x−1)(x4+x3+x2+x+1).(x-1)f(x) = (x-1)(x^4+x^3+x^2+x+1).

Desenvolvendo:

(x−1)f(x)=x5−1.(x-1)f(x) = x^5-1.

Portanto:

x5−1=(x−1)f(x).\boxed{x^5-1=(x-1)f(x)}.

Como estamos trabalhando módulo f(x)f(x), isso significa que:

x5≡1(modf(x)).x^5\equiv1\pmod{f(x)}.

Passo 2 — Calculando f(x5)f(x^5)​

Temos:

f(x5)=(x5)4+(x5)3+(x5)2+x5+1.f(x^5) = (x^5)^4+(x^5)^3+(x^5)^2+x^5+1.

Ou seja:

f(x5)=x20+x15+x10+x5+1.f(x^5) = x^{20}+x^{15}+x^{10}+x^5+1.

Como:

x5≡1(modf(x)),x^5\equiv1\pmod{f(x)},

podemos substituir cada potência de x5x^5 por 11:

x10=(x5)2≡1,x^{10}=(x^5)^2\equiv1,x15=(x5)3≡1,x^{15}=(x^5)^3\equiv1,

e

x20=(x5)4≡1.x^{20}=(x^5)^4\equiv1.

Logo:

f(x5)≡1+1+1+1+1.f(x^5) \equiv 1+1+1+1+1.

Portanto:

f(x5)≡5(modf(x)).\boxed{f(x^5)\equiv5\pmod{f(x)}}.

Assim, o resto da divisão é:

5.\boxed{5}.

Resultado​

A alternativa correta é:

e) 5.\boxed{\text{e) }5}.
🧩 Exercício 5 (ITA-1962)Difícil

Se

x3+px+qx^3+px+q

é divisível por

x2+ax+bx^2+ax+b

e por

x2+rx+s,x^2+rx+s,

demonstre que:

b=−r(a+r).\boxed{b=-r(a+r)}.
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Escreva o polinômio cúbico na forma fatorada utilizando cada um dos divisores.

Observe que o coeficiente de x2x^2 é nulo no polinômio original.

Passo 1 — Escrevendo as duas fatorações​

Como x3+px+qx^3+px+q é divisível por x2+ax+bx^2+ax+b, podemos escrever:

x3+px+q=(x2+ax+b)(x−a).x^3+px+q=(x^2+ax+b)(x-a).

De forma análoga, como também é divisível por x2+rx+sx^2+rx+s:

x3+px+q=(x2+rx+s)(x−r).x^3+px+q=(x^2+rx+s)(x-r).

Portanto:

(x2+ax+b)(x−a)=(x2+rx+s)(x−r).(x^2+ax+b)(x-a) = (x^2+rx+s)(x-r).

Passo 2 — Comparando os coeficientes​

Desenvolvendo a primeira expressão:

(x2+ax+b)(x−a)=x3+(b−a2)x−ab.(x^2+ax+b)(x-a) = x^3+(b-a^2)x-ab.

Assim:

p=b−a2\boxed{p=b-a^2}

e

q=−ab.\boxed{q=-ab}.

Agora, desenvolvendo a segunda:

(x2+rx+s)(x−r)=x3+(s−r2)x−rs.(x^2+rx+s)(x-r) = x^3+(s-r^2)x-rs.

Logo:

p=s−r2\boxed{p=s-r^2}

e

q=−rs.\boxed{q=-rs}.

Como os valores de pp e qq são os mesmos nas duas expressões:

b−a2=s−r2b-a^2=s-r^2

e

ab=rs.ab=rs.

Passo 3 — Eliminando ss​

Da primeira relação:

b−a2=s−r2.b-a^2=s-r^2.

Isolando ss:

s=b−a2+r2.s=b-a^2+r^2.

Substituindo em

ab=rs,ab=rs,

temos:

ab=r(b−a2+r2).ab=r(b-a^2+r^2).

Desenvolvendo:

ab=rb−ra2+r3.ab=rb-ra^2+r^3.

Então:

ab−rb=−ra2+r3.ab-rb=-ra^2+r^3.

Colocando os fatores em evidência:

b(a−r)=−r(a2−r2).b(a-r)=-r(a^2-r^2).

Como

a2−r2=(a−r)(a+r),a^2-r^2=(a-r)(a+r),

segue que:

b(a−r)=−r(a−r)(a+r).b(a-r)=-r(a-r)(a+r).

Cancelando o fator (a−r)(a-r):

b=−r(a+r).\boxed{b=-r(a+r)}.

Portanto, a relação pedida está demonstrada.

🧩 Exercício 6 (ITA-1967)Médio

Um polinômio P(x)P(x), dividido por x−1x-1, dá resto 33. O quociente desta divisão é então dividido por x−2x-2, obtendo-se resto 22. O resto da divisão de P(x)P(x) por (x−1)(x−2)(x-1)(x-2) será:

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Escreva as duas divisões na forma de uma igualdade e substitua uma na outra.

Passo 1 — Escrevendo a primeira divisão​

Como P(x)P(x), dividido por x−1x-1, deixa resto 33, podemos escrever:

P(x)=Q(x)(x−1)+3.P(x)=Q(x)(x-1)+3.

Aqui, Q(x)Q(x) é o quociente da divisão de P(x)P(x) por x−1x-1.


Passo 2 — Escrevendo a segunda divisão​

O enunciado afirma que o quociente Q(x)Q(x), quando dividido por x−2x-2, deixa resto 22.

Portanto:

Q(x)=R(x)(x−2)+2.Q(x)=R(x)(x-2)+2.

Passo 3 — Substituindo uma expressão na outra​

Substituindo

Q(x)=R(x)(x−2)+2Q(x)=R(x)(x-2)+2

na primeira igualdade:

P(x)=[R(x)(x−2)+2](x−1)+3.P(x)=[R(x)(x-2)+2](x-1)+3.

Distribuindo:

P(x)=R(x)(x−2)(x−1)+2(x−1)+3.P(x)=R(x)(x-2)(x-1)+2(x-1)+3.

Como

2(x−1)=2x−2,2(x-1)=2x-2,

temos:

P(x)=R(x)(x−1)(x−2)+2x−2+3.P(x)=R(x)(x-1)(x-2)+2x-2+3.

Logo:

P(x)=R(x)(x−1)(x−2)+2x+1.P(x)=R(x)(x-1)(x-2)+2x+1.

Assim, na divisão de P(x)P(x) por (x−1)(x−2)(x-1)(x-2), o primeiro termo representa o produto do divisor pelo quociente, enquanto o segundo termo é o resto.

Portanto:

Resto=2x+1.\boxed{Resto=2x+1}.

Resultado​

A alternativa correta é:

c) 2x+1.\boxed{\text{c) }2x+1}.
🧩 Exercício 7 (ITA-1967)Médio

Um polinômio P(x)P(x) dá resto −1-1 quando dividido por x+1x+1, resto 11 quando dividido por (x−1)(x-1) e resto 11 quando dividido por (x+2)(x+2).

Qual o resto da divisão de P(x)P(x) por

(x+1)(x−1)(x−2)?(x+1)(x-1)(x-2)?
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Como o divisor possui grau 33, o resto deve ter grau menor que 33.

Portanto, escreva:

R(x)=ax2+bx+c.R(x)=ax^2+bx+c.

Depois, utilize o Teorema do Resto nos três valores fornecidos pelo enunciado.

Passo 1 — Determinando o grau do resto​

O divisor é:

(x+1)(x−1)(x+2).(x+1)(x-1)(x+2).

Como ele possui grau 33, o resto da divisão deve possuir grau menor que 33.

Assim, podemos escrever:

R(x)=ax2+bx+c.R(x)=ax^2+bx+c.

Passo 2 — Usando o Teorema do Resto​

Sabemos que, se P(x)P(x) deixa resto kk quando dividido por (x−r)(x-r), então:

P(r)=k.P(r)=k.

Como o resto R(x)R(x) é o mesmo quando fazemos a divisão pelo divisor completo, podemos utilizar os valores fornecidos:

Para x=−1x=-1​

Como P(x)P(x) deixa resto −1-1 quando dividido por x+1x+1:

P(−1)=−1.P(-1)=-1.

Logo:

R(−1)=−1.R(-1)=-1.

Substituindo em R(x)R(x):

a(−1)2+b(−1)+c=−1.a(-1)^2+b(-1)+c=-1.

Portanto:

a−b+c=−1.a-b+c=-1.

Para x=1x=1​

Como P(x)P(x) deixa resto 11 quando dividido por x−1x-1:

P(1)=1.P(1)=1.

Logo:

R(1)=1.R(1)=1.

Então:

a+b+c=1.a+b+c=1.

Para x=−2x=-2​

Como P(x)P(x) deixa resto 11 quando dividido por x+2x+2:

P(−2)=1.P(-2)=1.

Logo:

R(−2)=1.R(-2)=1.

Assim:

4a−2b+c=1.4a-2b+c=1.

Passo 3 — Resolvendo o sistema​

Temos o sistema:

{a−b+c=−1a+b+c=14a−2b+c=1\begin{cases} a-b+c=-1\\ a+b+c=1\\ 4a-2b+c=1 \end{cases}

Subtraindo a primeira equação da segunda:

2b=22b=2

e, portanto:

b=1.\boxed{b=1}.

Substituindo na segunda equação:

a+1+c=1.a+1+c=1.

Logo:

a+c=0.\boxed{a+c=0}.

Portanto:

c=−a.c=-a.

Agora utilizamos a terceira equação:

4a−2(1)+c=1.4a-2(1)+c=1.

Como c=−ac=-a:

4a−2−a=1.4a-2-a=1.

Então:

3a=3.3a=3.

Logo:

a=1.\boxed{a=1}.

Consequentemente:

c=−1.c=-1.

Passo 4 — Encontrando o resto​

Temos:

a=1,b=1,c=−1.a=1,\qquad b=1,\qquad c=-1.

Portanto:

R(x)=x2+x−1.R(x)=x^2+x-1.

Assim, o resto da divisão é:

x2+x−1.\boxed{x^2+x-1}.

Resultado​

A alternativa correta é:

a) x2+x−1.\boxed{\text{a) }x^2+x-1}.
🧩 Exercício 8 (ITA-1968)Médio

Suponhamos que os polinômios P(x)P(x), Q(x)Q(x), p(x)p(x) e q(x)q(x) satisfaçam as seguintes condições:

P(x)⋅p(x)+Q(x)⋅q(x)=1∀x complexoP(x)\cdot p(x)+Q(x)\cdot q(x)=1 \qquad \forall x\text{ complexo}P(p(1))=0,Q(0)=0P(p(1))=0,\qquad Q(0)=0

Assinale a opção correta:

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Utilize a igualdade

P(x)p(x)+Q(x)q(x)=1P(x)p(x)+Q(x)q(x)=1

escolhendo valores convenientes para xx.

Em particular, experimente fazer x=0x=0 e x=p(1)x=p(1).

Passo 1 — Utilizando Q(0)=0Q(0)=0​

A igualdade

P(x)p(x)+Q(x)q(x)=1P(x)p(x)+Q(x)q(x)=1

é válida para todo xx complexo.

Tomando x=0x=0:

P(0)p(0)+Q(0)q(0)=1.P(0)p(0)+Q(0)q(0)=1.

Como:

Q(0)=0,Q(0)=0,

temos:

P(0)p(0)=1.P(0)p(0)=1.

Logo:

P(0)≠0\boxed{P(0)\neq0}

e

p(0)≠0.\boxed{p(0)\neq0}.

Portanto, as alternativas (a) e (e) são falsas.


Passo 2 — Utilizando P(p(1))=0P(p(1))=0​

Agora vamos tomar:

x=p(1).x=p(1).

Substituindo na igualdade original:

P(p(1))p(p(1))+Q(p(1))q(p(1))=1.P(p(1))p(p(1))+Q(p(1))q(p(1))=1.

Como:

P(p(1))=0,P(p(1))=0,

o primeiro termo desaparece:

Q(p(1))q(p(1))=1.Q(p(1))q(p(1))=1.

Consequentemente:

Q(p(1))≠0.\boxed{Q(p(1))\neq0}.

Portanto, a alternativa (c) é falsa.


Passo 3 — Verificando se p(x)p(x) é divisível por x−1x-1​

Suponha que p(x)p(x) seja divisível por x−1x-1.

Pelo Teorema do Resto, isso significa que:

p(1)=0.p(1)=0.

Mas o enunciado nos informa que:

P(p(1))=0.P(p(1))=0.

Se p(1)=0p(1)=0, então:

P(0)=0.P(0)=0.

Porém, no Passo 1 mostramos que:

P(0)p(0)=1,P(0)p(0)=1,

portanto:

P(0)≠0.P(0)\neq0.

Temos, então, uma contradição.

Logo:

p(1)≠0.\boxed{p(1)\neq0}.

Pelo Teorema do Resto, se p(x)p(x) fosse divisível por x−1x-1, teríamos p(1)=0p(1)=0. Como isso não ocorre, concluímos que:

p(x) na˜o eˊ divisıˊvel por x−1.\boxed{p(x)\text{ não é divisível por }x-1}.

Portanto, a alternativa correta é a (d).


Resultado​

A alternativa correta é:

d) p(x) na˜o eˊ divisıˊvel por x−1.\boxed{\text{d) }p(x)\text{ não é divisível por }x-1}.
🧩 Exercício 9 (ITA-1971)Médio

Dividindo o polinômio P(x)=x3+x2+x+1P(x)=x^3+x^2+x+1 pelo polinômio Q(x)Q(x), obtemos o quociente S(x)=1+xS(x)=1+x e o resto R(x)=x+1R(x)=x+1.

O polinômio Q(x)Q(x) satisfaz:

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Utilize a algoritmo da divisão de polinômios:

P(x)=Q(x)S(x)+R(x).P(x)=Q(x)S(x)+R(x).

Substitua os polinômios fornecidos pelo enunciado e determine Q(x)Q(x). Depois, verifique as alternativas.

Passo 1 — Utilizando a relação da divisão​

Pela divisão de polinômios, sabemos que:

P(x)=Q(x)S(x)+R(x).P(x)=Q(x)S(x)+R(x).

Substituindo os dados do problema:

x3+x2+x+1=Q(x)(x+1)+(x+1).x^3+x^2+x+1=Q(x)(x+1)+(x+1).

Passo 2 — Fatorando o polinômio P(x)P(x)​

Observe que:

x3+x2+x+1x^3+x^2+x+1

pode ser fatorado por agrupamento:

x3+x2+x+1=x2(x+1)+(x+1).x^3+x^2+x+1=x^2(x+1)+(x+1).

Colocando (x+1)(x+1) em evidência:

x3+x2+x+1=(x+1)(x2+1).x^3+x^2+x+1=(x+1)(x^2+1).

Assim, nossa igualdade fica:

(x+1)(x2+1)=Q(x)(x+1)+(x+1).(x+1)(x^2+1)=Q(x)(x+1)+(x+1).

Colocando (x+1)(x+1) em evidência no lado direito:

(x+1)(x2+1)=(x+1)(Q(x)+1).(x+1)(x^2+1)=(x+1)(Q(x)+1).

Portanto:

Q(x)+1=x2+1.Q(x)+1=x^2+1.

Logo:

Q(x)=x2.\boxed{Q(x)=x^2}.

Passo 3 — Verificando as alternativas​

Agora que sabemos que:

Q(x)=x2,Q(x)=x^2,

podemos verificar cada alternativa.

Alternativa (a)​

Q(2)=22=4≠0.Q(2)=2^2=4\neq0.

Portanto, (a) é falsa.


Alternativa (b)​

Q(3)=32=9≠0.Q(3)=3^2=9\neq0.

Portanto, (b) é falsa.


Alternativa (c)​

Q(0)=02=0.Q(0)=0^2=0.

Portanto, Q(0)Q(0) é nulo e (c) é falsa.


Alternativa (d)​

Q(1)=12=1≠0.Q(1)=1^2=1\neq0.

Portanto, Q(1)Q(1) é não nulo.

Assim, (d) é verdadeira.


Resultado​

A alternativa correta é:

d) Q(1) eˊ na˜o nulo.\boxed{\text{d) }Q(1)\text{ é não nulo}}.
🧩 Exercício 10 (ITA-1971)Fácil

Qual é o resto da divisão do seguinte polinômio por x−ax-a?

∣1xx2x31aa2a31bb2b31cc2c3∣\begin{vmatrix} 1 & x & x^2 & x^3\\ 1 & a & a^2 & a^3\\ 1 & b & b^2 & b^3\\ 1 & c & c^2 & c^3 \end{vmatrix}
💡 Dica — clique para visualizar

Para determinar o resto da divisão de um polinômio por x−ax-a, utilize o Teorema do Resto.

Se o polinômio for P(x)P(x), então o resto da divisão por x−ax-a é:

P(a).P(a).

Portanto, basta substituir x=ax=a no determinante e observar o que acontece.

Passo 1 — Utilizando o Teorema do Resto​

Seja:

P(x)=∣1xx2x31aa2a31bb2b31cc2c3∣.P(x)= \begin{vmatrix} 1 & x & x^2 & x^3\\ 1 & a & a^2 & a^3\\ 1 & b & b^2 & b^3\\ 1 & c & c^2 & c^3 \end{vmatrix}.

Queremos encontrar o resto da divisão de P(x)P(x) por x−ax-a.

Pelo Teorema do Resto, esse resto é:

P(a).P(a).

Passo 2 — Substituindo x=ax=a​

Substituindo x=ax=a na primeira linha do determinante, obtemos:

P(a)=∣1aa2a31aa2a31bb2b31cc2c3∣.P(a)= \begin{vmatrix} 1 & a & a^2 & a^3\\ 1 & a & a^2 & a^3\\ 1 & b & b^2 & b^3\\ 1 & c & c^2 & c^3 \end{vmatrix}.

Observe que a primeira e a segunda linhas são iguais.


Passo 3 — Determinante com duas linhas iguais​

Um determinante que possui duas linhas iguais é sempre igual a zero.

Assim:

P(a)=0.P(a)=0.

Portanto, o resto da divisão de P(x)P(x) por x−ax-a é:

0.\boxed{0}.

Resultado​

A alternativa correta é:

d) 0.\boxed{\text{d) }0}.
🧩 Exercício 11 (ITA)Difícil

Seja

P(x)=a0+a1x+a2x2+a3x3+⋯+a100x100,P(x)=a_0+a_1x+a_2x^2+a_3x^3+\cdots+a_{100}x^{100},

onde a100=1a_{100}=1, um polinômio divisível por (x+9)100(x+9)^{100}.

Nestas condições temos:

💡 Dica — clique para visualizar

Como P(x)P(x) é um polinômio de grau 100100, com a100=1a_{100}=1, e é divisível por (x+9)100(x+9)^{100}, compare os coeficientes de x2x^2 na expansão de:

(x+9)100.(x+9)^{100}.

Utilize o Teorema Binomial:

(x+a)n=∑k=0n(nk)xkan−k.(x+a)^n=\sum_{k=0}^{n}\binom{n}{k}x^ka^{n-k}.

Passo 1 — Identificando o polinômio​

Sabemos que P(x)P(x) é divisível por (x+9)100(x+9)^{100}.

Como (x+9)100(x+9)^{100} possui grau 100100 e P(x)P(x) também possui grau 100100, podemos escrever:

P(x)=C(x+9)100P(x)=C(x+9)^{100}

para alguma constante CC.

Entretanto, sabemos que:

a100=1.a_{100}=1.

O coeficiente de x100x^{100} em (x+9)100(x+9)^{100} é 11. Portanto:

C=1.C=1.

Assim:

P(x)=(x+9)100.\boxed{P(x)=(x+9)^{100}}.

Passo 2 — Encontrando o coeficiente de x2x^2​

Pelo Teorema Binomial:

(x+9)100=∑k=0100(100k)xk9100−k.(x+9)^{100} = \sum_{k=0}^{100} \binom{100}{k}x^k9^{100-k}.

O termo que contém x2x^2 corresponde a k=2k=2.

Logo:

a2=(1002)998.a_2=\binom{100}{2}9^{98}.

Como:

(1002)=100!2!(100−2)!,\binom{100}{2} = \frac{100!}{2!(100-2)!},

temos:

a2=100!2!98!998.a_2= \frac{100!}{2!98!}9^{98}.

Portanto:

a2=50×99×998.\boxed{a_2=50\times99\times9^{98}}.

Resultado​

A alternativa correta é:

a) a2=50×99×998.\boxed{\text{a) }a_2=50\times99\times9^{98}}.
🧩 Exercício 12 (ITA)Médio

Se P(x)P(x) é um polinômio do 5º grau que satisfaz as condições:

1=P(1)=P(2)=P(3)=P(4)=P(5)1=P(1)=P(2)=P(3)=P(4)=P(5)

e

P(6)=0,P(6)=0,

então temos:

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Considere o polinômio:

P(x)−1.P(x)-1.

Como P(1)=P(2)=P(3)=P(4)=P(5)=1P(1)=P(2)=P(3)=P(4)=P(5)=1, o polinômio P(x)−1P(x)-1 possui as raízes 1,2,3,41,2,3,4 e 55.

Como P(x)P(x) é do 5º grau, utilize a forma fatorada de P(x)−1P(x)-1 e determine a constante usando a condição P(6)=0P(6)=0.

Passo 1 — Construindo o polinômio P(x)−1P(x)-1​

Como:

P(1)=P(2)=P(3)=P(4)=P(5)=1,P(1)=P(2)=P(3)=P(4)=P(5)=1,

temos:

P(1)−1=P(2)−1=P(3)−1=P(4)−1=P(5)−1=0.P(1)-1=P(2)-1=P(3)-1=P(4)-1=P(5)-1=0.

Portanto, 1,2,3,41,2,3,4 e 55 são raízes de P(x)−1P(x)-1.

Assim, podemos escrever:

P(x)−1=k(x−1)(x−2)(x−3)(x−4)(x−5),P(x)-1=k(x-1)(x-2)(x-3)(x-4)(x-5),

onde kk é uma constante.

Logo:

P(x)=1+k(x−1)(x−2)(x−3)(x−4)(x−5).P(x)=1+k(x-1)(x-2)(x-3)(x-4)(x-5).

Passo 2 — Utilizando a condição P(6)=0P(6)=0​

Sabemos que:

P(6)=0.P(6)=0.

Substituindo x=6x=6:

0=1+k(6−1)(6−2)(6−3)(6−4)(6−5).0=1+k(6-1)(6-2)(6-3)(6-4)(6-5).

Então:

0=1+k(5)(4)(3)(2)(1).0=1+k(5)(4)(3)(2)(1).

Como:

5⋅4⋅3⋅2⋅1=120,5\cdot4\cdot3\cdot2\cdot1=120,

temos:

0=1+120k.0=1+120k.

Logo:

k=−1120.k=-\frac{1}{120}.

Passo 3 — Calculando P(0)P(0)​

Agora basta substituir x=0x=0:

P(0)=1−1120(0−1)(0−2)(0−3)(0−4)(0−5).P(0)=1-\frac{1}{120}(0-1)(0-2)(0-3)(0-4)(0-5).

Calculando o produto:

(−1)(−2)(−3)(−4)(−5)=−120.(-1)(-2)(-3)(-4)(-5)=-120.

Portanto:

P(0)=1−1120(−120).P(0)=1-\frac{1}{120}(-120).

Assim:

P(0)=1+1.P(0)=1+1.

Logo:

P(0)=2.\boxed{P(0)=2}.

Resultado​

A alternativa correta é:

d) P(0)=2.\boxed{\text{d) }P(0)=2}.
🧩 Exercício 13 (ITA)Médio

Considere a equação

a0x5+a1x4+a2x3+a3x2+a4x+a5=0.a_0x^5+a_1x^4+a_2x^3+a_3x^2+a_4x+a_5=0.

Sobre as raízes dessa equação, assinale a alternativa correta:

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Lembre-se de que um polinômio de grau 55 possui exatamente 55 raízes no conjunto dos números complexos, contando as multiplicidades.

Por exemplo, se houver 44 raízes distintas, as multiplicidades devem somar 55.

Passo 1 — Analisando as multiplicidades​

Pelo Teorema Fundamental da Álgebra, um polinômio de grau 55 possui exatamente 55 raízes complexas, contando suas multiplicidades.

Isso significa que a soma das multiplicidades de todas as raízes é igual a 55.


Passo 2 — Analisando a alternativa (d)​

Suponha que a equação tenha exatamente 44 raízes distintas.

Se cada uma delas tivesse multiplicidade 11, teríamos apenas:

1+1+1+1=41+1+1+1=4

raízes, contando multiplicidades.

Mas o polinômio possui grau 55, portanto precisamos de mais uma ocorrência.

Assim, necessariamente uma das quatro raízes deve possuir multiplicidade 22.

A distribuição das multiplicidades será:

2+1+1+1=5.2+1+1+1=5.

Portanto:

se tiver apenas 4 raıˊzes distintas, uma delas tem multiplicidade 2.\boxed{\text{se tiver apenas 4 raízes distintas, uma delas tem multiplicidade 2.}}

Logo, a alternativa (d) é verdadeira.


Passo 3 — Verificando as demais alternativas​

Alternativa (a)​

A afirmação diz que a equação só admite uma raiz de multiplicidade 55.

Isso não é necessariamente verdade. Um polinômio de grau 55 pode possuir, por exemplo, cinco raízes distintas:

1+1+1+1+1=5.1+1+1+1+1=5.

Logo, (a) é falsa.


Alternativa (b)​

Se houver apenas duas raízes de multiplicidade 11, ainda podemos ter diferentes distribuições das multiplicidades.

Por exemplo:

3+1+1=5.3+1+1=5.

Nesse caso, existem duas raízes de multiplicidade 11, mas a outra possui multiplicidade 33, e não 22.

Logo, (b) é falsa.


Alternativa (c)​

Se houver uma raiz de multiplicidade 33, restam duas raízes contando multiplicidades:

5−3=2.5-3=2.

Essas duas ocorrências podem corresponder a uma única raiz de multiplicidade 22.

Por exemplo:

3+2=5.3+2=5.

Portanto, não é necessário que existam duas raízes de multiplicidade 11.

Logo, (c) é falsa.


Alternativa (e)​

O fato de o polinômio possuir uma raiz real não implica que todas as suas raízes sejam reais.

Por exemplo, o polinômio

(x−1)(x2+1)(x2+4)(x-1)(x^2+1)(x^2+4)

possui a raiz real x=1x=1, mas também possui raízes complexas não reais.

Logo, (e) é falsa.


Resultado​

A única alternativa necessariamente verdadeira é:

d) se tiver apenas 4 raıˊzes distintas, uma delas tem multiplicidade 2.\boxed{\text{d) se tiver apenas 4 raízes distintas, uma delas tem multiplicidade 2.}}
🧩 Exercício 14 (ITA)Fácil

Sabendo-se que o polinômio

P(x)=ax3+bx2+2x−2P(x)=ax^3+bx^2+2x-2

é divisível por (x+1)(x+1) e por (x−2)(x-2), podemos afirmar que:

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Se P(x)P(x) é divisível por (x−r)(x-r), então, pelo Teorema do Resto:

P(r)=0.P(r)=0.

Como P(x)P(x) é divisível por (x+1)(x+1) e (x−2)(x-2), calcule:

P(−1)=0P(-1)=0

e

P(2)=0.P(2)=0.

Isso fornecerá um sistema de duas equações para determinar aa e bb.

Passo 1 — Utilizando a divisibilidade por x+1x+1​

Como P(x)P(x) é divisível por (x+1)(x+1), pelo Teorema do Resto temos:

P(−1)=0.P(-1)=0.

Substituindo x=−1x=-1:

a(−1)3+b(−1)2+2(−1)−2=0.a(-1)^3+b(-1)^2+2(-1)-2=0.

Então:

−a+b−2−2=0.-a+b-2-2=0.

Logo:

−a+b−4=0-a+b-4=0

e, portanto:

b=a+4.\boxed{b=a+4}.

Passo 2 — Utilizando a divisibilidade por x−2x-2​

Como P(x)P(x) é divisível por (x−2)(x-2):

P(2)=0.P(2)=0.

Substituindo x=2x=2:

a(2)3+b(2)2+2(2)−2=0.a(2)^3+b(2)^2+2(2)-2=0.

Assim:

8a+4b+4−2=0.8a+4b+4-2=0.

Portanto:

8a+4b+2=0.8a+4b+2=0.

Dividindo por 22:

4a+2b+1=0.4a+2b+1=0.

Passo 3 — Resolvendo o sistema​

Temos:

{b=a+44a+2b+1=0\begin{cases} b=a+4\\ 4a+2b+1=0 \end{cases}

Substituindo b=a+4b=a+4 na segunda equação:

4a+2(a+4)+1=0.4a+2(a+4)+1=0.

Então:

4a+2a+8+1=0.4a+2a+8+1=0.

Logo:

6a+9=0.6a+9=0.

Assim:

a=−32.\boxed{a=-\frac{3}{2}}.

Agora determinamos bb:

b=a+4.b=a+4.

Portanto:

b=−32+4b=-\frac{3}{2}+4b=52.b=\frac{5}{2}.

Logo:

b=52.\boxed{b=\frac{5}{2}}.

Passo 4 — Analisando os sinais​

Obtivemos:

a=−32eb=52.a=-\frac{3}{2} \qquad\text{e}\qquad b=\frac{5}{2}.

Assim, aa e bb possuem sinais opostos e ambos são racionais não inteiros.

Portanto:

a e b teˆm sinais opostos e sa˜o racionais na˜o inteiros.\boxed{\text{a e b têm sinais opostos e são racionais não inteiros.}}

Resultado​

A alternativa correta é:

c) a e b teˆm sinais opostos e sa˜o racionais na˜o inteiros.\boxed{\text{c) }a\text{ e }b\text{ têm sinais opostos e são racionais não inteiros.}}
🧩 Exercício 15 (ITA)Médio

Com base no gráfico da função polinomial y=f(x)y=f(x) esboçado abaixo, responda qual é o resto da divisão de f(x)f(x) por

(x−12)(x−1).\left(x-\frac{1}{2}\right)(x-1).
Gráfico
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O divisor possui grau 22. Portanto, o resto da divisão deve ser um polinômio de grau menor que 22.

Assim, escreva:

R(x)=ax+b.R(x)=ax+b.

Pelo Teorema do Resto, como os fatores do divisor são x−12x-\frac{1}{2} e x−1x-1, podemos utilizar os valores:

R(12)=f(12)R\left(\frac{1}{2}\right)=f\left(\frac{1}{2}\right)

e

R(1)=f(1).R(1)=f(1).

Observe esses dois valores diretamente no gráfico.

Passo 1 — Determinando o grau do resto​

O divisor é:

(x−12)(x−1).\left(x-\frac{1}{2}\right)(x-1).

Como ele possui grau 22, o resto deve possuir grau menor que 22.

Portanto, podemos escrever:

R(x)=ax+b.R(x)=ax+b.

Passo 2 — Obtendo os valores no gráfico​

Pelo gráfico, temos:

f(12)=18f\left(\frac{1}{2}\right)=\frac{1}{8}

e

f(1)=0.f(1)=0.

Como f(x)f(x) e R(x)R(x) possuem o mesmo valor nos zeros do divisor, pelo Teorema do Resto:

R(12)=18R\left(\frac{1}{2}\right)=\frac{1}{8}

e

R(1)=0.R(1)=0.

Passo 3 — Determinando aa e bb​

Como:

R(x)=ax+b,R(x)=ax+b,

temos, para x=12x=\frac{1}{2}:

a2+b=18.\frac{a}{2}+b=\frac{1}{8}.

Para x=1x=1:

a+b=0.a+b=0.

Logo:

b=−a.b=-a.

Substituindo na primeira equação:

a2−a=18.\frac{a}{2}-a=\frac{1}{8}.

Assim:

−a2=18.-\frac{a}{2}=\frac{1}{8}.

Portanto:

a=−14.a=-\frac{1}{4}.

Consequentemente:

b=14.b=\frac{1}{4}.

Passo 4 — Encontrando o resto​

Temos:

R(x)=−x4+14.R(x)=-\frac{x}{4}+\frac{1}{4}.

Logo:

R(x)=1−x4.\boxed{R(x)=\frac{1-x}{4}}.

Resultado​

O resto da divisão é:

1−x4.\boxed{\frac{1-x}{4}}.