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Geometria Plana

🧩 Exercício 1 ITA/2010Fácil

Considere um quadrilátero ABCDABCD cujas diagonais ACAC e BDBD medem, respectivamente, 5 cm5\,\text{cm} e 6 cm6\,\text{cm}. Se RR, SS, TT e UU são os pontos médios dos lados do quadrilátero dado, então o perímetro do quadrilátero RSTURSTU vale:

Quadrilatero

Como RR, SS, TT e UU são os pontos médios dos lados de ABCDABCD, podemos utilizar o Teorema de Varignon.

O quadrilátero formado pelos pontos médios dos lados de qualquer quadrilátero é um paralelogramo.

Além disso, seus lados possuem comprimentos iguais à metade das diagonais do quadrilátero original.

Assim, dois lados de RSTURSTU medem:

AC2=52=2,5 cm,\frac{AC}{2} = \frac{5}{2} = 2{,}5\,\text{cm},

enquanto os outros dois medem:

BD2=62=3 cm.\frac{BD}{2} = \frac{6}{2} = 3\,\text{cm}.

Portanto, o perímetro de RSTURSTU é:

P=2(2,5)+2(3).P=2(2{,}5)+2(3).

Logo:

P=5+6=11 cm.P=5+6=11\,\text{cm}.

Portanto:

P=11 cm.\boxed{P=11\,\text{cm}}.

A alternativa correta é a letra D.

🧩 Exercício 2 ITAFácil

Dadas as afirmações:

I – Quaisquer dois ângulos opostos de um quadrilátero são suplementares;

II – Quaisquer dois ângulos consecutivos de um paralelogramo são suplementares;

III – Se as diagonais de um paralelogramo são perpendiculares entre si e se cruzam em seu ponto médio, então este paralelogramo é um losango.

Podemos concluir que:

Vamos analisar cada afirmação separadamente.

Afirmação I​

Quaisquer dois ângulos opostos de um quadrilátero são suplementares.

Isso é falso.

Em um quadrilátero qualquer, não há garantia de que os ângulos opostos sejam suplementares.

Essa propriedade ocorre, por exemplo, em um quadrilátero inscritível, mas não em qualquer quadrilátero.

Portanto:

I eˊ falsa.\boxed{\text{I é falsa.}}

Afirmação II​

Quaisquer dois ângulos consecutivos de um paralelogramo são suplementares.

Essa afirmação é verdadeira.

Em um paralelogramo, os lados opostos são paralelos. Assim, dois ângulos consecutivos são internos do mesmo lado de uma transversal e, portanto, possuem soma igual a 180∘180^\circ.

Logo:

α+β=180∘\boxed{\alpha+\beta=180^\circ}

e, portanto:

II eˊ verdadeira.\boxed{\text{II é verdadeira.}}

Afirmação III​

Se as diagonais de um paralelogramo são perpendiculares entre si e se cruzam em seu ponto médio, então este paralelogramo é um losango.

Essa afirmação também é verdadeira.

Todo paralelogramo possui diagonais que se bissetam mutuamente. Portanto, a informação de que elas se cruzam em seus pontos médios já é uma propriedade dos paralelogramos.

Agora, se as diagonais de um paralelogramo são perpendiculares, podemos mostrar que seus quatro lados possuem o mesmo comprimento.

Considere as diagonais ACAC e BDBD, que se cruzam em OO.

Losango

Como as diagonais de um paralelogramo se bissetam:

AO=OCeBO=OD.AO=OC \qquad\text{e}\qquad BO=OD.

Como as diagonais são perpendiculares:

∠AOB=90∘.\angle AOB=90^\circ.

Nos triângulos retângulos AOBAOB, BOCBOC, CODCOD e DOADOA, temos pares de catetos iguais devido às propriedades das diagonais.

Pelo Teorema de Pitágoras:

AB2=AO2+BO2AB^2=AO^2+BO^2

e

BC2=BO2+OC2.BC^2=BO^2+OC^2.

Como AO=OCAO=OC:

AB2=BC2.AB^2=BC^2.

Logo:

AB=BC.AB=BC.

Em um paralelogramo, lados opostos possuem o mesmo comprimento. Portanto:

AB=BC=CD=DA.AB=BC=CD=DA.

Assim, o paralelogramo possui os quatro lados congruentes, sendo, portanto, um losango.

Logo:

III eˊ verdadeira.\boxed{\text{III é verdadeira.}}

Conclusão​

Temos:

I: falsa\text{I: falsa}II: verdadeira\text{II: verdadeira}III: verdadeira\text{III: verdadeira}

Portanto, a alternativa correta é:

C) Apenas II e III sa˜o verdadeiras.\boxed{\text{C) Apenas II e III são verdadeiras.}}
🧩 Exercício 3 ITAFácil

Num triângulo ABCABC, BC=4 cmBC=4\,\text{cm}, o ângulo CC mede 30∘30^\circ e a projeção do lado ABAB sobre BCBC mede 2,5 cm2{,}5\,\text{cm}. O comprimento da mediana que sai do vértice AA vale:

Triângulo com mediana

Seja HH a projeção de AA sobre a reta BCBC.

Como a projeção do lado ABAB sobre BCBC mede 2,5 cm2{,}5\,\text{cm}, temos:

BH=2,5 cm.BH=2{,}5\,\text{cm}.

Como:

BC=4 cm,BC=4\,\text{cm},

segue que:

CH=BC−BH=4−2,5=1,5 cm.CH=BC-BH=4-2{,}5=1{,}5\,\text{cm}.

Observe agora o triângulo retângulo ACHACH.

Como ∠C=30∘\angle C=30^\circ:

tan⁡30∘=AHCH.\tan30^\circ=\frac{AH}{CH}.

Sabendo que:

tan⁡30∘=13,\tan30^\circ=\frac{1}{\sqrt3},

temos:

AH1,5=13.\frac{AH}{1{,}5}=\frac{1}{\sqrt3}.

Portanto:

AH=1,53=32 cm.AH=\frac{1{,}5}{\sqrt3} =\frac{\sqrt3}{2}\,\text{cm}.

Agora seja MM o ponto médio de BCBC.

Como BC=4 cmBC=4\,\text{cm}:

BM=MC=2 cm.BM=MC=2\,\text{cm}.

Como BH=2,5 cmBH=2{,}5\,\text{cm}, temos:

HM=BH−BM=2,5−2=0,5 cm.HM=BH-BM =2{,}5-2 =0{,}5\,\text{cm}.

A mediana procurada é AMAM. O triângulo AHMAHM é retângulo, então:

AM2=AH2+HM2.AM^2=AH^2+HM^2.

Substituindo:

AM2=(32)2+(12)2.AM^2= \left(\frac{\sqrt3}{2}\right)^2+ \left(\frac12\right)^2.

Assim:

AM2=34+14=1.AM^2=\frac34+\frac14=1.

Logo:

AM=1 cm.\boxed{AM=1\,\text{cm}}.

Portanto, a alternativa correta é a letra A.

🧩 Exercício 4 ITA/2005Fácil

Considere um triângulo isósceles inscrito em uma circunferência. Se a base e a altura deste triângulo medem 8 cm8\,\text{cm}, então o raio desta circunferência mede:

Triângulo com mediana

Seja ABCABC o triângulo isósceles, com base

BC=8 cmBC=8\,\text{cm}

e altura

AH=8 cm.AH=8\,\text{cm}.

Como o triângulo é isósceles, a altura relativa à base também é mediana. Portanto:

BH=HC=BC2=4 cm.BH=HC=\frac{BC}{2}=4\,\text{cm}.

Podemos então determinar o comprimento dos lados iguais usando o Teorema de Pitágoras no triângulo retângulo ABHABH:

AB2=AH2+BH2.AB^2=AH^2+BH^2.

Substituindo:

AB2=82+42AB^2=8^2+4^2AB2=64+16=80.AB^2=64+16=80.

Logo:

AB=45 cm.AB=4\sqrt5\,\text{cm}.

Como o triângulo é isósceles:

AC=45 cm.AC=4\sqrt5\,\text{cm}.

Agora calculamos sua área:

Δ=BC⋅AH2.\Delta=\frac{BC\cdot AH}{2}.

Assim:

Δ=8⋅82=32 cm2.\Delta=\frac{8\cdot8}{2}=32\,\text{cm}^2.

Para um triângulo inscrito em uma circunferência, vale a relação:

Δ=abc4R,\Delta=\frac{abc}{4R},

onde RR é o raio da circunferência.

Portanto:

R=abc4Δ.R=\frac{abc}{4\Delta}.

Neste caso:

a=8,b=c=45.a=8,\qquad b=c=4\sqrt5.

Então:

R=8⋅45⋅454⋅32.R= \frac{8\cdot4\sqrt5\cdot4\sqrt5}{4\cdot32}.

Como

(45)2=80,(4\sqrt5)^2=80,

temos:

R=8⋅80128.R=\frac{8\cdot80}{128}.

Logo:

R=5 cm.R=5\,\text{cm}.

Portanto, a alternativa correta é a letra C.

R=5 cm\boxed{R=5\,\text{cm}}
🧩 Exercício 5 ITA/2010Médio

O número de diagonais de um polígono regular de 2n2n lados, que não passam pelo centro da circunferência circunscrita a este polígono, é dado por:

Vamos primeiro determinar o número total de diagonais de um polígono de 2n2n lados.

Escolhendo um vértice qualquer, podemos ligá-lo aos outros 2n−12n-1 vértices.

Entretanto, duas dessas ligações são lados do polígono, e não diagonais.

Assim, de cada vértice partem:

(2n−1)−2=2n−3(2n-1)-2=2n-3

diagonais.

Como existem 2n2n vértices, poderíamos pensar que o número total de diagonais seria:

2n(2n−3).2n(2n-3).

Porém, cada diagonal foi contada duas vezes: uma vez a partir de cada uma de suas extremidades.

Por exemplo, a diagonal que liga os vértices AA e DD é contada tanto quando partimos de AA quanto quando partimos de DD.

Por isso, devemos dividir por 22:

Dtotal=2n(2n−3)2.D_{\text{total}} = \frac{2n(2n-3)}{2}.

Portanto:

Dtotal=n(2n−3).D_{\text{total}}=n(2n-3).

Diagonais que passam pelo centro​

Como o polígono é regular e possui 2n2n lados, uma diagonal passa pelo centro da circunferência quando liga dois vértices diametralmente opostos.

Cada vértice possui exatamente um vértice diametralmente oposto.

Assim, temos 2n2n vértices formando pares de vértices opostos. Cada par determina uma única diagonal que passa pelo centro.

Logo, existem:

nn

diagonais que passam pelo centro.

Portanto, o número de diagonais que não passam pelo centro é:

D=n(2n−3)−n.D=n(2n-3)-n.

Desenvolvendo:

D=2n2−3n−nD=2n^2-3n-nD=2n2−4n.D=2n^2-4n.

Colocando 2n2n em evidência:

D=2n(n−2).\boxed{D=2n(n-2)}.

Portanto, a alternativa correta é a letra A.

🧩 Exercício 6 ITAFácil

Num triângulo ABCABC, retângulo em A^\hat A, temos B^=60∘\hat B=60^\circ. As bissetrizes destes ângulos se encontram num ponto DD. Se o segmento de reta BDBD mede 1 cm1\,\text{cm}, a hipotenusa mede:

Triângulo com mediana

Como o triângulo é retângulo em AA e possui

B^=60∘,\widehat B=60^\circ,

temos:

C^=30∘.\widehat C=30^\circ.

Portanto, ABCABC é um triângulo 30∘−60∘−90∘30^\circ-60^\circ-90^\circ.

Seja rr o raio da circunferência inscrita no triângulo.

Como DD é o encontro das bissetrizes, DD é o incentro do triângulo.

A distância do incentro DD até os lados do triângulo é sempre rr.

Como BDBD é bissetriz do ângulo BB, temos:

∠ABD=30∘.\angle ABD=30^\circ.

Considere a distância de DD ao lado ABAB. Traçando a perpendicular de DD até ABAB, obtemos um triângulo retângulo no qual:

sin⁡30∘=rBD.\sin30^\circ=\frac{r}{BD}.

Como

BD=1BD=1

e

sin⁡30∘=12,\sin30^\circ=\frac12,

segue que:

12=r1.\frac12=\frac{r}{1}.

Logo:

r=12.\boxed{r=\frac12}.

Agora vamos relacionar o raio rr com os lados do triângulo.

Seja AC=xAC=x o menor cateto.

Como o triângulo é 30∘−60∘−90∘30^\circ-60^\circ-90^\circ:

AB=x3AB=x\sqrt3

e

BC=2x.BC=2x.

Para um triângulo retângulo, o raio da circunferência inscrita é:

r=a+b−c2,r=\frac{a+b-c}{2},

onde aa e bb são os catetos e cc é a hipotenusa.

Assim:

12=x+x3−2x2.\frac12 = \frac{x+x\sqrt3-2x}{2}.

Simplificando:

12=x(3−1)2.\frac12 = \frac{x(\sqrt3-1)}{2}.

Multiplicando por 22:

1=x(3−1).1=x(\sqrt3-1).

Portanto:

x=13−1.x=\frac{1}{\sqrt3-1}.

Racionalizando:

x=3+1(3−1)(3+1)x= \frac{\sqrt3+1}{(\sqrt3-1)(\sqrt3+1)}x=3+12.x=\frac{\sqrt3+1}{2}.

A hipotenusa é 2x2x, portanto:

BC=2⋅3+12.BC=2\cdot\frac{\sqrt3+1}{2}.

Logo:

BC=1+3 cm.\boxed{BC=1+\sqrt3\,\text{cm}}.

Portanto, a alternativa correta é a letra B.

🧩 Exercício 7 ITA/2013Médio

Consideremos um triângulo retângulo que simultaneamente está circunscrito à circunferência C1C_1 e inscrito à circunferência C2C_2. Sabendo-se que a soma dos comprimentos dos catetos do triângulo é k cmk\,\text{cm}, qual será a soma dos comprimentos destas duas circunferências?

Seja o triângulo retângulo de catetos aa e bb e hipotenusa cc.

Temos:

a+b=k.a+b=k.

A circunferência C1C_1 é a circunferência inscrita no triângulo, cujo raio será denotado por rr.

A circunferência C2C_2 é a circunferência circunscrita ao triângulo, cujo raio será denotado por RR.

Queremos calcular:

2πr+2πR=2π(r+R).2\pi r+2\pi R = 2\pi(r+R).

Relação entre rr e RR​

Para um triângulo retângulo, o raio da circunferência circunscrita é metade da hipotenusa:

R=c2.R=\frac{c}{2}.

Por outro lado, o raio da circunferência inscrita em um triângulo retângulo satisfaz:

r=a+b−c2.r=\frac{a+b-c}{2}.

Portanto:

r+R=a+b−c2+c2.r+R = \frac{a+b-c}{2}+\frac{c}{2}.

Assim:

r+R=a+b2.r+R = \frac{a+b}{2}.

Como a+b=ka+b=k:

r+R=k2.\boxed{r+R=\frac{k}{2}}.

Soma dos comprimentos das circunferências​

O comprimento de uma circunferência de raio rr é:

2πr.2\pi r.

Logo, a soma dos comprimentos das duas circunferências é:

2πr+2πR=2π(r+R).2\pi r+2\pi R = 2\pi(r+R).

Substituindo r+R=k2r+R=\dfrac{k}{2}:

2π(r+R)=2π⋅k2.2\pi(r+R) = 2\pi\cdot\frac{k}{2}.

Portanto:

πk cm.\boxed{\pi k\,\text{cm}}.

A alternativa correta é a letra E.

🧩 Exercício 8 ITA/2006Médio

Um triângulo tem lados medindo 33, 44 e 55 centímetros. A partir dele, constrói-se uma sequência de triângulos do seguinte modo: os pontos médios dos lados de um triângulo são os vértices do seguinte.

Dentre as alternativas abaixo, o valor em centímetros quadrados que está mais próximo da soma das áreas dos 7878 primeiros triângulos assim construídos, incluindo o triângulo inicial, é:

O triângulo inicial possui lados 33, 44 e 55 cm. Como

32+42=52,3^2+4^2=5^2,

ele é um triângulo retângulo.

Assim, sua área é:

A1=3⋅42=6 cm2.A_1=\frac{3\cdot4}{2}=6\,\text{cm}^2.

Relação entre as áreas​

Quando tomamos os pontos médios dos lados de um triângulo e os utilizamos como vértices de um novo triângulo, cada lado do novo triângulo mede metade do lado correspondente do triângulo anterior.

Portanto, o novo triângulo é semelhante ao anterior com razão de semelhança:

12.\frac{1}{2}.

Como a área varia com o quadrado da razão de semelhança:

A2A1=(12)2=14.\frac{A_2}{A_1} = \left(\frac12\right)^2 = \frac14.

Logo:

A2=14A1,A_2=\frac14A_1,

e, sucessivamente,

A3=14A2,A4=14A3,…A_3=\frac14A_2,\qquad A_4=\frac14A_3,\quad\ldots

Assim, as áreas formam uma progressão geométrica:

6,6(14),6(14)2,…6,\quad 6\left(\frac14\right),\quad 6\left(\frac14\right)^2,\quad \ldots

Como queremos a soma das áreas dos 7878 primeiros triângulos, temos uma soma de uma PG finita:

S78=6[1+14+(14)2+⋯+(14)77].S_{78} = 6\left[ 1+\frac14+ \left(\frac14\right)^2+ \cdots+ \left(\frac14\right)^{77} \right].

Usando a fórmula da soma de uma PG:

Sn=a11−qn1−q,S_n=a_1\frac{1-q^n}{1-q},

obtemos:

S78=6⋅1−(14)781−14.S_{78} = 6\cdot \frac{1-\left(\frac14\right)^{78}} {1-\frac14}.

Como

1−14=34,1-\frac14=\frac34,

temos:

S78=6⋅1−(14)783/4.S_{78} = 6\cdot\frac{1-\left(\frac14\right)^{78}}{3/4}.

Portanto:

S78=8[1−(14)78].S_{78} = 8\left[1-\left(\frac14\right)^{78}\right].

Como (14)78\left(\frac14\right)^{78} é um número extremamente pequeno,

S78≈8.S_{78}\approx 8.

Logo, o valor mais próximo é:

8 cm2.\boxed{8\,\text{cm}^2}.

Portanto, a alternativa correta é a letra A.

🧩 Exercício 9 ITAMédio

Num trapézio retângulo circunscritível, a soma dos dois lados paralelos é igual a 18 cm18\,\text{cm} e a diferença dos dois outros lados é igual a 2 cm2\,\text{cm}. Se rr é o raio da circunferência inscrita e aa é o comprimento do menor lado do trapézio, então a soma a+ra+r, em centímetros, é igual a:

Considere um trapézio retângulo circunscrito a uma circunferência.

Vamos chamar os lados paralelos de BB e bb, sendo B>bB>b, e os outros dois lados de hh e ll, onde hh é o lado perpendicular às bases.

Trapézio

Como o trapézio é circunscritível, existe uma propriedade fundamental dos quadriláteros circunscritos:

soma de dois lados opostos=soma dos outros dois lados opostos.\boxed{\text{soma de dois lados opostos}= \text{soma dos outros dois lados opostos}}.

Portanto:

B+b=h+l.B+b=h+l.

O enunciado informa que:

B+b=18.B+b=18.

Logo:

h+l=18.h+l=18.

Também sabemos que a diferença entre os outros dois lados é 22:

l−h=2.l-h=2.

Temos, então, o sistema:

{h+l=18l−h=2\begin{cases} h+l=18\\ l-h=2 \end{cases}

Somando as duas equações:

2l=202l=20

e, portanto:

l=10.l=10.

Consequentemente:

h=8.h=8.

Assim, os dois lados não paralelos medem 88 cm e 1010 cm.


Determinando as bases​

Como o trapézio é retângulo, podemos observar a diferença entre as bases.

Ao traçarmos uma perpendicular da extremidade da base menor até a base maior, forma-se um triângulo retângulo cuja hipotenusa é o lado inclinado de 1010 cm e cujo cateto vertical é 88 cm.

Se dd representa a diferença entre as bases, pelo Teorema de Pitágoras:

d2+82=102.d^2+8^2=10^2.

Logo:

d2=100−64=36.d^2=100-64=36.

Portanto:

d=6.d=6.

Assim:

B−b=6.B-b=6.

Como já sabemos que:

B+b=18,B+b=18,

temos:

{B+b=18B−b=6\begin{cases} B+b=18\\ B-b=6 \end{cases}

Somando:

2B=242B=24

e:

B=12.B=12.

Consequentemente:

b=6.b=6.

Portanto, os quatro lados do trapézio medem:

12,6,8,10.12,\quad 6,\quad 8,\quad 10.

O menor lado é, portanto:

a=6.\boxed{a=6}.

Determinando o raio da circunferência inscrita​

A circunferência é tangente às duas bases paralelas.

A distância entre duas retas paralelas tangentes a uma mesma circunferência é igual ao diâmetro da circunferência.

Logo, a altura do trapézio é:

h=2r.h=2r.

Como:

h=8,h=8,

temos:

2r=8.2r=8.

Assim:

r=4.\boxed{r=4}.

Finalmente:

a+r=6+4.a+r=6+4.

Portanto:

a+r=10 cm.\boxed{a+r=10\,\text{cm}}.

A alternativa correta é a letra C.

🧩 Exercício 10 UFRGS 2022Fácil

Na figura abaixo, ABCDABCD é um quadrado de lado α\alpha e ABAB e BDBD são arcos de circunferência. A área da região sombreada é:

UFGRS
🧩 Exercício 11 ITAFácil

Considere o triângulo ABCABC, onde AD‾\overline{AD} é a mediana relativa ao lado BC‾\overline{BC}. Por um ponto arbitrário MM do segmento BD‾\overline{BD}, tracemos o segmento MP‾\overline{MP} paralelo a AD‾\overline{AD}, onde PP é o ponto de interseção desta paralela com o prolongamento do lado AC‾\overline{AC}. Se NN é o ponto de interseção de AB‾\overline{AB} com MP‾\overline{MP}, podemos afirmar que:

Trapézio
Trapézio

Como ADAD é mediana do triângulo ABCABC, o ponto DD é o ponto médio de BCBC. Portanto,

BD=DC=BC2BD=DC=\frac{BC}{2}

Calculando MPMP​

Como MP∥ADMP\parallel AD, os triângulos ΔMPC\Delta MPC e ΔDAC\Delta DAC são semelhantes.

Assim,

MPAD=MCDC\frac{MP}{AD}=\frac{MC}{DC}

Como DC=BC2DC=\frac{BC}{2}, temos:

MP=MCBC/2ADMP=\frac{MC}{BC/2}AD

Logo,

MP=2MCBCADMP=\frac{2MC}{BC}AD

Calculando MNMN​

Como MN∥ADMN\parallel AD, os triângulos ΔBMN\Delta BMN e ΔBDA\Delta BDA também são semelhantes.

Portanto,

MNAD=BMBD\frac{MN}{AD}=\frac{BM}{BD}

Como BD=BC2BD=\frac{BC}{2},

MN=BMBC/2ADMN=\frac{BM}{BC/2}AD

Logo,

MN=2BMBCADMN=\frac{2BM}{BC}AD

Somando MNMN e MPMP​

Agora, somamos as duas expressões:

MN+MP=2BMBCAD+2MCBCADMN+MP=\frac{2BM}{BC}AD+\frac{2MC}{BC}AD

Colocando 2ADBC\frac{2AD}{BC} em evidência:

MN+MP=2ADBC(BM+MC)MN+MP=\frac{2AD}{BC}(BM+MC)

Como os pontos BB, MM e CC são colineares,

BM+MC=BCBM+MC=BC

Assim,

MN+MP=2ADBC⋅BCMN+MP=\frac{2AD}{BC}\cdot BC

Portanto,

MN+MP=2AD\boxed{MN+MP=2AD}

Logo, a alternativa correta é a D.

🧩 Exercício 12 ITAFácil

Se num quadrilátero convexo de área SS, o ângulo agudo entre as diagonais mede π6\frac{\pi}{6} radianos, então o produto do comprimento destas diagonais é igual a:

Quadrilátero Convexo

Sejam d1d_1 e d2d_2 os comprimentos das diagonais do quadrilátero e seja θ\theta o ângulo agudo formado entre elas.

Seja OO o ponto de interseção das diagonais. Ao traçarmos as diagonais, o quadrilátero fica dividido em quatro triângulos.

A área de um triângulo pode ser calculada pela expressão:

A=12⋅lado⋅lado⋅sen⁡θA=\frac{1}{2}\cdot\text{lado}\cdot\text{lado}\cdot\operatorname{sen}\theta

Assim, as áreas dos quatro triângulos são:

S1=12AO⋅BOsen⁡θS_1=\frac{1}{2}AO\cdot BO\operatorname{sen}\thetaS2=12BO⋅COsen⁡θS_2=\frac{1}{2}BO\cdot CO\operatorname{sen}\thetaS3=12CO⋅DOsen⁡θS_3=\frac{1}{2}CO\cdot DO\operatorname{sen}\thetaS4=12DO⋅AOsen⁡θS_4=\frac{1}{2}DO\cdot AO\operatorname{sen}\theta

Somando as quatro áreas:

S=12sen⁡θ(AO⋅BO+BO⋅CO+CO⋅DO+DO⋅AO)S= \frac{1}{2}\operatorname{sen}\theta \left( AO\cdot BO+ BO\cdot CO+ CO\cdot DO+ DO\cdot AO \right)

Podemos fatorar essa expressão:

S=12sen⁡θ(AO+CO)(BO+DO)S= \frac{1}{2}\operatorname{sen}\theta \left( AO+CO \right) \left( BO+DO \right)

Como AO+CO=d1AO+CO=d_1 e BO+DO=d2BO+DO=d_2, temos:

S=12d1d2sen⁡θS=\frac{1}{2}d_1d_2\operatorname{sen}\theta

Portanto, demonstramos que a área de um quadrilátero convexo pode ser escrita em função do comprimento de suas diagonais e do ângulo entre elas.

Neste problema,

θ=π6\theta=\frac{\pi}{6}

e

sen⁡π6=12\operatorname{sen}\frac{\pi}{6}=\frac{1}{2}

Substituindo esses valores na expressão da área:

S=12d1d2⋅12S=\frac{1}{2}d_1d_2\cdot\frac{1}{2}

Logo,

S=d1d24S=\frac{d_1d_2}{4}

Multiplicando ambos os lados por 44:

d1d2=4Sd_1d_2=4S

Portanto, o produto dos comprimentos das diagonais é:

4S\boxed{4S}

Logo, a alternativa correta é a D.

🧩 Exercício 13 ITAMédio

Na figura abaixo, temos um hexágono regular inscrito em uma circunferência de raio rr e seis outras semicircunferências com centros nos pontos médios dos lados do hexágono e cujos diâmetros são iguais ao lado do hexágono. Calcule a área da superfície sombreada.

Hexágono regular com seis semicircunferências

Como o hexágono é regular e está inscrito em uma circunferência de raio rr, seu lado também possui comprimento r.r.

Portanto, cada semicircunferência possui diâmetro rr e raio:

r2\frac{r}{2}

Área das seis semicircunferências​

A área de uma semicircunferência é:

As=12π(r2)2A_s=\frac{1}{2}\pi\left(\frac{r}{2}\right)^2

Logo,

As=πr28A_s=\frac{\pi r^2}{8}

Como existem seis semicircunferências:

A6s=6⋅πr28A_{6s}=6\cdot\frac{\pi r^2}{8}

Assim,

A6s=3πr24A_{6s}=\frac{3\pi r^2}{4}

Área das partes internas à circunferência​

Cada lado do hexágono determina, na circunferência maior, um arco de 60∘60^\circ.

A região entre esse arco e o lado do hexágono é um segmento circular.

A área do setor correspondente é:

Asetor=60∘360∘πr2A_{\text{setor}} = \frac{60^\circ}{360^\circ}\pi r^2

Portanto,

Asetor=πr26A_{\text{setor}}=\frac{\pi r^2}{6}

O triângulo formado pelo centro da circunferência e pelas extremidades de um lado do hexágono é equilátero, pois seus três lados medem rr.

Logo, sua área é:

A△=34r2A_{\triangle} = \frac{\sqrt{3}}{4}r^2

Assim, a área de um segmento circular é:

Aseg=πr26−34r2A_{\text{seg}} = \frac{\pi r^2}{6} - \frac{\sqrt{3}}{4}r^2

Como existem seis segmentos iguais:

A6seg=6(πr26−34r2)A_{6\text{seg}} = 6\left( \frac{\pi r^2}{6} - \frac{\sqrt{3}}{4}r^2 \right)

Logo,

A6seg=πr2−332r2A_{6\text{seg}} = \pi r^2-\frac{3\sqrt{3}}{2}r^2

Área sombreada​

A região sombreada corresponde às seis semicircunferências, retirando as partes que ficam dentro da circunferência maior.

Portanto,

Asombreada=3πr24−(πr2−332r2)A_{\text{sombreada}} = \frac{3\pi r^2}{4} - \left( \pi r^2-\frac{3\sqrt{3}}{2}r^2 \right)

Distribuindo o sinal negativo:

Asombreada=3πr24−πr2+332r2A_{\text{sombreada}} = \frac{3\pi r^2}{4} - \pi r^2 + \frac{3\sqrt{3}}{2}r^2

Como

3π4−π=−π4,\frac{3\pi}{4}-\pi=-\frac{\pi}{4},

temos:

Asombreada=(332−π4)r2A_{\text{sombreada}} = \left( \frac{3\sqrt{3}}{2} - \frac{\pi}{4} \right)r^2

Portanto,

Asombreada=(332−π4)r2\boxed{ A_{\text{sombreada}} = \left( \frac{3\sqrt{3}}{2} - \frac{\pi}{4} \right)r^2 }

Logo, a alternativa correta é a C.

🧩 Exercício 14 ITAMédio

Do triângulo de vértices AA, BB e CC, inscrito em uma circunferência de raio R=2 cmR=2\,cm, sabe-se que o lado BC‾\overline{BC} mede 2 cm2\,cm e o ângulo interno ABC^\widehat{ABC} mede 30∘30^\circ. Então, o raio da circunferência inscrita neste triângulo tem comprimento, em cmcm, igual a:

Triângulo com circunferência

Como o triângulo está inscrito em uma circunferência de raio R=2 cmR=2\,cm, podemos utilizar a relação entre um lado do triângulo e o raio da circunferência circunscrita:

a=2Rsen⁡Aa=2R\operatorname{sen}A

onde a=BC‾a=\overline{BC} é o lado oposto ao ângulo AA.

Como BC=2BC=2 e R=2R=2, temos:

2=2⋅2sen⁡A2=2\cdot2\operatorname{sen}A

Logo,

sen⁡A=12\operatorname{sen}A=\frac{1}{2}

Como o ângulo B=30∘B=30^\circ e o triângulo possui A+B+C=180∘A+B+C=180^\circ, a configuração da figura determina:

A=30∘A=30^\circ

e, portanto,

C=180∘−30∘−30∘=120∘C=180^\circ-30^\circ-30^\circ=120^\circ

Calculando os lados​

Já sabemos que:

BC=2BC=2

Pela relação a=2Rsen⁡Aa=2R\operatorname{sen}A, temos:

BC=4sen⁡30∘=2BC=4\operatorname{sen}30^\circ=2

Para o lado AB‾\overline{AB}, que é oposto ao ângulo C=120∘C=120^\circ:

AB=2Rsen⁡120∘AB=2R\operatorname{sen}120^\circ

Assim,

AB=4⋅32AB=4\cdot\frac{\sqrt{3}}{2}

Logo,

AB=23AB=2\sqrt{3}

Portanto, os lados do triângulo são:

2,2,232,\quad 2,\quad 2\sqrt{3}

Calculando a área do triângulo​

Utilizando os lados AB=23AB=2\sqrt{3} e BC=2BC=2, que formam o ângulo B=30∘B=30^\circ:

S=12⋅AB⋅BC⋅sen⁡30∘S=\frac{1}{2}\cdot AB\cdot BC\cdot\operatorname{sen}30^\circ

Substituindo:

S=12⋅23⋅2⋅12S=\frac{1}{2}\cdot2\sqrt{3}\cdot2\cdot\frac{1}{2}

Portanto,

S=3S=\sqrt{3}

Calculando o raio da circunferência inscrita​

Sabemos que a área de um triângulo pode ser escrita como:

S=prS=pr

onde pp é o semiperímetro e rr é o raio da circunferência inscrita.

O semiperímetro é:

p=2+2+232p=\frac{2+2+2\sqrt{3}}{2}

Logo,

p=2+3p=2+\sqrt{3}

Como S=3S=\sqrt{3}:

3=(2+3)r\sqrt{3}=(2+\sqrt{3})r

Assim,

r=32+3r=\frac{\sqrt{3}}{2+\sqrt{3}}

Racionalizando:

r=3(2−3)(2+3)(2−3)r=\frac{\sqrt{3}(2-\sqrt{3})}{(2+\sqrt{3})(2-\sqrt{3})}

Como

(2+3)(2−3)=1(2+\sqrt{3})(2-\sqrt{3})=1

temos:

r=23−3r=2\sqrt{3}-3

Portanto,

r=23−3\boxed{r=2\sqrt{3}-3}

Logo, a alternativa correta é a D.

🧩 Exercício 15 ITAFácil

Sejam as afirmações:

I Por um ponto passa uma única reta.

II Um ponto e uma reta determinam um plano.

III Se dois pontos de uma reta determinam um plano, então a reta está contida nesse plano.

IV Por um ponto situado fora de uma reta, existe uma reta paralela à reta dada.

Podemos garantir que:

Vamos analisar cada afirmação.

Afirmação I​

A afirmação diz:

Por um ponto passa uma única reta.

Isso é falso, pois por um único ponto podemos traçar infinitas retas.

A unicidade ocorre quando consideramos dois pontos distintos: por dois pontos distintos passa uma única reta.

Portanto,

I eˊ falsa\boxed{\text{I é falsa}}

Afirmação II​

A afirmação diz que um ponto e uma reta determinam um plano.

Isso só é garantido quando o ponto está fora da reta. Nesse caso, existe um único plano que contém a reta e o ponto.

Como a afirmação não especifica que o ponto está fora da reta, não podemos garantir que ela seja verdadeira.

Portanto,

II eˊ falsa\boxed{\text{II é falsa}}

Afirmação III​

A afirmação diz que dois pontos de uma reta determinam um plano.

Entretanto, dois pontos distintos determinam uma reta, e não um plano.

Para determinar um plano, são necessários, por exemplo, três pontos não colineares.

Portanto,

III eˊ falsa\boxed{\text{III é falsa}}

Afirmação IV​

A afirmação diz que, por um ponto situado fora de uma reta, existe uma reta paralela à reta dada.

Essa afirmação é verdadeira. Pela geometria euclidiana, por um ponto exterior a uma reta passa uma única reta paralela à reta dada.

Portanto,

IV eˊ verdadeira\boxed{\text{IV é verdadeira}}

Assim, temos:

I: Falsa\text{I: Falsa}II: Falsa\text{II: Falsa}III: Falsa\text{III: Falsa}IV: Verdadeira\text{IV: Verdadeira}

Logo, entre as alternativas apresentadas, a afirmação correta é:

B) I e II sa˜o falsas\boxed{\text{B) I e II são falsas}}
🧩 Exercício 16 ITAFácil

Os lados de um triângulo medem aa, bb e cc centímetros. Qual o valor do ângulo interno desse triângulo, oposto ao lado que mede aa centímetros, se forem satisfeitas as relações: 3a=7c3a=7c e 3b=8c3b=8c.

Das relações fornecidas, podemos escrever os lados do triângulo em função de cc.

Da primeira relação,

3a=7c3a=7c

portanto,

a=7c3a=\frac{7c}{3}

Da segunda relação,

3b=8c3b=8c

logo,

b=8c3b=\frac{8c}{3}

Assim, os lados são proporcionais a:

a:b:c=7:8:3a:b:c=7:8:3

Seja AA o ângulo interno oposto ao lado aa.

Aplicando a Lei dos Cossenos​

A Lei dos Cossenos fornece:

a2=b2+c2−2bccos⁡Aa^2=b^2+c^2-2bc\operatorname{cos}A

Isolando cos⁡A\operatorname{cos}A:

cos⁡A=b2+c2−a22bc\operatorname{cos}A= \frac{b^2+c^2-a^2}{2bc}

Como os lados são proporcionais a 77, 88 e 33, podemos substituir:

cos⁡A=82+32−722⋅8⋅3\operatorname{cos}A= \frac{8^2+3^2-7^2}{2\cdot8\cdot3}

Calculando:

cos⁡A=64+9−4948\operatorname{cos}A= \frac{64+9-49}{48}cos⁡A=2448\operatorname{cos}A=\frac{24}{48}

Logo,

cos⁡A=12\operatorname{cos}A=\frac{1}{2}

Sabemos que:

cos⁡60∘=12\operatorname{cos}60^\circ=\frac{1}{2}

Portanto,

A=60∘\boxed{A=60^\circ}

Logo, a alternativa correta é a B.

🧩 Exercício 17 ITAMédio

Os catetos bb e cc de um triângulo retângulo de altura hh (relativa à hipotenusa) são dados pelas seguintes expressões:

b=k+1kec=k−1kb=\sqrt{k+\frac{1}{k}} \qquad\text{e}\qquad c=\sqrt{k-\frac{1}{k}}

onde kk é um número real maior que 11. Calcule o valor de hh em função de kk.

Como bb e cc são os catetos do triângulo retângulo, podemos determinar a hipotenusa aa pelo Teorema de Pitágoras:

a2=b2+c2a^2=b^2+c^2

Substituindo as expressões dadas:

a2=(k+1k)+(k−1k)a^2= \left(k+\frac{1}{k}\right) + \left(k-\frac{1}{k}\right)

Os termos 1k\frac{1}{k} se cancelam:

a2=2ka^2=2k

Logo,

a=2ka=\sqrt{2k}

Calculando a altura relativa à hipotenusa​

A área do triângulo pode ser calculada de duas maneiras.

Usando os catetos:

S=bc2S=\frac{bc}{2}

Usando a hipotenusa aa e a altura hh:

S=ah2S=\frac{ah}{2}

Igualando as duas expressões:

bc2=ah2\frac{bc}{2}=\frac{ah}{2}

Portanto,

bc=ahbc=ah

e

h=bcah=\frac{bc}{a}

Agora calculamos bcbc:

bc=(k+1k)(k−1k)bc= \sqrt{\left(k+\frac{1}{k}\right) \left(k-\frac{1}{k}\right)}

Utilizando o produto da soma pela diferença:

bc=k2−1k2bc= \sqrt{k^2-\frac{1}{k^2}}

Colocando em um único denominador:

bc=k4−1k2bc= \sqrt{\frac{k^4-1}{k^2}}

Como k>1k>1, temos k>0k>0, portanto:

bc=k4−1kbc=\frac{\sqrt{k^4-1}}{k}

Como a=2ka=\sqrt{2k}, segue que:

h=k4−1k2kh= \frac{\sqrt{k^4-1}}{k\sqrt{2k}}

Elevando ao quadrado para simplificar:

h2=k4−12k3h^2= \frac{k^4-1}{2k^3}

Logo,

h=k4−12k3\boxed{h=\sqrt{\frac{k^4-1}{2k^3}}}

Portanto, a alternativa correta é a B.

🧩 Exercício 18 Fácil

Dado um triângulo equilátero ABCABC e um ponto qualquer PP em seu interior, mostre que a soma das distâncias desse ponto aos lados do triângulo é igual à altura do triângulo.

Triângulo com circunferência

Seja ABCABC um triângulo equilátero de lado aa e altura hh. Considere um ponto PP qualquer em seu interior.

Traçamos as perpendiculares de PP aos lados do triângulo, obtendo as distâncias xx, yy e zz.

Decompondo a área do triângulo​

As três perpendiculares dividem o triângulo original em três triângulos menores.

Como todos possuem base de comprimento aa, suas áreas são:

S1=ax2S_1=\frac{ax}{2}S2=ay2S_2=\frac{ay}{2}S3=az2S_3=\frac{az}{2}

A área do triângulo equilátero é:

S=ah2S=\frac{ah}{2}

Como a soma das áreas dos três triângulos menores é igual à área do triângulo original, temos:

ah2=ax2+ay2+az2\frac{ah}{2} = \frac{ax}{2}+\frac{ay}{2}+\frac{az}{2}

Colocando a2\frac{a}{2} em evidência:

ah2=a2(x+y+z)\frac{ah}{2} = \frac{a}{2}(x+y+z)

Como a>0a>0, podemos simplificar:

h=x+y+zh=x+y+z

Portanto,

x+y+z=h\boxed{x+y+z=h}

Concluímos que a soma das distâncias de qualquer ponto interior aos três lados de um triângulo equilátero é igual à altura desse triângulo.

Essa propriedade é conhecida como Teorema de Viviani.

🧩 Exercício 19 ITAMédio

A pergunta: “Existe xx real tal que os números reais exe^x, 1+ex1+e^x e 1−ex1-e^x são as tangentes dos ângulos internos de um triângulo?” admite a seguinte resposta:

Sejam AA, BB e CC os ângulos internos de um triângulo. Sabemos que:

A+B+C=180∘A+B+C=180^\circ

Como os números dados são tangentes desses ângulos, podemos utilizar a identidade trigonométrica:

tan⁡A+tan⁡B+tan⁡C=tan⁡Atan⁡Btan⁡C\tan A+\tan B+\tan C=\tan A\tan B\tan C

Essa identidade decorre da relação A+B+C=180∘A+B+C=180^\circ.

Substituindo os valores dados​

De acordo com o enunciado, temos:

tan⁡A=ex\tan A=e^xtan⁡B=1+ex\tan B=1+e^xtan⁡C=1−ex\tan C=1-e^x

Substituindo na identidade:

ex+(1+ex)+(1−ex)=ex(1+ex)(1−ex)e^x+(1+e^x)+(1-e^x) = e^x(1+e^x)(1-e^x)

Simplificando o lado esquerdo:

2+ex=ex(1+ex)(1−ex)2+e^x=e^x(1+e^x)(1-e^x)

Utilizando o produto da soma pela diferença:

(1+ex)(1−ex)=1−e2x(1+e^x)(1-e^x)=1-e^{2x}

Logo,

2+ex=ex(1−e2x)2+e^x=e^x(1-e^{2x})

Desenvolvendo:

2+ex=ex−e3x2+e^x=e^x-e^{3x}

Subtraindo exe^x dos dois lados:

2=−e3x2=-e^{3x}

Portanto,

e3x=−2e^{3x}=-2

Analisando a possibilidade de solução​

Sabemos que a função exponencial é sempre positiva para qualquer número real xx:

e3x>0e^{3x}>0

Assim, é impossível que:

e3x=−2e^{3x}=-2

Portanto, não existe número real xx que satisfaça as condições do enunciado.

Na˜o existe x∈R\boxed{\text{Não existe }x\in\mathbb{R}}

Logo, a alternativa correta é a A.

🧩 Exercício 20 ITAFácil

Numa circunferência, inscreve-se um quadrilátero convexo ABCDABCD tal que ABC^=70∘\widehat{ABC}=70^\circ. Se x=ACB^+BDC^x=\widehat{ACB}+\widehat{BDC}, então:

Quadrilátero

Como o quadrilátero ABCDABCD está inscrito em uma circunferência, os ângulos BAC^\widehat{BAC} e BDC^\widehat{BDC} são inscritos que subtendem o mesmo arco BC⌢\overset{\frown}{BC}.

Portanto,

BAC^=BDC^\widehat{BAC}=\widehat{BDC}

Utilizando a soma dos ângulos internos do triângulo​

No triângulo ABCABC, a soma dos ângulos internos é 180∘180^\circ:

BAC^+ABC^+ACB^=180∘\widehat{BAC}+\widehat{ABC}+\widehat{ACB}=180^\circ

Como ABC^=70∘\widehat{ABC}=70^\circ,

BAC^+70∘+ACB^=180∘\widehat{BAC}+70^\circ+\widehat{ACB}=180^\circ

Logo,

BAC^+ACB^=110∘\widehat{BAC}+\widehat{ACB}=110^\circ

Calculando xx​

Pelo resultado obtido anteriormente,

BDC^=BAC^\widehat{BDC}=\widehat{BAC}

Assim,

x=ACB^+BDC^x=\widehat{ACB}+\widehat{BDC}x=ACB^+BAC^x=\widehat{ACB}+\widehat{BAC}

Portanto,

x=110∘\boxed{x=110^\circ}
🧩 Exercício 21 IMEDifícil

No triângulo ABCABC, temos AB=AC≠BCAB=AC\neq BC. Seja MM um ponto qualquer do lado BC‾\overline{BC}. Expresse a diferença AB‾ 2−AM‾ 2\overline{AB}^{\,2}-\overline{AM}^{\,2} em função dos segmentos adjacentes da base.

Triângulo + circunferência

A ideia é transformar a diferença de quadrados em um produto e, em seguida, utilizar a potência de um ponto em relação a uma circunferência.

1. Decompondo a diferença de quadrados​

Partimos da expressão:

AB2−AM2AB^2-AM^2

Utilizando a identidade da diferença de quadrados:

AB2−AM2=(AB−AM)(AB+AM)AB^2-AM^2=(AB-AM)(AB+AM)

Agora, vamos construir uma circunferência com centro em AA e raio AMAM.

2. Construindo a circunferência​

Traçamos uma circunferência de centro AA e raio AMAM.

Triângulo + circunferência

Sejam XX e DD os pontos em que essa circunferência intersecta as retas ABAB e ACAC, respectivamente. Como MM pertence à circunferência, ela também intersecta a reta BCBC em um segundo ponto, que chamaremos de YY.

Pela definição de raio, temos:

AX=AMAX=AM

Assim,

AB−AM=AB−AXAB-AM=AB-AX

Como XX está no segmento AB‾\overline{AB},

AB−AM=BXAB-AM=BX

Além disso,

AB+AM=AB+ADAB+AM=AB+AD

Portanto,

AB+AMAB+AM

corresponde à distância entre BB e o segundo ponto de interseção da reta ABAB com a circunferência, situado no prolongamento de BABA.

3. Aplicando a potência do ponto BB​

Pela potência do ponto BB em relação à circunferência, o produto das distâncias dos pontos de interseção de qualquer secante que passa por BB é constante.

Utilizando as secantes que passam por AA e por CC, obtemos:

(AB−AM)(AB+AM)=BY⋅BM(AB-AM)(AB+AM)=BY\cdot BM

Consequentemente,

AB2−AM2=BY⋅BMAB^2-AM^2=BY\cdot BM

4. Relacionando BYBY e MCMC​

Como AB=ACAB=AC, o triângulo ABCABC é isósceles.

Triângulo + circunferência

A circunferência tem centro em AA e, portanto, seu eixo de simetria coincide com o eixo de simetria do triângulo, perpendicular à base BCBC e passando pelo seu ponto médio.

Assim, os pontos YY e MM, que pertencem à base e à circunferência, são simétricos em relação ao ponto médio de BCBC.

Consequentemente,

BY=MCBY=MC

Substituindo essa igualdade na expressão obtida anteriormente:

AB2−AM2=MC⋅BMAB^2-AM^2=MC\cdot BM

Portanto, a relação desejada é:

AB2−AM2=BM⋅MC\boxed{AB^2-AM^2=BM\cdot MC}
🧩 Exercício 22 Núcleo de ExatasDifícil

Três circunferências são tangentes a uma mesma reta. Seus raios são RR, rr e xx, sendo xx o raio da menor circunferência. Sabendo que as circunferências são tangentes entre si, determine xx em função de RR e rr.

Três circunferências

1. Distância entre os pontos de tangência de duas circunferências​

Considere duas circunferências de raios RR e rr, tangentes externamente entre si e a uma mesma reta.

Sejam AA e BB os pontos de tangência com a reta, e O1O_1 e O2O_2 os centros das circunferências.

Três circunferências

A distância entre os centros é a soma dos raios:

O1O2=R+rO_1O_2=R+r

Como os centros estão a distâncias RR e rr da reta, a diferença entre suas alturas é:

R−rR-r

Chamando de dd a distância entre os pontos de tangência, temos um triângulo retângulo cujos catetos são dd e R−rR-r, e cuja hipotenusa mede R+rR+r.

Pelo Teorema de Pitágoras:

d2+(R−r)2=(R+r)2d^2+(R-r)^2=(R+r)^2

Isolando d2d^2:

d2=(R+r)2−(R−r)2d^2=(R+r)^2-(R-r)^2

Aplicando a diferença de quadrados:

d2=[(R+r)−(R−r)][(R+r)+(R−r)]d^2=[(R+r)-(R-r)][(R+r)+(R-r)]

Simplificando:

d2=(2r)(2R)d^2=(2r)(2R)

Portanto,

d=2Rr\boxed{d=2\sqrt{Rr}}

Esse será o resultado auxiliar que utilizaremos.

2. Aplicando o resultado às três circunferências​

Na configuração do problema, as circunferências de raios RR e rr têm seus pontos de tangência separados pela distância:

d=2Rrd=2\sqrt{Rr}

Agora, aplicamos o mesmo resultado aos pares formados pela circunferência menor e cada uma das maiores.

Três circunferências

Entre as circunferências de raios RR e xx, a distância entre os pontos de tangência com a reta é:

d1=2Rxd_1=2\sqrt{Rx}

Entre as circunferências de raios rr e xx, essa distância é:

d2=2rxd_2=2\sqrt{rx}

Como o ponto de tangência da circunferência menor está entre os pontos de tangência das duas maiores, temos:

d=d1+d2d=d_1+d_2

Substituindo as expressões:

2Rr=2Rx+2rx2\sqrt{Rr}=2\sqrt{Rx}+2\sqrt{rx}

Dividindo ambos os lados por 22:

Rr=Rx+rx\sqrt{Rr}=\sqrt{Rx}+\sqrt{rx}

Colocando x\sqrt{x} em evidência:

Rr=x(R+r)\sqrt{Rr}=\sqrt{x}(\sqrt{R}+\sqrt{r})

Isolando x\sqrt{x}:

x=RrR+r\sqrt{x}=\frac{\sqrt{Rr}}{\sqrt{R}+\sqrt{r}}

Elevando os dois lados ao quadrado:

x=Rr(R+r)2x=\frac{Rr}{(\sqrt{R}+\sqrt{r})^2}

Portanto, o raio da menor circunferência é:

x=Rr(R+r)2\boxed{x=\frac{Rr}{(\sqrt{R}+\sqrt{r})^2}}
🧩 Exercício 23 Núcleo de ExatasDifícil

Considere duas circunferências de raios RR e rr, tangentes a uma mesma reta. Entre elas, colocamos uma circunferência menor, tangente às duas circunferências e à reta.

Em seguida, repetimos o processo: a cada etapa, inserimos uma nova circunferência no espaço entre as duas circunferências consecutivas, de modo que ela seja tangente a ambas e à reta.

Determine o raio rnr_n da nn-ésima circunferência em função de RR, rr e nn, considerando que as duas primeiras circunferências possuem raios r1=Rr_1=R e r2=rr_2=r.

A ideia é utilizar o resultado obtido para duas circunferências tangentes a uma mesma reta e, em seguida, identificar uma sequência numérica que permita calcular o raio de qualquer circunferência.

1. Um resultado auxiliar​

Considere duas circunferências de raios RR e rr, tangentes a uma mesma reta, e uma terceira circunferência de raio xx, tangente às duas anteriores e à reta.

Já sabemos que a distância entre os pontos de tangência das circunferências de raios RR e rr é:

d=2Rrd=2\sqrt{Rr}

Aplicando esse resultado aos pares de circunferências de raios RR e xx, e de raios rr e xx, obtemos:

d1=2Rxd_1=2\sqrt{Rx}d2=2rxd_2=2\sqrt{rx}

Como a circunferência menor está entre as duas maiores, temos:

d=d1+d2d=d_1+d_2

Substituindo:

2Rr=2Rx+2rx2\sqrt{Rr}=2\sqrt{Rx}+2\sqrt{rx}

Dividindo por 22:

Rr=Rx+rx\sqrt{Rr}=\sqrt{Rx}+\sqrt{rx}

Colocando x\sqrt{x} em evidência:

Rr=x(R+r)\sqrt{Rr}=\sqrt{x}(\sqrt{R}+\sqrt{r})

Isolando x\sqrt{x} e elevando ao quadrado:

x=Rr(R+r)2x=\frac{Rr}{(\sqrt{R}+\sqrt{r})^2}

Podemos escrever essa relação de uma forma ainda mais conveniente:

1x=1R+1r\boxed{\frac{1}{\sqrt{x}}=\frac{1}{\sqrt{R}}+\frac{1}{\sqrt{r}}}

Essa será a relação fundamental para resolver o problema.

2. Construindo a sequência​

Sejam r1r_1, r2r_2, r3r_3, …\ldots os raios das circunferências, na ordem em que são colocadas.

Temos:

r1=Rr_1=Rr2=rr_2=r

A terceira circunferência é tangente às duas primeiras. Portanto,

1r3=1r1+1r2\frac{1}{\sqrt{r_3}} = \frac{1}{\sqrt{r_1}} + \frac{1}{\sqrt{r_2}}

Na etapa seguinte, a quarta circunferência é colocada entre a segunda e a terceira:

1r4=1r2+1r3\frac{1}{\sqrt{r_4}} = \frac{1}{\sqrt{r_2}} + \frac{1}{\sqrt{r_3}}

Para a quinta circunferência:

1r5=1r3+1r4\frac{1}{\sqrt{r_5}} = \frac{1}{\sqrt{r_3}} + \frac{1}{\sqrt{r_4}}

Assim, observamos que cada novo termo depende dos dois anteriores.

3. Identificando a recorrência​

Definimos:

un=1rnu_n=\frac{1}{\sqrt{r_n}}

Com essa substituição, a relação entre os raios fica muito mais simples:

un=un−1+un−2\boxed{u_n=u_{n-1}+u_{n-2}}

para n≥3n\geq 3.

Essa é a mesma regra de formação da sequência de Fibonacci, cujos primeiros termos são:

0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13,…0,\ 1,\ 1,\ 2,\ 3,\ 5,\ 8,\ 13,\ldots

Vamos utilizar a notação FnF_n para os números de Fibonacci, definidos por:

F0=0,F1=1F_0=0,\qquad F_1=1

e

Fn=Fn−1+Fn−2F_n=F_{n-1}+F_{n-2}

Como os dois primeiros termos da nossa sequência são:

u1=1Ru_1=\frac{1}{\sqrt{R}}

e

u2=1r,u_2=\frac{1}{\sqrt{r}},

podemos escrever:

un=Fn−2R+Fn−1ru_n= \frac{F_{n-2}}{\sqrt{R}} + \frac{F_{n-1}}{\sqrt{r}}

Essa expressão vale para n≥2n\geq 2.

4. Determinando o raio da n-ésima circunferência​

Por definição,

un=1rnu_n=\frac{1}{\sqrt{r_n}}

Logo,

1rn=Fn−2R+Fn−1r\frac{1}{\sqrt{r_n}} = \frac{F_{n-2}}{\sqrt{R}} + \frac{F_{n-1}}{\sqrt{r}}

Invertendo a expressão:

rn=1Fn−2R+Fn−1r\sqrt{r_n} = \frac{1}{ \frac{F_{n-2}}{\sqrt{R}} + \frac{F_{n-1}}{\sqrt{r}} }

Elevando ambos os lados ao quadrado, obtemos:

rn=1(Fn−2R+Fn−1r)2\boxed{ r_n= \frac{1}{ \left( \frac{F_{n-2}}{\sqrt{R}} + \frac{F_{n-1}}{\sqrt{r}} \right)^2 } }

Portanto, essa é a fórmula que fornece diretamente o raio da n-ésima circunferência, sem precisar calcular todos os raios anteriores.

5. Verificando os primeiros termos​

Para n=2n=2, temos F0=0F_0=0 e F1=1F_1=1:

r2=1(0+1r)2=rr_2= \frac{1}{ \left( 0+\frac{1}{\sqrt{r}} \right)^2 } =r

Para n=3n=3, temos F1=1F_1=1 e F2=1F_2=1:

r3=1(1R+1r)2r_3= \frac{1}{ \left( \frac{1}{\sqrt{R}}+\frac{1}{\sqrt{r}} \right)^2 }

Ou seja,

r3=Rr(R+r)2r_3=\frac{Rr}{(\sqrt{R}+\sqrt{r})^2}

que é exatamente a relação encontrada inicialmente.

Para n=4n=4, temos F2=1F_2=1 e F3=2F_3=2:

r4=1(1R+2r)2r_4= \frac{1}{ \left( \frac{1}{\sqrt{R}}+\frac{2}{\sqrt{r}} \right)^2 }

Assim, a fórmula também permite calcular os raios seguintes diretamente.

Conclusão​

A sequência dos inversos das raízes quadradas dos raios segue a sequência de Fibonacci. Portanto, o raio da n-ésima circunferência é:

rn=1(Fn−2R+Fn−1r)2\boxed{ r_n= \frac{1}{ \left( \frac{F_{n-2}}{\sqrt{R}} + \frac{F_{n-1}}{\sqrt{r}} \right)^2 } }

para n≥2n\geq 2, com r1=Rr_1=R.