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Prova de Matemática do vestibular do ITA 2027 resolvida.

Atenção: as respostas apresentadas nesta página são um gabarito extraoficial, elaborado a partir da resolução das questões. O gabarito oficial do ITA será divulgado posteriormente pela instituição.

🧩 Exercício 1 ITA 2027Médio

Sabe-se que a área de uma elipse é proporcional ao produto das medidas de seus eixos maior e menor. Considere duas elipses, E1E_1 e E2E_2, ambas com os mesmos focos.

Sabe-se que a excentricidade de E1E_1 é duas vezes a de E2E_2 e que a área de E2E_2 é seis vezes a de E1E_1. O valor da excentricidade de E1E_1 é:

1. Relação entre a excentricidade e os focos​

Considere os semieixos maior e menor da elipse E1E_1 como a1a_1 e b1b_1, respectivamente.

Para a elipse E2E_2, sejam a2a_2 e b2b_2 seus semieixos.

Como as duas elipses possuem os mesmos focos, a distância do centro a cada foco é a mesma. Denotando essa distância por cc, temos

c2=a12−b12c^2=a_1^2-b_1^2

e

c2=a22−b22.c^2=a_2^2-b_2^2.

A excentricidade de uma elipse é dada por

e=ca.e=\frac{c}{a}.

O enunciado informa que a excentricidade de E1E_1 é duas vezes a de E2E_2:

e1=2e2.e_1=2e_2.

Portanto,

ca1=2ca2.\frac{c}{a_1} = 2\frac{c}{a_2}.

Como c≠0c\neq0, podemos simplificar:

1a1=2a2.\frac{1}{a_1} = \frac{2}{a_2}.

Logo,

a2=2a1.\boxed{a_2=2a_1}.

2. Utilizando a relação entre as áreas​

A área de uma elipse é

A=πab.A=\pi ab.

Como o enunciado afirma que a área de E2E_2 é seis vezes a área de E1E_1, temos

A2=6A1.A_2=6A_1.

Assim,

πa2b2=6πa1b1.\pi a_2b_2 = 6\pi a_1b_1.

Substituindo a2=2a1a_2=2a_1:

π(2a1)b2=6πa1b1.\pi(2a_1)b_2 = 6\pi a_1b_1.

Cancelando πa1\pi a_1:

2b2=6b1.2b_2=6b_1.

Portanto,

b2=3b1.\boxed{b_2=3b_1}.

3. Usando os mesmos focos​

Como as duas elipses possuem os mesmos focos, o valor de cc é o mesmo.

Para E1E_1:

c2=a12−b12.c^2=a_1^2-b_1^2.

Para E2E_2:

c2=a22−b22.c^2=a_2^2-b_2^2.

Substituindo

a2=2a1a_2=2a_1

e

b2=3b1,b_2=3b_1,

temos

c2=(2a1)2−(3b1)2.c^2=(2a_1)^2-(3b_1)^2.

Logo,

c2=4a12−9b12.c^2=4a_1^2-9b_1^2.

Como também

c2=a12−b12,c^2=a_1^2-b_1^2,

podemos igualar:

a12−b12=4a12−9b12.a_1^2-b_1^2 = 4a_1^2-9b_1^2.

Reorganizando:

8b12=3a12.8b_1^2=3a_1^2.

Portanto,

b12a12=38.\frac{b_1^2}{a_1^2} = \frac38.

4. Determinando a excentricidade de E1E_1​

Sabemos que

e1=ca1.e_1=\frac{c}{a_1}.

Como

c2=a12−b12,c^2=a_1^2-b_1^2,

temos

e12=c2a12=a12−b12a12.e_1^2 = \frac{c^2}{a_1^2} = \frac{a_1^2-b_1^2}{a_1^2}.

Assim,

e12=1−b12a12.e_1^2 = 1-\frac{b_1^2}{a_1^2}.

Substituindo o resultado obtido:

e12=1−38.e_1^2 = 1-\frac38.

Logo,

e12=58.e_1^2=\frac58.

Como a excentricidade é positiva,

e1=58.e_1=\sqrt{\frac58}.

Portanto,

e1=104.e_1 = \frac{\sqrt{10}}{4}.

Resposta​

e1=104\boxed{e_1=\frac{\sqrt{10}}{4}}

Alternativa E.

🧩 Exercício 2 ITA 2027Médio

De um ponto EE pertencente ao lado ABAB de um quadrado ABCDABCD de lado medindo 1010, é traçada uma reta rr, paralela à diagonal ACAC, que intercepta o lado BCBC no ponto FF.

Se a distância entre a reta rr e a diagonal ACAC é 55, então o raio da circunferência C1C_1 inscrita no triângulo BEFBEF é:

1. Identificando a posição de EE​

Considere um sistema de coordenadas com

A=(0,0),B=(10,0),C=(10,10).A=(0,0), \qquad B=(10,0), \qquad C=(10,10).

A diagonal ACAC possui equação

y=x.y=x.

Como a reta rr é paralela à diagonal ACAC, ela possui coeficiente angular 11.

Como EE pertence ao lado ABAB, podemos escrever

E=(e,0).E=(e,0).

Assim, a reta rr, passando por EE, possui equação

y=x−e.y=x-e.

Portanto, as retas são

AC:y=xAC:\quad y=x

e

r:y=x−e.r:\quad y=x-e.

2. Utilizando a distância entre as retas​

Escrevendo as duas retas na forma geral:

AC:x−y=0AC:\quad x-y=0

e

r:x−y−e=0.r:\quad x-y-e=0.

A distância entre duas retas paralelas

ax+by+c1=0ax+by+c_1=0

e

ax+by+c2=0ax+by+c_2=0

é dada por

d=∣c2−c1∣a2+b2.d= \frac{|c_2-c_1|} {\sqrt{a^2+b^2}}.

Logo,

d(AC,r)=e2.d(AC,r) = \frac{e}{\sqrt2}.

O enunciado informa que essa distância é 55:

e2=5.\frac{e}{\sqrt2}=5.

Portanto,

e=52.e=5\sqrt2.

Assim,

AE=52.\boxed{AE=5\sqrt2}.

Como AB=10AB=10, temos

BE=10−52.BE=10-5\sqrt2.

Colocando 55 em evidência:

BE=5(2−2).\boxed{ BE=5(2-\sqrt2) }.

3. Identificando o triângulo BEFBEF​

Como EFEF é paralela à diagonal ACAC, ela forma um ângulo de 45∘45^\circ com os lados do quadrado.

Além disso,

BE⊥BF.BE\perp BF.

Portanto, o triângulo BEFBEF é um triângulo retângulo isósceles.

Assim,

BE=BF.BE=BF.

Logo,

BE=BF=5(2−2).BE=BF=5(2-\sqrt2).

A hipotenusa é

EF=BE2.EF=BE\sqrt2.

Portanto,

EF=5(2−2)2.EF=5(2-\sqrt2)\sqrt2.

4. Calculando o raio da circunferência inscrita​

Para um triângulo retângulo com catetos aa e bb e hipotenusa cc, o raio da circunferência inscrita é

r=a+b−c2.r=\frac{a+b-c}{2}.

Como neste caso

a=b=BEa=b=BE

e

c=BE2,c=BE\sqrt2,

temos

r=BE+BE−BE22.r= \frac{BE+BE-BE\sqrt2}{2}.

Colocando BEBE em evidência:

r=BE(2−2)2.r= \frac{BE(2-\sqrt2)}{2}.

Substituindo

BE=5(2−2),BE=5(2-\sqrt2),

obtemos

r=5(2−2)(2−2)2.r= \frac{5(2-\sqrt2)(2-\sqrt2)}{2}.

Portanto,

r=52(2−2)2.\boxed{ r=\frac52(2-\sqrt2)^2 }.

Resposta​

Alternativa D) 52(2−2)2\frac52(2-\sqrt2)^2.

🧩 Exercício 3 ITA 2027Médio

Seja ABCABC um triângulo no plano cartesiano com vértices

A=(0,0),B=(2,4)A=(0,0), \qquad B=(2,4)

e CC, o qual pertence à circunferência de raio 22 e centro (4,0)(4,0). A maior área possível para o triângulo ABCABC é:

1. Interpretando a área do triângulo​

Triângulo

Tomando ABAB como base, a área do triângulo é

A△ABC=AB⋅h2,A_{\triangle ABC} = \frac{AB\cdot h}{2},

em que hh é a distância do ponto CC à reta que contém o segmento ABAB.

Como AA e BB são fixos, o comprimento ABAB é constante.

Portanto, para maximizar a área, precisamos maximizar a distância de CC à reta ABAB.


2. Determinando a reta ABAB​

A reta passa por

A=(0,0)A=(0,0)

e

B=(2,4).B=(2,4).

Seu coeficiente angular é

m=4−02−0=2.m=\frac{4-0}{2-0}=2.

Logo, sua equação é

y=2x.y=2x.

Ou, na forma geral,

2x−y=0.\boxed{2x-y=0}.

3. Distância do centro da circunferência à reta ABAB​

A circunferência possui centro

O=(4,0)O=(4,0)

e raio

r=2.r=2.

A distância do centro OO à reta ABAB é

d(O,AB)=∣2(4)−0∣22+(−1)2.d(O,AB) = \frac{|2(4)-0|} {\sqrt{2^2+(-1)^2}}.

Assim,

d(O,AB)=85.d(O,AB) = \frac{8}{\sqrt5}.

4. Maior distância de CC à reta ABAB​

O ponto CC pertence à circunferência de centro OO e raio 22.

O ponto da circunferência que está mais distante da reta ABAB encontra-se na direção perpendicular à reta, no lado oposto à reta em relação ao centro.

Assim, a maior distância possível de CC à reta ABAB é

hmax⁡=d(O,AB)+2.h_{\max} = d(O,AB)+2.

Portanto,

hmax⁡=85+2.h_{\max} = \frac{8}{\sqrt5}+2.

5. Calculando o comprimento de ABAB​

Temos

AB=(2−0)2+(4−0)2.AB = \sqrt{(2-0)^2+(4-0)^2}.

Logo,

AB=4+16=20=25.AB = \sqrt{4+16} = \sqrt{20} = 2\sqrt5.

6. Calculando a área máxima​

A área máxima é

Amax⁡=AB⋅hmax⁡2.A_{\max} = \frac{AB\cdot h_{\max}}{2}.

Substituindo:

Amax⁡=252(2+85).A_{\max} = \frac{2\sqrt5}{2} \left( 2+\frac{8}{\sqrt5} \right).

Assim,

Amax⁡=5(2+85).A_{\max} = \sqrt5 \left( 2+\frac{8}{\sqrt5} \right).

Distribuindo:

Amax⁡=25+8.A_{\max} = 2\sqrt5+8.

Portanto,

Amax⁡=8+25.\boxed{ A_{\max}=8+2\sqrt5 }.

Resposta​

Alternativa C) 8+258+2\sqrt5.

🧩 Exercício 4 ITAMédio

Considere as afirmações abaixo:

I. Sejam A,B∈Mn(R)A,B\in M_n(\mathbb{R}), com AA invertível, At=A−1A^t=A^{-1} e BB simétrica. Então,

A(In−BA)t=A−B.A(I_n-BA)^t=A-B.

II. Sejam A,B∈Mn(R)A,B\in M_n(\mathbb{R}) matrizes que comutam. Se

A2=B2,A^2=B^2,

então A=BA=B ou A=−BA=-B.

III. Para quaisquer números naturais nn e mm, existem matrizes A∈Mn,m(R)A\in M_{n,m}(\mathbb{R}) e B∈Mm,n(R)B\in M_{m,n}(\mathbb{R}) tais que ABAB é invertível.

É (São) VERDADEIRA(S):

Afirmação I​

Temos

A(In−BA)t.A(I_n-BA)^t.

Pela propriedade da transposta de uma diferença,

(In−BA)t=In−(BA)t.(I_n-BA)^t = I_n-(BA)^t.

Como

(BA)t=AtBt,(BA)^t=A^tB^t,

e BB é simétrica, temos

Bt=B.B^t=B.

Além disso,

At=A−1.A^t=A^{-1}.

Portanto,

(In−BA)t=In−A−1B.(I_n-BA)^t = I_n-A^{-1}B.

Multiplicando por AA:

A(In−BA)t=A(In−A−1B).A(I_n-BA)^t = A(I_n-A^{-1}B).

Distribuindo:

A(In−BA)t=A−AA−1B.A(I_n-BA)^t = A-AA^{-1}B.

Como AA é invertível,

AA−1=In.AA^{-1}=I_n.

Logo,

A(In−BA)t=A−B.A(I_n-BA)^t = A-B.

Portanto, a afirmação I é verdadeira.


Afirmação II​

A afirmação diz que, se AA e BB comutam e

A2=B2,A^2=B^2,

então necessariamente

A=BA=B

ou

A=−B.A=-B.

Isso é falso para matrizes.

Podemos construir um contraexemplo:

A=[1002]A= \begin{bmatrix} 1&0\\ 0&2 \end{bmatrix}

e

B=[100−2].B= \begin{bmatrix} 1&0\\ 0&-2 \end{bmatrix}.

Como ambas são matrizes diagonais, elas comutam:

AB=BA.AB=BA.

Além disso,

A2=[1004]A^2= \begin{bmatrix} 1&0\\ 0&4 \end{bmatrix}

e

B2=[1004].B^2= \begin{bmatrix} 1&0\\ 0&4 \end{bmatrix}.

Logo,

A2=B2.A^2=B^2.

Entretanto,

A≠BA\neq B

e

A≠−B.A\neq-B.

Portanto, a afirmação II é falsa.


Afirmação III​

Temos

A∈Mn,m(R)A\in M_{n,m}(\mathbb{R})

e

B∈Mm,n(R).B\in M_{m,n}(\mathbb{R}).

Consequentemente,

AB∈Mn(R).AB\in M_n(\mathbb{R}).

Para que ABAB seja invertível, é necessário que

rank⁡(AB)=n.\operatorname{rank}(AB)=n.

Porém,

rank⁡(AB)≤min⁡{rank⁡(A),rank⁡(B)}≤m.\operatorname{rank}(AB) \leq \min\{\operatorname{rank}(A),\operatorname{rank}(B)\} \leq m.

Assim, para ABAB ser invertível, necessariamente devemos ter

n≤m.n\leq m.

Mas a afirmação diz que isso deve ser possível para quaisquer nn e mm.

Por exemplo, se

n=2em=1,n=2 \qquad\text{e}\qquad m=1,

temos

A∈M2,1(R)A\in M_{2,1}(\mathbb{R})

e

B∈M1,2(R).B\in M_{1,2}(\mathbb{R}).

Nesse caso,

rank⁡(AB)≤1,\operatorname{rank}(AB)\leq1,

enquanto uma matriz 2×22\times2 invertível precisa ter posto 22.

Portanto, ABAB não pode ser invertível.

Logo, a afirmação III é falsa.


Conclusão​

Temos:

I: verdadeira\boxed{\text{I: verdadeira}}II: falsa\boxed{\text{II: falsa}}III: falsa\boxed{\text{III: falsa}}

Portanto, apenas a afirmação I é verdadeira.

Alternativa A\boxed{\text{Alternativa A}}
🧩 Exercício 5 ITA 2027Médio

Três jogadores disputam um jogo, arremessando moedas. O jogador AA arremessa uma moeda repetidas vezes até que obtenha cara, recebendo um ponto por lançamento. O jogador BB joga três moedas e recebe um ponto por cada coroa. O jogador CC joga uma moeda e recebe três pontos se obtiver coroa e zero caso contrário.

Considere as seguintes afirmações:

I. A probabilidade de AA fazer mais pontos que BB é maior que 50%50\%.

II. A probabilidade de empate entre AA e BB é maior que 25%25\%.

III. A probabilidade de BB fazer mais pontos que CC é maior que 50%50\%.

É (São) VERDADEIRA(S):

1. Pontuação do jogador AA​

O jogador AA lança a moeda até aparecer a primeira cara.

Se a primeira cara aparecer no primeiro lançamento, AA faz 11 ponto.

Se aparecer coroa e depois cara, AA faz 22 pontos.

Se aparecerem duas coroas e depois cara, AA faz 33 pontos, e assim por diante.

Portanto,

P(A=k)=(12)k,k=1,2,3,…P(A=k)=\left(\frac12\right)^k, \qquad k=1,2,3,\ldots

pois são necessárias k−1k-1 coroas seguidas e depois uma cara.

Assim,

P(A=1)=12,P(A=1)=\frac12,P(A=2)=14,P(A=2)=\frac14,P(A=3)=18,P(A=3)=\frac18,

e

P(A=4)=116.P(A=4)=\frac1{16}.

2. Pontuação do jogador BB​

O jogador BB lança três moedas e recebe um ponto por cada coroa.

Portanto, sua pontuação pode ser 00, 11, 22 ou 33.

Temos:

P(B=0)=18,P(B=0)=\frac18,P(B=1)=38,P(B=1)=\frac38,P(B=2)=38,P(B=2)=\frac38,

e

P(B=3)=18.P(B=3)=\frac18.

3. Analisando a afirmação I​

Queremos calcular

P(A>B).P(A>B).

Condicionando pela pontuação de BB:

P(A>B)=∑k=03P(B=k)P(A>k).P(A>B) = \sum_{k=0}^{3}P(B=k)P(A>k).

Para k=0k=0, temos

P(A>0)=1.P(A>0)=1.

Para k=1k=1:

P(A>1)=12.P(A>1)=\frac12.

Para k=2k=2:

P(A>2)=14.P(A>2)=\frac14.

Para k=3k=3:

P(A>3)=18.P(A>3)=\frac18.

Logo,

P(A>B)=18(1)+38(12)+38(14)+18(18).P(A>B) = \frac18(1) + \frac38\left(\frac12\right) + \frac38\left(\frac14\right) + \frac18\left(\frac18\right).

Assim,

P(A>B)=18+316+332+164.P(A>B) = \frac18+\frac3{16}+\frac3{32}+\frac1{64}.

Colocando tudo sobre 6464:

P(A>B)=864+1264+664+164.P(A>B) = \frac8{64} + \frac{12}{64} + \frac6{64} + \frac1{64}.

Portanto,

P(A>B)=2764.P(A>B)=\frac{27}{64}.

Como

2764<12,\frac{27}{64}<\frac12,

a afirmação I é falsa.


4. Analisando a afirmação II​

Agora queremos a probabilidade de empate:

P(A=B).P(A=B).

Como BB pode assumir apenas os valores 00, 11, 22 e 33, e AA sempre faz pelo menos 11 ponto, temos

P(A=B)=P(A=1,B=1)+P(A=2,B=2)+P(A=3,B=3).P(A=B) = P(A=1,B=1) + P(A=2,B=2) + P(A=3,B=3).

Calculando:

P(A=B)=12⋅38+14⋅38+18⋅18.P(A=B) = \frac12\cdot\frac38 + \frac14\cdot\frac38 + \frac18\cdot\frac18.

Logo,

P(A=B)=316+332+164.P(A=B) = \frac3{16} + \frac3{32} + \frac1{64}.

Portanto,

P(A=B)=12+6+164=1964.P(A=B) = \frac{12+6+1}{64} = \frac{19}{64}.

Como

1964<14,\frac{19}{64}<\frac14,

a afirmação II é falsa.


5. Analisando a afirmação III​

O jogador CC recebe:

  • 33 pontos se obtiver coroa;
  • 00 pontos se obtiver cara.

Portanto,

P(C=0)=12P(C=0)=\frac12

e

P(C=3)=12.P(C=3)=\frac12.

Para que B>CB>C, necessariamente precisamos que C=0C=0, pois BB nunca pode ultrapassar 33 pontos.

Se C=0C=0, basta que BB faça pelo menos 11 ponto.

Assim,

P(B>C)=P(C=0)P(B>0).P(B>C) = P(C=0)P(B>0).

Como

P(B=0)=18,P(B=0)=\frac18,

temos

P(B>0)=1−18=78.P(B>0)=1-\frac18=\frac78.

Logo,

P(B>C)=12⋅78=716.P(B>C) = \frac12\cdot\frac78 = \frac7{16}.

Como

716<12,\frac7{16}<\frac12,

a afirmação III é falsa.


6. Conclusão​

Obtivemos:

I: falsa\boxed{\text{I: falsa}}II: falsa\boxed{\text{II: falsa}}III: falsa\boxed{\text{III: falsa}}

Portanto, nenhuma das afirmações é verdadeira.

Alternativa A\boxed{\text{Alternativa A}}
🧩 Exercício 6 ITA 2027Médio

Sejam m,n∈Nm,n\in\mathbb{N},

z=(34+34i)mz= \left( \frac34+\frac{\sqrt3}{4}i \right)^m

e

w=(−22+62i)n.w= \left( -\frac{\sqrt2}{2}+\frac{\sqrt6}{2}i \right)^n.

Sabendo que

∣z∣=81256e∣w∣=16,|z|=\frac{81}{256} \qquad\text{e}\qquad |w|=16,

então um argumento de zwzw é igual a:

1. Determinando mm​

Considere o número complexo

z0=34+34i.z_0= \frac34+\frac{\sqrt3}{4}i.

Seu módulo é

∣z0∣=(34)2+(34)2.|z_0| = \sqrt{ \left(\frac34\right)^2+ \left(\frac{\sqrt3}{4}\right)^2 }.

Assim,

∣z0∣=916+316=1216=32.|z_0| = \sqrt{ \frac9{16}+\frac3{16} } = \sqrt{\frac{12}{16}} = \frac{\sqrt3}{2}.

Como

z=z0m,z=z_0^m,

temos

∣z∣=(32)m.|z| = \left(\frac{\sqrt3}{2}\right)^m.

Pelo enunciado,

(32)m=81256.\left(\frac{\sqrt3}{2}\right)^m = \frac{81}{256}.

Observe que

81256=(32)8.\frac{81}{256} = \left(\frac{\sqrt3}{2}\right)^8.

Logo,

m=8.\boxed{m=8}.

2. Determinando o argumento de zz​

Para o número complexo z0z_0, temos

cos⁡θ=3432=32\cos\theta = \frac{\frac34}{\frac{\sqrt3}{2}} = \frac{\sqrt3}{2}

e

sen⁡θ=3432=12.\operatorname{sen}\theta = \frac{\frac{\sqrt3}{4}}{\frac{\sqrt3}{2}} = \frac12.

Como z0z_0 está no primeiro quadrante,

θ=π6.\theta=\frac{\pi}{6}.

Portanto,

arg⁡(z)=mπ6.\arg(z) = m\frac{\pi}{6}.

Como m=8m=8,

arg⁡(z)=8π6=4π3.\arg(z) = \frac{8\pi}{6} = \frac{4\pi}{3}.

Assim,

arg⁡(z)=4π3.\boxed{\arg(z)=\frac{4\pi}{3}}.

3. Determinando nn​

Agora considere

w0=−22+62i.w_0= -\frac{\sqrt2}{2} + \frac{\sqrt6}{2}i.

Seu módulo é

∣w0∣=(−22)2+(62)2.|w_0| = \sqrt{ \left(-\frac{\sqrt2}{2}\right)^2 + \left(\frac{\sqrt6}{2}\right)^2 }.

Então,

∣w0∣=12+64=2.|w_0| = \sqrt{ \frac12+\frac64 } = \sqrt2.

Como

w=w0n,w=w_0^n,

temos

∣w∣=(2)n.|w| = (\sqrt2)^n.

Pelo enunciado,

(2)n=16.(\sqrt2)^n=16.

Como

16=24=(2)8,16=2^4=(\sqrt2)^8,

obtemos

n=8.\boxed{n=8}.

4. Determinando o argumento de ww​

Para w0w_0, temos

cos⁡θ=−222=−12\cos\theta = \frac{-\frac{\sqrt2}{2}}{\sqrt2} = -\frac12

e

sen⁡θ=622=32.\operatorname{sen}\theta = \frac{\frac{\sqrt6}{2}}{\sqrt2} = \frac{\sqrt3}{2}.

O número complexo está no segundo quadrante. Portanto,

θ=2π3.\theta=\frac{2\pi}{3}.

Como n=8n=8,

arg⁡(w)=8⋅2π3=16π3.\arg(w) = 8\cdot\frac{2\pi}{3} = \frac{16\pi}{3}.

Reduzindo módulo 2π2\pi:

16π3=4π3+4π.\frac{16\pi}{3} = \frac{4\pi}{3} + 4\pi.

Logo,

arg⁡(w)≡4π3(mod2π).\arg(w)\equiv\frac{4\pi}{3}\pmod{2\pi}.

5. Determinando um argumento de zwzw​

O argumento do produto é a soma dos argumentos:

arg⁡(zw)=arg⁡(z)+arg⁡(w).\arg(zw) = \arg(z)+\arg(w).

Assim,

arg⁡(zw)=4π3+4π3=8π3.\arg(zw) = \frac{4\pi}{3} + \frac{4\pi}{3} = \frac{8\pi}{3}.

Subtraindo 2π2\pi:

8π3−2π=2π3.\frac{8\pi}{3}-2\pi = \frac{2\pi}{3}.

Portanto, um argumento de zwzw é

2π3.\boxed{\frac{2\pi}{3}}.

Resposta​

Alternativa C) 2π3\frac{2\pi}{3}.

🧩 Exercício 7 ITA 2027Médio

Determine todos os números x∈Rx\in\mathbb{R} que satisfazem a equação

sen⁡2(x)1−cos⁡(x)⋅tan⁡(x2)=1−sen⁡(x)−cos⁡(x).\frac{\operatorname{sen}^2(x)} {1-\cos(x)} \cdot \tan\left(\frac{x}{2}\right) = 1-\operatorname{sen}(x)-\cos(x).

1. Analisando o domínio​

A equação contém

1−cos⁡(x)1-\cos(x)

no denominador. Portanto,

1−cos⁡(x)≠0.1-\cos(x)\neq0.

Logo,

cos⁡(x)≠1,\cos(x)\neq1,

o que exclui

x=2kπ,k∈Z.x=2k\pi, \qquad k\in\mathbb{Z}.

Além disso, aparece

tan⁡(x2),\tan\left(\frac{x}{2}\right),

portanto ela deve estar definida.

2. Simplificando o primeiro fator​

Utilizamos a identidade

sen⁡2(x)=1−cos⁡2(x).\operatorname{sen}^2(x) = 1-\cos^2(x).

Fatorando:

sen⁡2(x)=(1−cos⁡x)(1+cos⁡x).\operatorname{sen}^2(x) = (1-\cos x)(1+\cos x).

Assim,

sen⁡2(x)1−cos⁡(x)=1+cos⁡(x).\frac{\operatorname{sen}^2(x)} {1-\cos(x)} = 1+\cos(x).

A equação passa a ser

(1+cos⁡x)tan⁡(x2)=1−sen⁡x−cos⁡x.(1+\cos x)\tan\left(\frac{x}{2}\right) = 1-\operatorname{sen}x-\cos x.

3. Utilizando a tangente do arco metade​

Sabemos que

tan⁡(x2)=sen⁡x1+cos⁡x,\tan\left(\frac{x}{2}\right) = \frac{\operatorname{sen}x}{1+\cos x},

desde que a expressão esteja definida.

Substituindo:

(1+cos⁡x)sen⁡x1+cos⁡x=1−sen⁡x−cos⁡x.(1+\cos x) \frac{\operatorname{sen}x}{1+\cos x} = 1-\operatorname{sen}x-\cos x.

Portanto,

sen⁡x=1−sen⁡x−cos⁡x.\operatorname{sen}x = 1-\operatorname{sen}x-\cos x.

Reorganizando:

2sen⁡x+cos⁡x=1.2\operatorname{sen}x+\cos x=1.

4. Utilizando a substituição de arco metade​

Agora fazemos

t=tan⁡(x2).t=\tan\left(\frac{x}{2}\right).

Sabemos que

sen⁡x=2t1+t2\operatorname{sen}x = \frac{2t}{1+t^2}

e

cos⁡x=1−t21+t2.\cos x = \frac{1-t^2}{1+t^2}.

Substituindo na equação

2sen⁡x+cos⁡x=1,2\operatorname{sen}x+\cos x=1,

temos

2(2t1+t2)+1−t21+t2=1.2\left(\frac{2t}{1+t^2}\right) + \frac{1-t^2}{1+t^2} = 1.

Colocando tudo sobre o mesmo denominador:

4t+1−t21+t2=1.\frac{4t+1-t^2}{1+t^2} = 1.

Multiplicando por 1+t21+t^2:

4t+1−t2=1+t2.4t+1-t^2 = 1+t^2.

Então,

4t=2t2.4t=2t^2.

Logo,

2t(t−2)=0.2t(t-2)=0.

Assim,

t=0out=2.t=0 \qquad\text{ou}\qquad t=2.

5. Analisando as soluções​

Como

t=tan⁡(x2),t=\tan\left(\frac{x}{2}\right),

a primeira possibilidade fornece

tan⁡(x2)=0.\tan\left(\frac{x}{2}\right)=0.

Logo,

x=2kπ.x=2k\pi.

Porém, esses valores foram excluídos do domínio, pois

1−cos⁡(x)=0.1-\cos(x)=0.

Portanto, t=0t=0 não produz soluções da equação original.

Resta

tan⁡(x2)=2.\tan\left(\frac{x}{2}\right)=2.

Assim,

x2=arctg⁡(2)+kπ.\frac{x}{2} = \operatorname{arctg}(2)+k\pi.

Multiplicando por 22:

x=2arctg⁡(2)+2kπ,k∈Z.x = 2\operatorname{arctg}(2)+2k\pi, \qquad k\in\mathbb{Z}.

Portanto,

x=2arctg⁡(2)+2kπ,k∈Z.\boxed{ x=2\operatorname{arctg}(2)+2k\pi, \qquad k\in\mathbb{Z} }.

Resposta​

Alternativa B.

🧩 Exercício 8 ITA 2027Médio

Seja f:R→Rf:\mathbb{R}\to\mathbb{R} uma função. Considere as seguintes afirmações:

I. Se

f(x)=f(f(x))f(x)=f(f(x))

para todo x∈Rx\in\mathbb{R}, então ff é uma função constante.

II. Se

f(f(x))=2x−7f(f(x))=2x-7

para todo x∈Rx\in\mathbb{R}, então ff é uma função bijetora.

III. Se

f(x)+2f(−x)=x+1f(x)+2f(-x)=x+1

para todo x∈Rx\in\mathbb{R}, então ff é uma função afim.

É (São) VERDADEIRA(S):

Afirmação I​

Temos

f(x)=f(f(x)).f(x)=f(f(x)).

Essa igualdade significa que todo valor de f(x)f(x) é um ponto fixo da função ff.

Entretanto, isso não significa que ff seja constante.

Por exemplo, considere a função identidade:

f(x)=x.f(x)=x.

Nesse caso,

f(f(x))=f(x)=x.f(f(x))=f(x)=x.

Portanto,

f(x)=f(f(x))f(x)=f(f(x))

para todo x∈Rx\in\mathbb{R}.

Porém, a função identidade não é constante.

Logo, a afirmação I é falsa.


Afirmação II​

Temos

f(f(x))=2x−7.f(f(x))=2x-7.

Vamos verificar se ff é injetora e sobrejetora.

Injetividade​

Suponha que

f(a)=f(b).f(a)=f(b).

Aplicando ff aos dois lados:

f(f(a))=f(f(b)).f(f(a))=f(f(b)).

Pela hipótese,

2a−7=2b−7.2a-7=2b-7.

Logo,

2a=2b2a=2b

e, portanto,

a=b.a=b.

Assim, ff é injetora.

Sobrejetividade​

Seja y∈Ry\in\mathbb{R}.

Queremos encontrar x∈Rx\in\mathbb{R} tal que

f(x)=y.f(x)=y.

Escolhemos t∈Rt\in\mathbb{R} tal que

2t−7=y.2t-7=y.

Isso é possível tomando

t=y+72.t=\frac{y+7}{2}.

Pela hipótese,

f(f(t))=2t−7=y.f(f(t))=2t-7=y.

Logo, o número f(t)f(t) é um elemento do domínio tal que

f(f(t))=y.f(f(t))=y.

Portanto, yy pertence à imagem de ff.

Assim, ff é sobrejetora.

Como ff é simultaneamente injetora e sobrejetora, concluímos que ff é bijetora.

Logo, a afirmação II é verdadeira.


Afirmação III​

Temos

f(x)+2f(−x)=x+1.f(x)+2f(-x)=x+1.

Agora substituímos xx por −x-x:

f(−x)+2f(x)=−x+1.f(-x)+2f(x)=-x+1.

Portanto, temos o sistema

{f(x)+2f(−x)=x+1,2f(x)+f(−x)=1−x.\begin{cases} f(x)+2f(-x)=x+1,\\ 2f(x)+f(-x)=1-x. \end{cases}

Vamos resolver esse sistema.

Multiplicando a primeira equação por 22:

2f(x)+4f(−x)=2x+2.2f(x)+4f(-x)=2x+2.

Subtraindo a segunda equação:

3f(−x)=3x+1.3f(-x)=3x+1.

Logo,

f(−x)=x+13.f(-x)=x+\frac13.

Agora, substituindo na primeira equação:

f(x)+2(x+13)=x+1.f(x)+2\left(x+\frac13\right)=x+1.

Assim,

f(x)+2x+23=x+1.f(x)+2x+\frac23=x+1.

Portanto,

f(x)=13−x.f(x)=\frac13-x.

A função obtida é da forma

f(x)=ax+b,f(x)=ax+b,

com

a=−1eb=13.a=-1 \qquad\text{e}\qquad b=\frac13.

Logo, ff é uma função afim.

Portanto, a afirmação III é verdadeira.


Conclusão​

Temos:

I: falsa\boxed{\text{I: falsa}}II: verdadeira\boxed{\text{II: verdadeira}}III: verdadeira\boxed{\text{III: verdadeira}}

Portanto, apenas as afirmações II e III são verdadeiras.

Alternativa D\boxed{\text{Alternativa D}}
🧩 Exercício 9 ITA 2027Médio

Para todo subconjunto

S⊂{n∈N:1≤n≤60}S\subset\{n\in\mathbb{N}:1\leq n\leq60\}

com 99 elementos, considere as seguintes afirmações:

I. Existe um subconjunto de SS com 44 elementos cuja soma é menor ou igual a 220220.

II. Existe um subconjunto AA de SS, com A≠∅A\neq\varnothing e A≠SA\neq S, tal que a soma dos elementos de AA é igual à soma dos elementos de S∖AS\setminus A.

III. Existem subconjuntos AA e BB de SS, distintos e não vazios, tais que a soma dos elementos de AA é igual à soma dos elementos de BB.

É (São) VERDADEIRA(S):

Afirmação I​

Ordenemos os elementos de SS como

s1<s2<⋯<s9.s_1<s_2<\cdots<s_9.

Considere os quatro menores elementos:

s1,s2,s3,s4.s_1,\quad s_2,\quad s_3,\quad s_4.

Como existem outros cinco elementos maiores que s4s_4 e todos pertencem ao conjunto {1,2,…,60}\{1,2,\ldots,60\}, para maximizar s1+s2+s3+s4s_1+s_2+s_3+s_4 devemos escolher os quatro primeiros elementos o mais à direita possível.

A maior possibilidade é

S={52,53,54,55,56,57,58,59,60}.S=\{52,53,54,55,56,57,58,59,60\}.

Nesse caso,

s1+s2+s3+s4=52+53+54+55.s_1+s_2+s_3+s_4 = 52+53+54+55.

Logo,

s1+s2+s3+s4=214.s_1+s_2+s_3+s_4=214.

Portanto, para qualquer conjunto SS com 99 elementos,

s1+s2+s3+s4≤214<220.s_1+s_2+s_3+s_4\leq214<220.

Assim, os quatro menores elementos de SS sempre formam um subconjunto cuja soma é menor ou igual a 220220.

Logo, a afirmação I é verdadeira.


Afirmação II​

A afirmação diz que existe um subconjunto próprio e não vazio AA tal que

∑a∈Aa=∑b∈S∖Ab.\sum_{a\in A}a = \sum_{b\in S\setminus A}b.

Isso significa que a soma de todos os elementos de SS deve ser par, pois

∑s∈Ss=∑a∈Aa+∑b∈S∖Ab=2∑a∈Aa.\sum_{s\in S}s = \sum_{a\in A}a + \sum_{b\in S\setminus A}b = 2\sum_{a\in A}a.

Entretanto, isso não ocorre necessariamente.

Por exemplo, considere

S={1,2,3,4,5,6,7,8,9}.S=\{1,2,3,4,5,6,7,8,9\}.

A soma de seus elementos é

1+2+3+⋯+9=45.1+2+3+\cdots+9=45.

Como 4545 é ímpar, não é possível dividir SS em duas partes com a mesma soma.

Portanto, existe pelo menos um conjunto SS para o qual a afirmação II é falsa.

Logo, a afirmação II é falsa.


Afirmação III​

Considere todos os subconjuntos de SS que possuem 33, 44 ou 55 elementos.

A quantidade desses subconjuntos é

(93)+(94)+(95).\binom93+\binom94+\binom95.

Calculando:

(93)=84,\binom93=84,(94)=126,\binom94=126,

e

(95)=126.\binom95=126.

Portanto, temos

84+126+126=33684+126+126=336

subconjuntos.

Agora vamos analisar os possíveis valores das somas.

Como todos os elementos de SS pertencem a {1,2,…,60}\{1,2,\ldots,60\}, a menor soma possível de três elementos é

1+2+3=6,1+2+3=6,

enquanto a maior soma possível de cinco elementos é

56+57+58+59+60=290.56+57+58+59+60=290.

Portanto, as somas dos subconjuntos considerados estão entre 66 e 290290.

Isso significa que existem no máximo

290−6+1=285290-6+1=285

valores inteiros possíveis para essas somas.

Entretanto, temos 336336 subconjuntos.

Como

336>285,336>285,

pelo Princípio da Casa dos Pombos, pelo menos dois desses subconjuntos possuem a mesma soma.

Sejam esses subconjuntos AA e BB. Então,

A≠BA\neq B

e

∑a∈Aa=∑b∈Bb.\sum_{a\in A}a = \sum_{b\in B}b.

Além disso, ambos possuem entre 33 e 55 elementos e, portanto, são não vazios.

Logo, a afirmação III é verdadeira.


Conclusão​

Temos:

I: verdadeira\boxed{\text{I: verdadeira}}II: falsa\boxed{\text{II: falsa}}III: verdadeira\boxed{\text{III: verdadeira}}

Portanto, as afirmações verdadeiras são I e III.

Alternativa D\boxed{\text{Alternativa D}}
🧩 Exercício 10 ITA 2027Médio

Seja p(x)p(x) um polinômio com coeficientes reais tal que

p(1+i)=0p(1+i)=0

e

p(1)=−1.p(1)=-1.

Sabendo que

p(p(x))−p(x3)p(p(x))-p(x^3)

é um polinômio de grau 88, o valor de p(−1)p(-1) é:

1. Determinando o grau de pp​

Se pp possui grau nn e coeficiente dominante aa, então

deg⁡(p(p(x)))=n2\deg(p(p(x)))=n^2

e

deg⁡(p(x3))=3n.\deg(p(x^3))=3n.

O polinômio

p(p(x))−p(x3)p(p(x))-p(x^3)

possui grau 88.

Se n=3n=3, os dois termos possuem grau 99. Para que o grau 99 desapareça, os coeficientes dominantes precisam se cancelar.

Se

p(x)=ax3+⋯ ,p(x)=ax^3+\cdots,

então

p(p(x))=a(ax3)3+⋯=a4x9+⋯p(p(x)) = a(ax^3)^3+\cdots = a^4x^9+\cdots

e

p(x3)=ax9+⋯ .p(x^3)=ax^9+\cdots.

Portanto, o coeficiente de x9x^9 na diferença é

a4−a.a^4-a.

Para que ele seja nulo:

a4−a=0.a^4-a=0.

Logo,

a(a3−1)=0.a(a^3-1)=0.

Como pp é de grau 33, temos a≠0a\neq0. Assim,

a3=1a^3=1

e, como os coeficientes são reais,

a=1.a=1.

Portanto, pp é um polinômio cúbico mônico.


2. Utilizando a raiz complexa​

Sabemos que

p(1+i)=0.p(1+i)=0.

Como pp possui coeficientes reais, toda raiz complexa não real ocorre juntamente com sua conjugada.

Assim, como 1+i1+i é raiz, também temos

1−i1-i

como raiz.

Portanto, o polinômio pp possui o fator

(x−(1+i))(x−(1−i)).(x-(1+i))(x-(1-i)).

Calculando:

(x−1−i)(x−1+i)=(x−1)2+1.(x-1-i)(x-1+i) = (x-1)^2+1.

Logo,

(x−1)2+1=x2−2x+2.(x-1)^2+1 = x^2-2x+2.

Como pp é cúbico e mônico, podemos escrever

p(x)=(x2−2x+2)(x−r),p(x)=(x^2-2x+2)(x-r),

para algum r∈Rr\in\mathbb{R}.


3. Utilizando p(1)=−1p(1)=-1​

Substituindo x=1x=1:

p(1)=(1−2+2)(1−r).p(1) = (1-2+2)(1-r).

Portanto,

p(1)=1−r.p(1)=1-r.

Como o enunciado informa que

p(1)=−1,p(1)=-1,

temos

1−r=−1.1-r=-1.

Logo,

r=2.r=2.

Assim,

p(x)=(x2−2x+2)(x−2).p(x) = (x^2-2x+2)(x-2).

4. Calculando p(−1)p(-1)​

Substituindo x=−1x=-1:

p(−1)=((−1)2−2(−1)+2)(−1−2).p(-1) = ((-1)^2-2(-1)+2)(-1-2).

Então,

p(−1)=(1+2+2)(−3).p(-1) = (1+2+2)(-3).

Logo,

p(−1)=5(−3).p(-1)=5(-3).p(−1)=−15.\boxed{p(-1)=-15}.

Resposta​

Alternativa E) −15-15.

🧩 Exercício 11 ITA 2027Médio

Um tetraedro possui quatro arestas de tamanho 3\sqrt{3} e duas arestas opostas de tamanho 22. O volume desse tetraedro é:

1. Representando o tetraedro​

Como as quatro arestas de comprimento 3\sqrt{3} estão em dois pares de arestas opostas, podemos representar o tetraedro por quatro pontos na forma

A=(x,y,z),A=(x,y,z),B=(x,−y,−z),B=(x,-y,-z),C=(−x,y,−z),C=(-x,y,-z),D=(−x,−y,z).D=(-x,-y,z).

Nessa representação, as arestas opostas possuem o mesmo comprimento.

Considere os pares de arestas:

AB=CD=3,AB=CD=\sqrt{3},AC=BD=3,AC=BD=\sqrt{3},

e

AD=BC=2.AD=BC=2.

2. Relacionando as arestas com xx, yy e zz​

Calculando ABAB:

AB=(x−x)2+(−y−y)2+(−z−z)2.AB = \sqrt{(x-x)^2+(-y-y)^2+(-z-z)^2}.

Logo,

AB=2y2+z2.AB=2\sqrt{y^2+z^2}.

Como AB=3AB=\sqrt{3}:

2y2+z2=3.2\sqrt{y^2+z^2}=\sqrt{3}.

Portanto,

y2+z2=34.y^2+z^2=\frac34.

Agora, para ACAC:

AC=2x2+z2.AC=2\sqrt{x^2+z^2}.

Como AC=3AC=\sqrt{3}:

x2+z2=34.x^2+z^2=\frac34.

Finalmente,

AD=2x2+y2.AD=2\sqrt{x^2+y^2}.

Como AD=2AD=2:

2x2+y2=2.2\sqrt{x^2+y^2}=2.

Logo,

x2+y2=1.x^2+y^2=1.

Temos, portanto, o sistema

{y2+z2=34,x2+z2=34,x2+y2=1.\begin{cases} y^2+z^2=\frac34,\\[4pt] x^2+z^2=\frac34,\\[4pt] x^2+y^2=1. \end{cases}

3. Determinando xx, yy e zz​

Comparando as duas primeiras equações:

y2+z2=x2+z2.y^2+z^2=x^2+z^2.

Assim,

x2=y2.x^2=y^2.

Como

x2+y2=1,x^2+y^2=1,

temos

2x2=1.2x^2=1.

Logo,

x2=y2=12.x^2=y^2=\frac12.

Substituindo em

x2+z2=34,x^2+z^2=\frac34,

obtemos

12+z2=34.\frac12+z^2=\frac34.

Portanto,

z2=14.z^2=\frac14.

Assim,

∣x∣=∣y∣=12|x|=|y|=\frac{1}{\sqrt2}

e

∣z∣=12.|z|=\frac12.

4. Calculando o volume​

Tomemos o ponto AA como origem. Os vetores que determinam o tetraedro podem ser escritos como

AB→=(0,−2y,−2z),\overrightarrow{AB} = (0,-2y,-2z),AC→=(−2x,0,−2z),\overrightarrow{AC} = (-2x,0,-2z),

e

AD→=(−2x,−2y,0).\overrightarrow{AD} = (-2x,-2y,0).

O volume de um tetraedro é

V=16∣det⁡(0−2y−2z−2x0−2z−2x−2y0)∣.V= \frac16 \left| \det \begin{pmatrix} 0 & -2y & -2z\\ -2x & 0 & -2z\\ -2x & -2y & 0 \end{pmatrix} \right|.

Calculando o determinante:

det⁡(0−2y−2z−2x0−2z−2x−2y0)=−16xyz.\det \begin{pmatrix} 0 & -2y & -2z\\ -2x & 0 & -2z\\ -2x & -2y & 0 \end{pmatrix} = -16xyz.

Portanto,

V=16∣xyz∣6.V=\frac{16|xyz|}{6}.

Ou seja,

V=83∣xyz∣.V=\frac83|xyz|.

Como

∣x∣=12,∣y∣=12,∣z∣=12,|x|=\frac1{\sqrt2}, \qquad |y|=\frac1{\sqrt2}, \qquad |z|=\frac12,

temos

∣xyz∣=12⋅12⋅12=14.|xyz| = \frac1{\sqrt2}\cdot \frac1{\sqrt2}\cdot \frac12 = \frac14.

Logo,

V=83⋅14.V= \frac83\cdot\frac14.

Assim,

V=23.\boxed{V=\frac23}.

Resposta​

Alternativa B) 23\frac{2}{3}.

🧩 Exercício 12 ITA 2027Médio

Considere um polinômio dado por

p(x)=x4+ax3+bx2+cx−21,p(x)=x^4+ax^3+bx^2+cx-21,

em que aa, bb e cc são números reais. Sabe-se que p(x)p(x) possui quatro raízes inteiras e que, para todo inteiro nn que não seja múltiplo de 55, o valor de p(n)p(n) é múltiplo de 55.

Determine o valor de

a2+b2+c2.a^2+b^2+c^2.

1. Utilizando a condição de divisibilidade por 55​

Sabemos que, para todo inteiro nn que não é múltiplo de 55,

5∣p(n).5\mid p(n).

Os restos não nulos módulo 55 são

1,2,3,4.1,\quad 2,\quad 3,\quad 4.

Portanto,

p(1),p(2),p(3),p(4)p(1),\quad p(2),\quad p(3),\quad p(4)

são todos múltiplos de 55.

Como p(x)p(x) é mônico e possui grau 44, podemos considerar sua expressão módulo 55.

A única classe de polinômio mônico de grau 44 que possui 11, 22, 33 e 44 como raízes módulo 55 é

(x−1)(x−2)(x−3)(x−4).(x-1)(x-2)(x-3)(x-4).

Mas, módulo 55,

(x−1)(x−2)(x−3)(x−4)=x4−1.(x-1)(x-2)(x-3)(x-4)=x^4-1.

Como

p(x)=x4+ax3+bx2+cx−21,p(x)=x^4+ax^3+bx^2+cx-21,

e

−21≡−1(mod5),-21\equiv-1\pmod5,

concluímos que

a≡b≡c≡0(mod5).a\equiv b\equiv c\equiv0\pmod5.

Portanto,

5∣a,5∣b,5∣c.\boxed{5\mid a,\qquad5\mid b,\qquad5\mid c}.

2. Utilizando as quatro raízes inteiras​

Como todas as quatro raízes de p(x)p(x) são inteiras e o termo independente é −21-21, o produto das quatro raízes é

−21.-21.

Além disso, nenhuma delas pode ser múltipla de 55, pois seu produto é −21-21.

Os divisores inteiros de 2121 são

±1,±3,±7,±21.\pm1,\quad\pm3,\quad\pm7,\quad\pm21.

Pelas relações de Viète, se as raízes são r1,r2,r3,r4r_1,r_2,r_3,r_4, então

r1r2r3r4=−21.r_1r_2r_3r_4=-21.

Também temos

a=−(r1+r2+r3+r4),a=-(r_1+r_2+r_3+r_4),b=r1r2+r1r3+r1r4+r2r3+r2r4+r3r4,b=r_1r_2+r_1r_3+r_1r_4+r_2r_3+r_2r_4+r_3r_4,

e

c=−(r1r2r3+r1r2r4+r1r3r4+r2r3r4).c=-(r_1r_2r_3+r_1r_2r_4+r_1r_3r_4+r_2r_3r_4).

Como aa, bb e cc são múltiplos de 55, precisamos encontrar as quatro raízes que satisfazem essas condições.

Uma possibilidade é

(r1,r2,r3,r4)=(−7,−3,−1,1).(r_1,r_2,r_3,r_4)=(-7,-3,-1,1).

De fato,

(−7)(−3)(−1)(1)=−21.(-7)(-3)(-1)(1)=-21.

As raízes também podem ser

(−1,1,3,7),(-1,1,3,7),

que é a configuração correspondente com todos os sinais invertidos.

Vamos utilizar, por exemplo,

−7,−3,−1,1.-7,\quad-3,\quad-1,\quad1.

3. Calculando aa​

Pela relação de Viète,

a=−(−7−3−1+1).a=-(-7-3-1+1).

Logo,

a=10.a=10.

4. Calculando bb​

Temos

b=(−7)(−3)+(−7)(−1)+(−7)(1)+(−3)(−1)+(−3)(1)+(−1)(1).b= (-7)(-3)+(-7)(-1)+(-7)(1) +(-3)(-1)+(-3)(1)+(-1)(1).

Calculando:

b=21+7−7+3−3−1.b=21+7-7+3-3-1.

Portanto,

b=20.\boxed{b=20}.

5. Calculando cc​

Pela relação de Viète,

c=−[(−7)(−3)(−1)+(−7)(−3)(1)+(−7)(−1)(1)+(−3)(−1)(1)].c= -\left[ (-7)(-3)(-1) +(-7)(-3)(1) +(-7)(-1)(1) +(-3)(-1)(1) \right].

Assim,

c=−[−21+21+7−3].c= -\left[ -21+21+7-3 \right].

Logo,

c=−4.\boxed{c=-4}.

Nesse ponto, entretanto, essa escolha de raízes não satisfaz a condição módulo 55 para cc. Portanto, precisamos considerar corretamente a configuração das quatro raízes.

A configuração que satisfaz simultaneamente as relações de Viète e a condição módulo 55 é

(−7,−3,−1,1)(-7,-3,-1,1)

com a expansão direta do polinômio:

p(x)=(x+7)(x+3)(x+1)(x−1).p(x) = (x+7)(x+3)(x+1)(x-1).

Agrupando os fatores:

(x+1)(x−1)=x2−1(x+1)(x-1)=x^2-1

e

(x+7)(x+3)=x2+10x+21.(x+7)(x+3)=x^2+10x+21.

Portanto,

p(x)=(x2−1)(x2+10x+21).p(x) = (x^2-1)(x^2+10x+21).

Desenvolvendo:

p(x)=x4+10x3+20x2−10x−21.p(x) = x^4+10x^3+20x^2-10x-21.

Assim,

a=10,b=20,c=−10.\boxed{a=10,\qquad b=20,\qquad c=-10}.

6. Calculando a expressão pedida​

Temos

a2+b2+c2=102+202+(−10)2.a^2+b^2+c^2 = 10^2+20^2+(-10)^2.

Logo,

a2+b2+c2=100+400+100.a^2+b^2+c^2 = 100+400+100.

Portanto,

a2+b2+c2=600.\boxed{a^2+b^2+c^2=600}.

Resposta​

Alternativa B) 600600.