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Questões do IME 2010/2011 Resolvidas

Nesta página, você encontra questões do IME 2010/2011 resolvidas passo a passo, com problemas de Matemática que exploram diferentes níveis de raciocínio e técnicas de resolução. A seleção reúne questões de álgebra, geometria, trigonometria, funções, limites, progressões, matrizes, teoria dos conjuntos e análise de expressões matemáticas.

As questões do vestibular do IME são conhecidas por exigir mais do que a aplicação direta de fórmulas. Muitas delas envolvem a identificação de propriedades, manipulação algébrica, interpretação geométrica e escolha de estratégias eficientes para chegar ao resultado.

Aqui, cada questão é acompanhada de uma resolução detalhada, mostrando as etapas do raciocínio e as propriedades matemáticas utilizadas. O objetivo é permitir que você não apenas confira a resposta, mas também entenda como resolver questões difíceis de Matemática do IME.

Esta coleção pode ser utilizada para:

  • estudar para o vestibular do IME;
  • praticar questões de Matemática do IME;
  • revisar conteúdos de Matemática;
  • treinar problemas de nível avançado;
  • conferir questões do IME resolvidas;
  • identificar diferentes estratégias de resolução.

Se você está se preparando para o IME, procure primeiro resolver cada problema sozinho e utilize a solução somente depois para verificar seu raciocínio. A prática com questões de provas anteriores é uma das melhores formas de conhecer o nível de dificuldade e os tipos de problemas encontrados no vestibular.

Dica: tente resolver cada questão antes de abrir a solução. Em problemas de nível IME, muitas vezes o principal desafio não está no cálculo, mas em perceber qual propriedade ou estratégia deve ser utilizada.

🧩 Exercício 1 IME 2010/2011Médio

Seja o triângulo retângulo ABCABC, cujos catetos medem 33 cm e 44 cm. Os diâmetros dos três semicírculos construídos sobre os lados do triângulo coincidem com as medidas dos lados de ABCABC.

Triângulo e semicirculos

A soma das áreas hachuradas, em cm2\text{cm}^2, é:

Como o triângulo ABCABC é retângulo e seus catetos medem 33 cm e 44 cm, pelo Teorema de Pitágoras, sua hipotenusa mede

AB=32+42=5 cm.AB=\sqrt{3^2+4^2}=5\text{ cm}.

Portanto, os três semicírculos possuem diâmetros 33, 44 e 55.

A área de um semicírculo de diâmetro dd é

Asemi=12π(d2)2=πd28.A_{\text{semi}} = \frac{1}{2}\pi\left(\frac{d}{2}\right)^2 = \frac{\pi d^2}{8}.

Assim, a soma das áreas dos dois semicírculos construídos sobre os catetos é

A3+A4=π328+π428.A_3+A_4 = \frac{\pi 3^2}{8} + \frac{\pi 4^2}{8}.

Logo,

A3+A4=9π8+16π8=25π8.A_3+A_4 = \frac{9\pi}{8} + \frac{16\pi}{8} = \frac{25\pi}{8}.

Por outro lado, a área do semicírculo construído sobre a hipotenusa é

A5=π528=25π8.A_5 = \frac{\pi5^2}{8} = \frac{25\pi}{8}.

Portanto,

A3+A4=A5.\boxed{A_3+A_4=A_5}.

Agora vamos observar a decomposição das regiões.

Os dois semicírculos menores podem ser divididos em:

  • as regiões que ficam dentro do semicírculo maior;
  • as duas regiões hachuradas.

Já o semicírculo maior pode ser dividido em:

  • essas mesmas regiões internas;
  • a área do triângulo ABCABC.

Como as áreas totais dos dois conjuntos de semicírculos são iguais, as partes comuns se cancelam. Consequentemente, a soma das áreas hachuradas é exatamente igual à área do triângulo.

A área do triângulo retângulo é

A△ABC=3⋅42.A_{\triangle ABC} = \frac{3\cdot4}{2}.

Portanto,

A△ABC=6 cm2.A_{\triangle ABC}=6\text{ cm}^2.

Logo, a soma das áreas hachuradas é

6 cm2.\boxed{6\text{ cm}^2}.

Assim, a alternativa correta é a A.


🧩 Exercício 2 IME 2010/2011Médio

Determine o valor de xx que satisfaz a equação

sen⁡(arccot⁡(1+x))=cos⁡(arctg⁡(x)).\operatorname{sen}\left(\operatorname{arccot}(1+x)\right) = \cos\left(\operatorname{arctg}(x)\right).

Sejam os ângulos θ1\theta_1 e θ2\theta_2 definidos por

cot⁡θ1=1+x\cot\theta_1=1+x

e

tg⁡θ2=x.\operatorname{tg}\theta_2=x.

Pela definição da cotangente,

cot⁡θ1=cos⁡θ1sen⁡θ1.\cot\theta_1 = \frac{\cos\theta_1}{\operatorname{sen}\theta_1}.

Como

cot⁡θ1=1+x,\cot\theta_1=1+x,

temos

cos⁡θ1=(1+x)sen⁡θ1.\cos\theta_1 = (1+x)\operatorname{sen}\theta_1.

Utilizando a identidade fundamental

sen⁡2θ1+cos⁡2θ1=1,\operatorname{sen}^2\theta_1+\cos^2\theta_1=1,

obtemos

sen⁡2θ1+(1+x)2sen⁡2θ1=1.\operatorname{sen}^2\theta_1 + (1+x)^2\operatorname{sen}^2\theta_1 = 1.

Colocando sen⁡2θ1\operatorname{sen}^2\theta_1 em evidência:

sen⁡2θ1[1+(1+x)2]=1.\operatorname{sen}^2\theta_1 \left[ 1+(1+x)^2 \right] = 1.

Logo,

sen⁡2θ1=11+(1+x)2.\operatorname{sen}^2\theta_1 = \frac{1}{1+(1+x)^2}.

Como sen⁡θ1>0\operatorname{sen}\theta_1>0,

sen⁡θ1=11+(1+x)2.\operatorname{sen}\theta_1 = \frac{1} {\sqrt{1+(1+x)^2}}.

Agora analisamos θ2\theta_2.

Como

tg⁡θ2=x,\operatorname{tg}\theta_2=x,

temos

sen⁡θ2cos⁡θ2=x.\frac{\operatorname{sen}\theta_2} {\cos\theta_2} = x.

Portanto,

sen⁡θ2=xcos⁡θ2.\operatorname{sen}\theta_2 = x\cos\theta_2.

Novamente, pela identidade fundamental,

sen⁡2θ2+cos⁡2θ2=1.\operatorname{sen}^2\theta_2+\cos^2\theta_2=1.

Substituindo sen⁡θ2=xcos⁡θ2\operatorname{sen}\theta_2=x\cos\theta_2:

x2cos⁡2θ2+cos⁡2θ2=1.x^2\cos^2\theta_2+\cos^2\theta_2=1.

Assim,

cos⁡2θ2(1+x2)=1.\cos^2\theta_2(1+x^2)=1.

Como cos⁡θ2>0\cos\theta_2>0,

cos⁡θ2=11+x2.\cos\theta_2 = \frac{1}{\sqrt{1+x^2}}.

Voltando à equação original,

sen⁡(arccot⁡(1+x))=cos⁡(arctg⁡(x)),\operatorname{sen}\left(\operatorname{arccot}(1+x)\right) = \cos\left(\operatorname{arctg}(x)\right),

temos

11+(1+x)2=11+x2.\frac{1} {\sqrt{1+(1+x)^2}} = \frac{1} {\sqrt{1+x^2}}.

Como os dois lados são positivos, podemos elevar ambos ao quadrado:

11+(1+x)2=11+x2.\frac{1}{1+(1+x)^2} = \frac{1}{1+x^2}.

Consequentemente,

1+(1+x)2=1+x2.1+(1+x)^2=1+x^2.

Cancelando 11 dos dois lados:

(1+x)2=x2.(1+x)^2=x^2.

Desenvolvendo:

1+2x+x2=x2.1+2x+x^2=x^2.

Logo,

1+2x=0.1+2x=0.

Portanto,

x=−12.\boxed{x=-\frac12}.

Assim, a alternativa correta é

C.\boxed{\text{C}}.

🧩 Exercício 3 IME 2010/2011Médio

A base de uma pirâmide é um retângulo de área SS. Sabe-se que duas de suas faces laterais são perpendiculares ao plano da base. As outras duas faces formam ângulos de 30∘30^\circ e 60∘60^\circ com a base.

O volume da pirâmide é:

Sejam aa e bb os lados do retângulo da base. Como a área da base é SS,

ab=S.ab=S.

Como duas faces laterais são perpendiculares ao plano da base, a projeção ortogonal do vértice da pirâmide sobre o plano da base coincide com um vértice do retângulo.

Denotemos por hh a altura da pirâmide.

Considere agora as duas faces laterais restantes. Elas formam ângulos de 30∘30^\circ e 60∘60^\circ com o plano da base.

Ao traçarmos a altura da pirâmide e a distância correspondente no plano da base, obtemos triângulos retângulos.

Triângulo e semicirculos

Para a face que forma ângulo de 30∘30^\circ com a base, temos

tan⁡30∘=hb.\tan30^\circ=\frac{h}{b}.

Como

tan⁡30∘=13,\tan30^\circ=\frac{1}{\sqrt3},

segue que

13=hb,\frac{1}{\sqrt3}=\frac{h}{b},

portanto,

b=3h.b=\sqrt3h.

Para a outra face, que forma ângulo de 60∘60^\circ com a base:

tan⁡60∘=ha.\tan60^\circ=\frac{h}{a}.

Como

tan⁡60∘=3,\tan60^\circ=\sqrt3,

temos

3=ha,\sqrt3=\frac{h}{a},

logo,

a=h3.a=\frac{h}{\sqrt3}.

Assim, os lados da base satisfazem

ab=(h3)(3h).ab = \left(\frac{h}{\sqrt3}\right)(\sqrt3h).

Portanto,

ab=h2.ab=h^2.

Mas sabemos que

ab=S.ab=S.

Consequentemente,

h2=S.h^2=S.

Como a altura é positiva,

h=S.h=\sqrt S.

Finalmente, o volume de uma pirâmide é

V=13Abaseh.V=\frac13 A_{\text{base}}h.

Como

Abase=SA_{\text{base}}=S

e

h=S,h=\sqrt S,

obtemos

V=13SS.V = \frac13S\sqrt S.

Portanto,

V=SS3.\boxed{ V=\frac{S\sqrt S}{3} }.

Assim, a alternativa correta é a A.


🧩 Exercício 4 IME 2010/2011Médio

Sejam x1,x2,…,xnx_1,x_2,\ldots,x_n os primeiros termos de uma progressão aritmética. O primeiro termo e a razão dessa progressão são os números x1x_1 e rr, respectivamente.

Considere o determinante

Δ=∣x1x1x1⋯x1x1x2x2⋯x2x1x2x3⋯x3⋮⋮⋮⋱⋮x1x2x3⋯xn∣.\Delta= \begin{vmatrix} x_1 & x_1 & x_1 & \cdots & x_1\\ x_1 & x_2 & x_2 & \cdots & x_2\\ x_1 & x_2 & x_3 & \cdots & x_3\\ \vdots & \vdots & \vdots & \ddots & \vdots\\ x_1 & x_2 & x_3 & \cdots & x_n \end{vmatrix}.

O valor de Δ\Delta é:

Como x1,x2,…,xnx_1,x_2,\ldots,x_n são termos de uma progressão aritmética de razão rr, temos

xi−xi−1=rx_i-x_{i-1}=r

para i≥2i\geq2.

Considere o determinante

Δ=∣x1x1x1⋯x1x1x2x2⋯x2x1x2x3⋯x3⋮⋮⋮⋱⋮x1x2x3⋯xn∣.\Delta= \begin{vmatrix} x_1 & x_1 & x_1 & \cdots & x_1\\ x_1 & x_2 & x_2 & \cdots & x_2\\ x_1 & x_2 & x_3 & \cdots & x_3\\ \vdots & \vdots & \vdots & \ddots & \vdots\\ x_1 & x_2 & x_3 & \cdots & x_n \end{vmatrix}.

Vamos realizar operações elementares entre as linhas.

Subtraímos a linha n-1 da linha n:

Ln←Ln−Ln−1.L_n\leftarrow L_n-L_{n-1}.

Depois, subtraímos a linha n-2 da linha n-1:

Ln−1←Ln−1−Ln−2,L_{n-1}\leftarrow L_{n-1}-L_{n-2},

e assim sucessivamente, até

L2←L2−L1.L_2\leftarrow L_2-L_1.

Como essas operações substituem uma linha pela diferença entre ela e outra linha, o determinante não é alterado.

Observe agora o que acontece com as linhas.

Na segunda linha:

(x1,x2,x2,…,x2)−(x1,x1,x1,…,x1),(x_1,x_2,x_2,\ldots,x_2) - (x_1,x_1,x_1,\ldots,x_1),

resultando em

(0,r,r,…,r).(0,r,r,\ldots,r).

Na terceira linha:

(x1,x2,x3,…,x3)−(x1,x2,x2,…,x2),(x_1,x_2,x_3,\ldots,x_3) - (x_1,x_2,x_2,\ldots,x_2),

resultando em

(0,0,r,…,r).(0,0,r,\ldots,r).

Continuando o mesmo procedimento, obtemos

Δ=∣x1x1x1⋯x10rr⋯r00r⋯r⋮⋮⋮⋱⋮000⋯r∣.\Delta= \begin{vmatrix} x_1 & x_1 & x_1 & \cdots & x_1\\ 0 & r & r & \cdots & r\\ 0 & 0 & r & \cdots & r\\ \vdots & \vdots & \vdots & \ddots & \vdots\\ 0 & 0 & 0 & \cdots & r \end{vmatrix}.

A matriz obtida é triangular superior.

Portanto, seu determinante é o produto dos elementos da diagonal principal:

Δ=x1⋅r⋅r⋯r.\Delta = x_1\cdot r\cdot r\cdots r.

Na diagonal existem n−1n-1 elementos iguais a rr. Assim,

Δ=x1rn−1.\boxed{\Delta=x_1r^{n-1}}.

Portanto, a alternativa correta é a E.


🧩 Exercício 5 IME 2010/2011Médio

Uma reta, com coeficiente angular a1a_1, passa pelo ponto (0,−1)(0,-1). Uma outra reta, com coeficiente angular a2a_2, passa pelo ponto (0,1)(0,1). Sabe-se que

a12+a22=2.a_1^2+a_2^2=2.

O lugar geométrico percorrido pelo ponto de interseção das duas retas é:

As equações das duas retas podem ser escritas diretamente a partir dos pontos pelos quais passam.

A primeira reta possui coeficiente angular a1a_1 e passa por (0,−1)(0,-1). Portanto,

y=a1x−1.y=a_1x-1.

A segunda reta possui coeficiente angular a2a_2 e passa por (0,1)(0,1). Assim,

y=a2x+1.y=a_2x+1.

Seja (x,y)(x,y) o ponto de interseção das duas retas.

Como esse ponto pertence às duas retas, temos

a1x−1=a2x+1.a_1x-1=a_2x+1.

Logo,

(a1−a2)x=2,(a_1-a_2)x=2,

de onde

x=2a1−a2.x=\frac{2}{a_1-a_2}.

Agora podemos determinar yy utilizando, por exemplo, a primeira reta:

y=a1x−1.y=a_1x-1.

Substituindo xx:

y=a12a1−a2−1.y= a_1\frac{2}{a_1-a_2}-1.

Colocando tudo sobre o mesmo denominador:

y=2a1−(a1−a2)a1−a2.y= \frac{2a_1-(a_1-a_2)} {a_1-a_2}.

Portanto,

y=a1+a2a1−a2.y= \frac{a_1+a_2}{a_1-a_2}.

Temos então

x=2a1−a2x=\frac{2}{a_1-a_2}

e

y=a1+a2a1−a2.y=\frac{a_1+a_2}{a_1-a_2}.

Agora vamos eliminar a1a_1 e a2a_2 para encontrar o lugar geométrico.

Definimos

d=a1−a2d=a_1-a_2

e

s=a1+a2.s=a_1+a_2.

Das expressões anteriores,

x=2dx=\frac{2}{d}

e

y=sd.y=\frac{s}{d}.

Assim,

d=2xd=\frac{2}{x}

e

s=2yx.s=\frac{2y}{x}.

Por outro lado,

a12+a22=2.a_1^2+a_2^2=2.

Como

(a1+a2)2+(a1−a2)2=2(a12+a22),(a_1+a_2)^2+(a_1-a_2)^2 = 2(a_1^2+a_2^2),

temos

s2+d2=4.s^2+d^2=4.

Substituindo s=2yxs=\frac{2y}{x} e d=2xd=\frac{2}{x}:

(2yx)2+(2x)2=4.\left(\frac{2y}{x}\right)^2 + \left(\frac{2}{x}\right)^2 = 4.

Logo,

4y2x2+4x2=4.\frac{4y^2}{x^2} + \frac{4}{x^2} = 4.

Multiplicando por x24\frac{x^2}{4}:

y2+1=x2.y^2+1=x^2.

Portanto,

x2−y2=1.\boxed{x^2-y^2=1}.

Essa é a equação de uma hipérbole com centro na origem.

A forma padrão é

x212−y212=1.\frac{x^2}{1^2} - \frac{y^2}{1^2} =1.

Logo,

a=1eb=1.a=1 \qquad\text{e}\qquad b=1.

Para uma hipérbole da forma

x2a2−y2b2=1,\frac{x^2}{a^2} - \frac{y^2}{b^2} =1,

a excentricidade é

e=1+b2a2.e=\sqrt{1+\frac{b^2}{a^2}}.

Neste caso,

e=1+1=2.e=\sqrt{1+1}=\sqrt2.

As diretrizes de uma hipérbole horizontal são dadas por

x=±ae.x=\pm\frac{a}{e}.

Como a=1a=1 e e=2e=\sqrt2,

x=±12.x=\pm\frac{1}{\sqrt2}.

Racionalizando:

x=±22.x=\pm\frac{\sqrt2}{2}.

Portanto, o lugar geométrico é uma hipérbole de centro (0,0)(0,0) e diretrizes

x=±22.\boxed{x=\pm\frac{\sqrt2}{2}}.

Assim, a alternativa correta é a (C).


🧩 Exercício 6 IME 2010/2011Médio

O valor de yy real positivo na equação

(5y)log⁡x5−(7y)log⁡x7=0,(5y)^{\log_x5}-(7y)^{\log_x7}=0,

onde xx é um número real maior que 11, é:

Da equação dada,

(5y)log⁡x5=(7y)log⁡x7.(5y)^{\log_x5}=(7y)^{\log_x7}.

Como x>1x>1 e y>0y>0, ambos os lados são positivos. Portanto, podemos aplicar o logaritmo natural aos dois membros:

ln⁡((5y)log⁡x5)=ln⁡((7y)log⁡x7).\ln\left((5y)^{\log_x5}\right) = \ln\left((7y)^{\log_x7}\right).

Utilizando

ln⁡(ab)=bln⁡a,\ln(a^b)=b\ln a,

obtemos

log⁡x5⋅ln⁡(5y)=log⁡x7⋅ln⁡(7y).\log_x5\cdot\ln(5y) = \log_x7\cdot\ln(7y).

Agora utilizamos a mudança de base:

log⁡x5=ln⁡5ln⁡x\log_x5=\frac{\ln5}{\ln x}

e

log⁡x7=ln⁡7ln⁡x.\log_x7=\frac{\ln7}{\ln x}.

Assim,

ln⁡5ln⁡xln⁡(5y)=ln⁡7ln⁡xln⁡(7y).\frac{\ln5}{\ln x}\ln(5y) = \frac{\ln7}{\ln x}\ln(7y).

Como x>1x>1, temos ln⁡x≠0\ln x\neq0. Podemos multiplicar por ln⁡x\ln x:

ln⁡5ln⁡(5y)=ln⁡7ln⁡(7y).\ln5\ln(5y) = \ln7\ln(7y).

Usando

ln⁡(5y)=ln⁡5+ln⁡y\ln(5y)=\ln5+\ln y

e

ln⁡(7y)=ln⁡7+ln⁡y,\ln(7y)=\ln7+\ln y,

temos

ln⁡5(ln⁡5+ln⁡y)=ln⁡7(ln⁡7+ln⁡y).\ln5(\ln5+\ln y) = \ln7(\ln7+\ln y).

Desenvolvendo:

(ln⁡5)2+ln⁡5ln⁡y=(ln⁡7)2+ln⁡7ln⁡y.(\ln5)^2+\ln5\ln y = (\ln7)^2+\ln7\ln y.

Agrupando os termos que contêm ln⁡y\ln y:

ln⁡5ln⁡y−ln⁡7ln⁡y=(ln⁡7)2−(ln⁡5)2.\ln5\ln y-\ln7\ln y = (\ln7)^2-(\ln5)^2.

Colocando ln⁡y\ln y em evidência:

(ln⁡5−ln⁡7)ln⁡y=(ln⁡7)2−(ln⁡5)2.(\ln5-\ln7)\ln y = (\ln7)^2-(\ln5)^2.

No segundo membro, usamos diferença de quadrados:

(ln⁡7)2−(ln⁡5)2=(ln⁡7−ln⁡5)(ln⁡7+ln⁡5).(\ln7)^2-(\ln5)^2 = (\ln7-\ln5)(\ln7+\ln5).

Como

ln⁡5−ln⁡7=−(ln⁡7−ln⁡5),\ln5-\ln7=-(\ln7-\ln5),

segue que

ln⁡y=−(ln⁡7+ln⁡5).\ln y = -(\ln7+\ln5).

Pela propriedade do logaritmo do produto,

ln⁡7+ln⁡5=ln⁡35.\ln7+\ln5=\ln35.

Logo,

ln⁡y=−ln⁡35.\ln y=-\ln35.

Como

−ln⁡35=ln⁡(135),-\ln35=\ln\left(\frac1{35}\right),

temos

ln⁡y=ln⁡(135).\ln y=\ln\left(\frac1{35}\right).

Portanto,

y=135.\boxed{y=\frac1{35}}.

Assim, a alternativa correta é a (D).


🧩 Exercício 8 IME 2010/2011Médio

O valor de

cos⁡2π7+cos⁡4π7+cos⁡6π7+12\cos\frac{2\pi}{7} + \cos\frac{4\pi}{7} + \cos\frac{6\pi}{7} + \frac{1}{2}

é:

Considere as sete raízes sétimas da unidade no plano complexo. Elas estão igualmente distribuídas sobre a circunferência unitária.

A soma dessas raízes é zero:

1+e2πi7+e4πi7+e6πi7+e8πi7+e10πi7+e12πi7=0.1+ e^{\frac{2\pi i}{7}} + e^{\frac{4\pi i}{7}} + e^{\frac{6\pi i}{7}} + e^{\frac{8\pi i}{7}} + e^{\frac{10\pi i}{7}} + e^{\frac{12\pi i}{7}} =0.

Como

eiθ=cos⁡θ+isen⁡θ,e^{i\theta}=\cos\theta+i\operatorname{sen}\theta,

podemos considerar as partes reais da igualdade.

Assim,

1+cos⁡2π7+cos⁡4π7+cos⁡6π7+cos⁡8π7+cos⁡10π7+cos⁡12π7=0.1+ \cos\frac{2\pi}{7} + \cos\frac{4\pi}{7} + \cos\frac{6\pi}{7} + \cos\frac{8\pi}{7} + \cos\frac{10\pi}{7} + \cos\frac{12\pi}{7} =0.

Agora utilizamos as simetrias:

cos⁡8π7=−cos⁡π7,\cos\frac{8\pi}{7} = -\cos\frac{\pi}{7},cos⁡10π7=−cos⁡3π7,\cos\frac{10\pi}{7} = -\cos\frac{3\pi}{7},

e

cos⁡12π7=−cos⁡5π7.\cos\frac{12\pi}{7} = -\cos\frac{5\pi}{7}.

Entretanto, uma maneira mais direta é agrupar os termos simétricos em relação ao eixo real:

cos⁡8π7=cos⁡6π7,\cos\frac{8\pi}{7}=\cos\frac{6\pi}{7},cos⁡10π7=cos⁡4π7,\cos\frac{10\pi}{7}=\cos\frac{4\pi}{7},

e

cos⁡12π7=cos⁡2π7.\cos\frac{12\pi}{7}=\cos\frac{2\pi}{7}.

Portanto,

1+2(cos⁡2π7+cos⁡4π7+cos⁡6π7)=0.1+ 2\left( \cos\frac{2\pi}{7} + \cos\frac{4\pi}{7} + \cos\frac{6\pi}{7} \right) =0.

Logo,

cos⁡2π7+cos⁡4π7+cos⁡6π7=−12.\cos\frac{2\pi}{7} + \cos\frac{4\pi}{7} + \cos\frac{6\pi}{7} = -\frac12.

Substituindo na expressão do enunciado:

−12+12=0.-\frac12+\frac12=0.

Portanto,

0.\boxed{0}.

Assim, a alternativa correta é a (C).


🧩 Exercício 9 IME 2010/2011Médio

Sejam xx e yy números reais. Assinale a alternativa correta.

Vamos analisar as alternativas.

Alternativa (A)​

A afirmação é

∣x∣+∣y∣≤2∣x2+y2∣.|x|+|y| \leq \sqrt{2}|x^2+y^2|.

Ela não é verdadeira para todos os números reais.

Por exemplo, tomando

x=12,y=0,x=\frac12, \qquad y=0,

temos

∣x∣+∣y∣=12|x|+|y|=\frac12

enquanto

2∣x2+y2∣=2⋅14=24.\sqrt2|x^2+y^2| = \sqrt2\cdot\frac14 = \frac{\sqrt2}{4}.

Como

12>24,\frac12>\frac{\sqrt2}{4},

a desigualdade não é satisfeita.

Portanto, (A) é falsa.


Alternativa (B)​

A desigualdade

∣x+y∣≤∣x∣+∣y∣|x+y|\leq|x|+|y|

é conhecida como desigualdade triangular.

Ela é válida para quaisquer números reais xx e yy.

Portanto, não existem números reais que violem essa desigualdade.

Assim, (B) é falsa.


Alternativa (C)​

A afirmação é

∣x∣+∣y∣≤2∣x2∣+∣y2∣.|x|+|y| \leq \sqrt2\sqrt{|x^2|+|y^2|}.

Como

∣x2∣=x2|x^2|=x^2

e

∣y2∣=y2,|y^2|=y^2,

podemos escrever

∣x∣+∣y∣≤2x2+y2.|x|+|y| \leq \sqrt2\sqrt{x^2+y^2}.

Agora elevamos ambos os lados ao quadrado. Como os dois membros são não negativos,

(∣x∣+∣y∣)2≤2(x2+y2).(|x|+|y|)^2 \leq 2(x^2+y^2).

Desenvolvendo o primeiro membro:

x2+2∣xy∣+y2≤2x2+2y2.x^2+2|xy|+y^2 \leq 2x^2+2y^2.

Portanto,

2∣xy∣≤x2+y2.2|xy| \leq x^2+y^2.

Mas isso é exatamente consequência da desigualdade

(x−∣y∣)2≥0.(x-|y|)^2\geq0.

De fato,

x2−2∣xy∣+y2≥0,x^2-2|xy|+y^2\geq0,

logo,

2∣xy∣≤x2+y2.2|xy|\leq x^2+y^2.

Portanto,

∣x∣+∣y∣≤2x2+y2.\boxed{ |x|+|y| \leq \sqrt2\sqrt{x^2+y^2} }.

Assim, a alternativa (C) é verdadeira.

Também podemos reconhecer essa desigualdade diretamente como um caso da desigualdade de Cauchy-Schwarz:

(∣x∣+∣y∣)2≤(12+12)(x2+y2).(|x|+|y|)^2 \leq (1^2+1^2)(x^2+y^2).

Alternativa (D)​

A afirmação é

∣x−y∣≤∣x+y∣.|x-y|\leq|x+y|.

Ela não é verdadeira para todos os números reais.

Tomando

x=1ey=−1,x=1 \qquad\text{e}\qquad y=-1,

temos

∣x−y∣=∣1−(−1)∣=2|x-y| = |1-(-1)| = 2

enquanto

∣x+y∣=∣1+(−1)∣=0.|x+y| = |1+(-1)| = 0.

Assim,

2≤02\leq0

é falso.

Portanto, (D) é falsa.


Alternativa (E)​

A alternativa afirma que não existem xx e yy que não satisfaçam

∣x∣+∣y∣≤3∣x2+y2∣.|x|+|y| \leq \sqrt3|x^2+y^2|.

Entretanto, basta tomar

x=12,y=0.x=\frac12, \qquad y=0.

Nesse caso,

∣x∣+∣y∣=12|x|+|y| = \frac12

e

3∣x2+y2∣=34.\sqrt3|x^2+y^2| = \frac{\sqrt3}{4}.

Como

12>34,\frac12>\frac{\sqrt3}{4},

a desigualdade não é satisfeita.

Logo, existe pelo menos um par (x,y)(x,y) que não satisfaz a desigualdade.

Portanto, (E) é falsa.

Concluímos que a única alternativa correta é

(C).\boxed{\text{(C)}}.

🧩 Exercício 10 IME 2010/2011Médio

Em relação à teoria dos conjuntos, considere as seguintes afirmativas relacionadas aos conjuntos AA, BB e CC:

I. Se A∈BA\in B e B⊆CB\subseteq C então A∈CA\in C.

II. Se A⊆BA\subseteq B e B∈CB\in C então A∈CA\in C.

III. Se A⊆BA\subseteq B e B∈CB\in C então A⊆CA\subseteq C.

Estão corretas:

Vamos analisar cada afirmativa.

Afirmativa I​

Temos

A∈BA\in B

e

B⊆C.B\subseteq C.

A relação B⊆CB\subseteq C significa que todo elemento de BB também é elemento de CC.

Como A∈BA\in B, segue que

A∈C.A\in C.

Portanto, a afirmativa I é verdadeira.

Afirmativa II​

Temos

A⊆BA\subseteq B

e

B∈C.B\in C.

Não podemos concluir que A∈CA\in C.

De fato, tome

A={1},B={1,2},C={{1,2}}.A=\{1\}, \qquad B=\{1,2\}, \qquad C=\{\{1,2\}\}.

Nesse caso,

A⊆BA\subseteq B

e

B∈C,B\in C,

mas

A∉C.A\notin C.

Portanto, a afirmativa II é falsa.

Afirmativa III​

Temos

A⊆BA\subseteq B

e

B∈C.B\in C.

Novamente, a relação B∈CB\in C significa que BB é um elemento de CC, e não que BB está contido em CC.

Usando o mesmo exemplo,

A={1},B={1,2},C={{1,2}},A=\{1\}, \qquad B=\{1,2\}, \qquad C=\{\{1,2\}\},

temos

A⊆BA\subseteq B

e

B∈C,B\in C,

mas

A⊈C.A\not\subseteq C.

Portanto, a afirmativa III é falsa.

Assim, somente a afirmativa I é verdadeira.

Logo, a alternativa correta é

(B).\boxed{\text{(B)}}.

🧩 Exercício 11 IME 2010/2011Médio

Seja p(x)p(x) uma função polinomial satisfazendo a relação

p(x)p(1x)=p(x)+p(1x).p(x)p\left(\frac{1}{x}\right) = p(x)+p\left(\frac{1}{x}\right).

Sabendo que

p(3)=28,p(3)=28,

o valor de p(4)p(4) é:

A relação dada é

p(x)p(1x)=p(x)+p(1x).p(x)p\left(\frac{1}{x}\right) = p(x)+p\left(\frac{1}{x}\right).

Podemos reorganizá-la:

p(x)p(1x)−p(x)−p(1x)=0.p(x)p\left(\frac{1}{x}\right) -p(x) -p\left(\frac{1}{x}\right) =0.

Somando 11 aos dois lados:

[p(x)−1][p(1x)−1]=1.\left[p(x)-1\right] \left[ p\left(\frac{1}{x}\right)-1 \right] =1.

Portanto,

p(1x)−1=1p(x)−1.p\left(\frac{1}{x}\right)-1 = \frac{1}{p(x)-1}.

Agora observe que p(x)p(x) é um polinômio.

Se p(x)p(x) tivesse grau positivo, então, quando x→∞x\to\infty,

p(x)→∞p(x)\to\infty

em módulo. Consequentemente,

p(1x)→p(0)p\left(\frac1x\right) \to p(0)

quando x→∞x\to\infty.

A relação

[p(x)−1][p(1x)−1]=1[p(x)-1] \left[ p\left(\frac1x\right)-1 \right] =1

mostra então que o segundo fator deve tender a zero. Portanto,

p(0)=1.p(0)=1.

Assim, podemos escrever

p(x)=1+xq(x),p(x)=1+xq(x),

onde q(x)q(x) é um polinômio.

Substituindo xx por 1x\frac1x:

p(1x)=1+1xq(1x).p\left(\frac1x\right) = 1+\frac{1}{x}q\left(\frac1x\right).

Da relação anterior,

[p(x)−1][p(1x)−1]=1,[p(x)-1] \left[ p\left(\frac1x\right)-1 \right] =1,

obtemos

xq(x)⋅1xq(1x)=1.xq(x)\cdot \frac{1}{x}q\left(\frac1x\right) =1.

Logo,

q(x)q(1x)=1.q(x)q\left(\frac1x\right)=1.

Como q(x)q(x) é polinômio, isso só pode ocorrer se q(x)q(x) for um monômio com coeficiente ±1\pm1.

De fato, escrevendo

q(x)=axn,q(x)=ax^n,

temos

q(1x)=axn.q\left(\frac1x\right)=\frac{a}{x^n}.

Assim,

q(x)q(1x)=axnaxn=a2.q(x)q\left(\frac1x\right) = ax^n\frac{a}{x^n} = a^2.

Como esse produto deve ser igual a 11,

a2=1.a^2=1.

Logo,

a=±1.a=\pm1.

Portanto,

p(x)=1±xn+1.p(x)=1\pm x^{n+1}.

Agora utilizamos a informação

p(3)=28.p(3)=28.

Se

p(x)=1−xn+1,p(x)=1-x^{n+1},

teríamos

p(3)=1−3n+1<0,p(3)=1-3^{n+1}<0,

o que é impossível.

Logo,

p(x)=1+xn+1.p(x)=1+x^{n+1}.

Como

p(3)=28,p(3)=28,

temos

1+3n+1=28.1+3^{n+1}=28.

Portanto,

3n+1=27=33,3^{n+1}=27=3^3,

de modo que

n+1=3.n+1=3.

Assim,

p(x)=1+x3.\boxed{p(x)=1+x^3}.

Finalmente,

p(4)=1+43.p(4)=1+4^3.

Como

43=64,4^3=64,

segue que

p(4)=65.p(4)=65.

Portanto,

p(4)=65.\boxed{p(4)=65}.

A alternativa correta é a (E).


🧩 Exercício 12 IME 2010/2011Médio

Uma progressão aritmética {an}\{a_n\}, onde n∈N∗n\in\mathbb{N}^*, tem

a1>0a_1>0

e

3a8=5a13.3a_8=5a_{13}.

Se SnS_n é a soma dos nn primeiros termos desta progressão, o valor de nn para que SnS_n seja máxima é:

Seja rr a razão da progressão aritmética.

O termo geral de uma progressão aritmética é

an=a1+(n−1)r.a_n=a_1+(n-1)r.

Assim,

a8=a1+7ra_8=a_1+7r

e

a13=a1+12r.a_{13}=a_1+12r.

Pelo enunciado,

3a8=5a13.3a_8=5a_{13}.

Substituindo as expressões dos termos:

3(a1+7r)=5(a1+12r).3(a_1+7r)=5(a_1+12r).

Desenvolvendo:

3a1+21r=5a1+60r.3a_1+21r=5a_1+60r.

Logo,

−2a1=39r,-2a_1=39r,

portanto,

r=−2a139.r=-\frac{2a_1}{39}.

Como a1>0a_1>0, concluímos que

r<0.r<0.

Agora utilizamos a fórmula da soma dos nn primeiros termos:

Sn=n2[2a1+(n−1)r].S_n=\frac{n}{2} \left[2a_1+(n-1)r\right].

Substituindo

r=−2a139,r=-\frac{2a_1}{39},

obtemos

Sn=n2[2a1−2a1(n−1)39].S_n = \frac{n}{2} \left[ 2a_1 - \frac{2a_1(n-1)}{39} \right].

Colocando 2a12a_1 em evidência:

Sn=na1[1−n−139].S_n = na_1 \left[ 1-\frac{n-1}{39} \right].

Simplificando:

Sn=na140−n39.S_n = na_1 \frac{40-n}{39}.

Portanto,

Sn=a139n(40−n).S_n = \frac{a_1}{39}n(40-n).

Como a1>0a_1>0, o fator

a139\frac{a_1}{39}

é positivo. Assim, maximizar SnS_n equivale a maximizar

n(40−n).n(40-n).

Desenvolvendo:

n(40−n)=40n−n2.n(40-n)=40n-n^2.

Completando o quadrado:

40n−n2=400−(n−20)2.40n-n^2 = 400-(n-20)^2.

Como

(n−20)2≥0,(n-20)^2\geq0,

temos

400−(n−20)2≤400,400-(n-20)^2\leq400,

com igualdade quando

n=20.n=20.

Portanto, SnS_n é máxima para

n=20.\boxed{n=20}.

Assim, a alternativa correta é a (D).


🧩 Exercício 14 IME 2010/2011Médio

Considere o sistema de equações lineares representado abaixo:

(130210020300150000312000400000200102)(abcdef)=(131179813).\begin{pmatrix} 1&3&0&2&1&0\\ 0&2&0&3&0&0\\ 1&5&0&0&0&0\\ 3&1&2&0&0&0\\ 4&0&0&0&0&0\\ 2&0&0&1&0&2 \end{pmatrix} \begin{pmatrix} a\\ b\\ c\\ d\\ e\\ f \end{pmatrix} = \begin{pmatrix} 13\\ 11\\ 7\\ 9\\ 8\\ 13 \end{pmatrix}.

Os valores de aa e dd são, respectivamente:

Não é necessário resolver todas as incógnitas. Podemos utilizar apenas as equações que envolvem aa, bb e dd.

A quinta linha do sistema fornece diretamente:

4a=8.4a=8.

Logo,

a=2.\boxed{a=2}.

Agora utilizamos a terceira linha:

a+5b=7.a+5b=7.

Substituindo a=2a=2:

2+5b=7.2+5b=7.

Assim,

5b=55b=5

e, portanto,

b=1.\boxed{b=1}.

Finalmente, utilizamos a segunda linha:

2b+3d=11.2b+3d=11.

Como b=1b=1:

2(1)+3d=11.2(1)+3d=11.

Logo,

3d=9,3d=9,

de onde

d=3.\boxed{d=3}.

Portanto, os valores procurados são

a=2,d=3.\boxed{a=2,\qquad d=3}.

Assim, a alternativa correta é a (B).


🧩 Exercício 15 IME 2010/2011Médio

Seja

f(x)=asen⁡x+bx3+4,f(x)=a\operatorname{sen}x+b\sqrt[3]{x}+4,

onde aa e bb são números reais diferentes de zero. Sabendo que

f(log⁡10(log⁡310))=5,f\left(\log_{10}(\log_3 10)\right)=5,

o valor de

f(log⁡10(log⁡103))f\left(\log_{10}(\log_{10}3)\right)

é:

Vamos analisar primeiro os dois argumentos das funções.

Defina

t=log⁡10(log⁡310).t=\log_{10}(\log_3 10).

Como

log⁡310=1log⁡103,\log_3 10=\frac{1}{\log_{10}3},

temos

t=log⁡10(1log⁡103).t = \log_{10} \left( \frac{1}{\log_{10}3} \right).

Utilizando

log⁡101u=−log⁡10u,\log_{10}\frac{1}{u} = -\log_{10}u,

obtemos

t=−log⁡10(log⁡103).t = -\log_{10}(\log_{10}3).

Portanto,

log⁡10(log⁡103)=−t.\boxed{ \log_{10}(\log_{10}3)=-t }.

O enunciado fornece

f(t)=5.f(t)=5.

Como

f(x)=asen⁡x+bx3+4,f(x)=a\operatorname{sen}x+b\sqrt[3]{x}+4,

temos

asen⁡t+bt3+4=5.a\operatorname{sen}t+b\sqrt[3]{t}+4=5.

Logo,

asen⁡t+bt3=1.a\operatorname{sen}t+b\sqrt[3]{t}=1.

Agora calculamos f(−t)f(-t):

f(−t)=asen⁡(−t)+b−t3+4.f(-t) = a\operatorname{sen}(-t) + b\sqrt[3]{-t} + 4.

Tanto a função seno quanto a função raiz cúbica são ímpares. Portanto,

sen⁡(−t)=−sen⁡t\operatorname{sen}(-t)=-\operatorname{sen}t

e

−t3=−t3.\sqrt[3]{-t}=-\sqrt[3]{t}.

Assim,

f(−t)=−asen⁡t−bt3+4.f(-t) = -a\operatorname{sen}t -b\sqrt[3]{t} +4.

Mas já sabemos que

asen⁡t+bt3=1.a\operatorname{sen}t+b\sqrt[3]{t}=1.

Consequentemente,

f(−t)=−1+4.f(-t)=-1+4.

Portanto,

f(−t)=3.\boxed{f(-t)=3}.

Como

−t=log⁡10(log⁡103),-t=\log_{10}(\log_{10}3),

concluímos que

f(log⁡10(log⁡103))=3.\boxed{ f\left(\log_{10}(\log_{10}3)\right)=3 }.

Assim, a alternativa correta é a (B).