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EFOMM 2023

🧩 Exercício 1 EFOMMFácil

Da expressão numérica abaixo, resulta um número inteiro kk.

k=312−212(36+26)(33+23)k=\frac{3^{12}-2^{12}}{(3^6+2^6)(3^3+2^3)}

A diferença entre o maior e o menor algarismo que compõem kk é:

1. Reescrevendo as potências​

Observe que:

312=(33)4e212=(23)43^{12}=(3^3)^4 \qquad\text{e}\qquad 2^{12}=(2^3)^4

Fazendo a=33a=3^3 e b=23b=2^3, podemos escrever:

k=a4−b4(a2+b2)(a+b)k=\frac{a^4-b^4}{(a^2+b^2)(a+b)}

2. Fatorando o numerador​

Utilizamos a diferença de quadrados:

a4−b4=(a2−b2)(a2+b2)a^4-b^4=(a^2-b^2)(a^2+b^2)

E sabemos que:

a2−b2=(a−b)(a+b)a^2-b^2=(a-b)(a+b)

Portanto,

a4−b4=(a−b)(a+b)(a2+b2)a^4-b^4=(a-b)(a+b)(a^2+b^2)

Substituindo na expressão de kk:

k=(a−b)(a+b)(a2+b2)(a2+b2)(a+b)k=\frac{(a-b)(a+b)(a^2+b^2)} {(a^2+b^2)(a+b)}

Cancelando os fatores comuns:

k=a−bk=a-b

3. Calculando o valor de kk​

Voltando às potências originais:

k=33−23k=3^3-2^3k=27−8k=27-8k=19\boxed{k=19}

4. Calculando a diferença entre os algarismos​

O maior algarismo de 1919 é 99, e o menor é 11.

Assim,

9−1=89-1=8

Portanto, a alternativa correta é a D.

🧩 Exercício 2 EFOMMMédio

Considere a matriz quadrada BB, de ordem 33, representada abaixo.

B=(sen⁡210∘sen⁡630∘tg⁡225∘2y−2cos⁡720∘cos⁡1440∘tg⁡180∘)B= \begin{pmatrix} \operatorname{sen}210^\circ & \operatorname{sen}630^\circ & \operatorname{tg}225^\circ\\ 2 & y & -2\\ \cos720^\circ & \cos1440^\circ & \operatorname{tg}180^\circ \end{pmatrix}

Se o determinante dessa matriz é igual a 11, o valor de yy corresponde a:

1. Simplificando os valores trigonométricos​

Utilizando os valores conhecidos:

sen⁡210∘=−12\operatorname{sen}210^\circ=-\frac12

Como 630∘=360∘+270∘630^\circ=360^\circ+270^\circ, temos:

sen⁡630∘=sen⁡270∘=−1\operatorname{sen}630^\circ =\operatorname{sen}270^\circ=-1

Além disso,

tg⁡225∘=1\operatorname{tg}225^\circ=1cos⁡720∘=1\cos720^\circ=1cos⁡1440∘=1\cos1440^\circ=1tg⁡180∘=0\operatorname{tg}180^\circ=0

Portanto, a matriz fica:

B=(−12−112y−2110)B= \begin{pmatrix} -\frac12 & -1 & 1\\ 2 & y & -2\\ 1 & 1 & 0 \end{pmatrix}

2. Calculando o determinante​

Sabemos que o determinante é igual a 11:

∣−12−112y−2110∣=1\begin{vmatrix} -\frac12 & -1 & 1\\ 2 & y & -2\\ 1 & 1 & 0 \end{vmatrix}=1

Aplicando a regra de Sarrus:

1=(−12)y⋅0+(−1)(−2)(1)+(1)(2)(1)−[(1)y(1)+(−1)(2)(0)+(−12)(−2)(1)]\begin{aligned} 1={}& \left(-\frac12\right)y\cdot0 +(-1)(-2)(1) +(1)(2)(1)\\ &-\left[ (1)y(1) +(-1)(2)(0) +\left(-\frac12\right)(-2)(1) \right] \end{aligned}

Simplificando:

1=0+2+2−[y+0+1]1=0+2+2-\left[y+0+1\right]1=4−y−11=4-y-11=3−y1=3-y

3. Isolando yy​

y=3−1y=3-1

Portanto,

y=2\boxed{y=2}

Logo, a alternativa correta é a B.

🧩 Exercício 3 EFOMMMédio

A pirâmide de Quéops, a maior do Egito, tem como base um quadrado de 230230 metros de lado. A reta que passa pelo centro da base e pelo ponto mais elevado (vértice) dessa pirâmide é perpendicular à base.

O segmento de reta com extremos no vértice e no ponto médio de um lado da base forma com o plano da base um ângulo obtuso de medida α\alpha, tal que cos⁡α=−0,6\cos\alpha=-0,6.

A altura da pirâmide é, aproximadamente, de:

1. Identificando o triângulo retângulo​

Seja VV o vértice da pirâmide, OO o centro da base e MM o ponto médio de um dos lados do quadrado.

Como a reta que passa por VV e OO é perpendicular à base, o triângulo VOMVOM é retângulo em OO.

A altura da pirâmide é:

h=VOh=VO

Como a base é um quadrado de lado 230230 metros, a distância do centro até o ponto médio de um lado é metade do lado:

OM=2302=115OM=\frac{230}{2}=115

2. Calculando a tangente do ângulo​

Sabemos que:

cos⁡α=−0,6=−35\cos\alpha=-0,6=-\frac35

Como α\alpha é obtuso, seu seno é positivo. Pela relação fundamental da trigonometria:

sen⁡2α+cos⁡2α=1\operatorname{sen}^2\alpha+\cos^2\alpha=1sen⁡2α=1−925\operatorname{sen}^2\alpha=1-\frac9{25}sen⁡α=45\operatorname{sen}\alpha=\frac45

Assim,

tg⁡α=sen⁡αcos⁡α\operatorname{tg}\alpha =\frac{\operatorname{sen}\alpha}{\cos\alpha}tg⁡α=4/5−3/5=−43\operatorname{tg}\alpha =\frac{4/5}{-3/5}=-\frac43

Como o ângulo é obtuso, usamos o valor absoluto da tangente para determinar a razão entre a altura e a distância horizontal:

h115=43\frac{h}{115}=\frac43

3. Calculando a altura​

Isolando hh:

h=115⋅43h=115\cdot\frac43h=4603h=\frac{460}{3}h≈153,33h\approx153,33

Portanto, a altura aproximada da pirâmide é:

153 metros\boxed{153\text{ metros}}

Logo, a alternativa correta é a C.

🧩 Exercício 4 EFOMMFácil

Duas caixas cúbicas AA e BB têm volumes, em litros, respectivamente iguais a VV e 4V4V. Calculando-se a razão entre as áreas de suas bases, das caixas BB e AA, respectivamente, obtemos:

1. Relacionando o volume com a aresta do cubo​

Seja aa a aresta da caixa cúbica AA e bb a aresta da caixa cúbica BB.

O volume de um cubo é dado por:

Vcubo=aresta3V_{\text{cubo}}=\text{aresta}^3

Como os volumes das caixas são VV e 4V4V, temos:

a3=Va^3=Vb3=4Vb^3=4V

Dividindo a segunda igualdade pela primeira:

b3a3=4VV\frac{b^3}{a^3}=\frac{4V}{V}(ba)3=4\left(\frac{b}{a}\right)^3=4

Extraindo a raiz cúbica:

ba=43\boxed{\frac{b}{a}=\sqrt[3]{4}}

2. Calculando a razão entre as áreas das bases​

Como as bases são quadradas, suas áreas são:

AA=a2A_A=a^2AB=b2A_B=b^2

Queremos a razão entre a área da base da caixa BB e a área da base da caixa AA:

ABAA=b2a2\frac{A_B}{A_A}=\frac{b^2}{a^2}

Logo,

ABAA=(ba)2\frac{A_B}{A_A}=\left(\frac{b}{a}\right)^2

Substituindo a relação encontrada:

ABAA=(43)2\frac{A_B}{A_A}=\left(\sqrt[3]{4}\right)^2ABAA=163\frac{A_B}{A_A}=\sqrt[3]{16}

Como 16=8⋅216=8\cdot2, podemos escrever:

163=8⋅23\sqrt[3]{16}=\sqrt[3]{8\cdot2}163=223\sqrt[3]{16}=2\sqrt[3]{2}

3. Conclusão​

Portanto, a razão entre as áreas das bases é:

ABAA=223\boxed{\frac{A_B}{A_A}=2\sqrt[3]{2}}

Logo, a alternativa correta é a D.

🧩 Exercício 5 EFOMMMédio

Sejam pp e qq as raízes da equação

x2−2x+k=0x^2-2x+k=0

em que kk é um número real diferente de zero. Se

1p2+1q2=6,\frac{1}{p^2}+\frac{1}{q^2}=6,

então o produto dos possíveis valores de kk é:

1. Utilizando as relações de Girard​

Pelas relações de Girard, para a equação

x2−2x+k=0,x^2-2x+k=0,

temos:

p+q=2p+q=2

e

pq=k.pq=k.

2. Transformando a expressão​

Queremos calcular:

1p2+1q2=6.\frac{1}{p^2}+\frac{1}{q^2}=6.

Colocando as frações no mesmo denominador:

p2+q2p2q2=6.\frac{p^2+q^2}{p^2q^2}=6.

Utilizando a identidade

p2+q2=(p+q)2−2pq,p^2+q^2=(p+q)^2-2pq,

obtemos:

(p+q)2−2pq(pq)2=6.\frac{(p+q)^2-2pq}{(pq)^2}=6.

Substituindo p+q=2p+q=2 e pq=kpq=k:

4−2kk2=6.\frac{4-2k}{k^2}=6.

3. Encontrando os possíveis valores de kk​

Multiplicando ambos os lados por k2k^2:

4−2k=6k2.4-2k=6k^2.

Reorganizando:

6k2+2k−4=0.6k^2+2k-4=0.

Dividindo por 22:

3k2+k−2=0.3k^2+k-2=0.

Fatorando:

(3k−2)(k+1)=0.(3k-2)(k+1)=0.

Portanto,

k=23ouk=−1.k=\frac23 \qquad\text{ou}\qquad k=-1.

Ambos são possíveis, pois a equação original possui raízes reais para esses valores.

4. Calculando o produto​

O produto dos possíveis valores de kk é:

23⋅(−1)=−23.\frac23\cdot(-1)=-\frac23.

Logo,

−23\boxed{-\frac23}

A alternativa correta é a B.

🧩 Exercício 6 EFOMMMédio

Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta.

I) Se xx e yy são números racionais, então xyx^y pode ser um número irracional.

II) Se xx e yy são números irracionais, então o produto xyxy é também irracional.

III) Para todo xx real, tem-se que x≤x4x\leq x^4.

Analisando a proposição I​

A afirmação diz que, se xx e yy são racionais, então xyx^y pode ser irracional.

Para verificar, basta encontrar um exemplo.

Tomando x=2x=2 e y=12y=\frac12, ambos racionais, temos:

212=22^{\frac12}=\sqrt2

Como 2\sqrt2 é irracional, a proposição I é verdadeira.

Analisando a proposição II​

A afirmação diz que o produto de dois números irracionais é sempre irracional.

Entretanto, considere:

x=2ey=2x=\sqrt2 \qquad\text{e}\qquad y=\sqrt2

Ambos são irracionais, mas:

xy=2⋅2=2xy=\sqrt2\cdot\sqrt2=2

Como 22 é racional, encontramos um contraexemplo.

Portanto, a proposição II é falsa.

Analisando a proposição III​

A afirmação diz que, para todo número real xx:

x≤x4x\leq x^4

Basta encontrar um valor real para o qual essa desigualdade não seja satisfeita.

Tomando x=12x=\frac12, temos:

12≤(12)4\frac12\leq\left(\frac12\right)^412≤116\frac12\leq\frac1{16}

Essa desigualdade é falsa, pois 12>116\frac12>\frac1{16}.

Portanto, a proposição III é falsa.

Conclusão​

Apenas a proposição I é verdadeira.

Logo, a alternativa correta é a A.

🧩 Exercício 7 EFOMMMédio

Considere uma função real ff, cuja lei de formação é dada por:

f(x)=∣x2−5x−6∣+∣x∣f(x)=|x^2-5x-6|+|x|

Sobre essa função, pode-se afirmar que:

1. Analisando o domínio​

A função é definida por:

f(x)=∣x2−5x−6∣+∣x∣f(x)=|x^2-5x-6|+|x|

Como os módulos estão definidos para qualquer número real, não há restrições para xx.

Logo,

D(f)=R\boxed{D(f)=\mathbb{R}}

Portanto, a alternativa C é falsa.

2. Analisando o comportamento da função​

Para estudar os módulos, fatoramos o polinômio:

x2−5x−6=(x−6)(x+1)x^2-5x-6=(x-6)(x+1)

Suas raízes são x=−1x=-1 e x=6x=6.

Assim, podemos analisar os sinais nos intervalos determinados por −1-1, 00 e 66.

Caso 1: x<−1x<-1

Nesse intervalo, x2−5x−6>0x^2-5x-6>0 e x<0x<0. Portanto,

f(x)=x2−5x−6−xf(x)=x^2-5x-6-xf(x)=x2−6x−6f(x)=x^2-6x-6

Caso 2: −1≤x<0-1\leq x<0

Nesse intervalo, x2−5x−6≤0x^2-5x-6\leq0 e x<0x<0. Logo,

f(x)=−(x2−5x−6)−xf(x)=-(x^2-5x-6)-xf(x)=−x2+4x+6f(x)=-x^2+4x+6

Caso 3: 0≤x≤60\leq x\leq6

Nesse intervalo, x2−5x−6≤0x^2-5x-6\leq0 e x≥0x\geq0. Assim,

f(x)=−(x2−5x−6)+xf(x)=-(x^2-5x-6)+xf(x)=−x2+6x+6f(x)=-x^2+6x+6

Caso 4: x>6x>6

Nesse intervalo, os dois termos dentro dos módulos são não negativos. Portanto,

f(x)=x2−5x−6+xf(x)=x^2-5x-6+xf(x)=x2−4x−6f(x)=x^2-4x-6

3. Analisando as alternativas A e B​

No intervalo (2,6)(2,6), a função é:

f(x)=−x2+6x+6f(x)=-x^2+6x+6

Essa parábola tem concavidade voltada para baixo e vértice em:

xv=−62(−1)=3x_v=-\frac{6}{2(-1)}=3

Logo, a função é crescente em (2,3)(2,3) e decrescente em (3,6)(3,6). Portanto, não é decrescente em todo o intervalo (2,6)(2,6).

A alternativa A é falsa.

Já no intervalo (−1,4)(-1,4), a função cresce até x=3x=3 e decresce de 33 a 44. Portanto, também não é crescente em todo esse intervalo.

A alternativa B é falsa.

4. Determinando a imagem da função​

Vamos encontrar o menor valor de f(x)f(x).

Como os módulos são sempre não negativos,

f(x)=∣x2−5x−6∣+∣x∣≥0f(x)=|x^2-5x-6|+|x|\geq0

Mas podemos obter um limite mais preciso analisando os intervalos.

Para x<−1x<-1:

f(x)=x2−6x−6f(x)=x^2-6x-6

Essa expressão é decrescente até x=−1x=-1, onde vale:

f(−1)=1f(-1)=1

No intervalo [−1,0)[-1,0), a função é −x2+4x+6-x^2+4x+6, que cresce a partir de f(−1)=1f(-1)=1.

No intervalo [0,6][0,6], a função é −x2+6x+6-x^2+6x+6. Seu valor mínimo nesse intervalo ocorre em uma das extremidades:

f(0)=6ef(6)=6f(0)=6 \qquad\text{e}\qquad f(6)=6

Para x>6x>6, a função x2−4x−6x^2-4x-6 é crescente e assume valores maiores que 66.

Portanto, o menor valor de ff é 11, atingido em x=−1x=-1.

Além disso, a função assume todos os valores a partir de 11, pois cresce continuamente de 11 até valores arbitrariamente grandes.

Assim,

Im⁡(f)=[1,+∞)\boxed{\operatorname{Im}(f)=[1,+\infty)}

A alternativa D é verdadeira.

5. Analisando a alternativa E​

Para que f(x)=0f(x)=0, seria necessário que:

∣x2−5x−6∣+∣x∣=0|x^2-5x-6|+|x|=0

Como ambos os módulos são não negativos, a soma só pode ser zero se os dois forem simultaneamente nulos.

Em particular, ∣x∣=0|x|=0 implica x=0x=0. Mas:

∣02−5⋅0−6∣=6≠0|0^2-5\cdot0-6|=6\neq0

Logo, a função não possui raízes reais. A alternativa E é falsa.

Conclusão​

A única afirmação correta é a de que a imagem da função é [1,+∞)[1,+\infty).

Portanto, a alternativa correta é a D.

🧩 Exercício 8 EFOMMMédio

Cid é fã de esportes aquáticos, e seu amigo Paulo convenceu-o a comprar o mais novo modelo de uma motocicleta aquática, cujo valor à vista é de R$ 100.000,00. Outra opção de compra é dar uma entrada de R$ 49.357,60 e parcelar o restante em cinco parcelas dispostas em uma progressão geométrica. Considere que Cid optou por parcelar a compra e, ao pagar a entrada, foi informado de que a segunda parcela seria de R$ 14.400,00 e a quarta parcela de R$ 2.304,00.

Quanto Cid terá de desembolsar ao total para comprar a motocicleta?

1. Identificando a progressão geométrica​

As cinco parcelas formam uma progressão geométrica (PG). Vamos representá-las por:

a1, a2, a3, a4, a5a_1,\ a_2,\ a_3,\ a_4,\ a_5

Sabemos que:

a2=14.400a_2=14.400

e

a4=2.304a_4=2.304

A razão da PG será representada por qq.

2. Calculando a razão da PG​

O termo geral de uma PG é dado por:

an=a1qn−1a_n=a_1q^{n-1}

Assim,

a2=a1qa_2=a_1q

e

a4=a1q3a_4=a_1q^3

Dividindo a quarta parcela pela segunda, temos:

a4a2=a1q3a1q\frac{a_4}{a_2}=\frac{a_1q^3}{a_1q}2.30414.400=q2\frac{2.304}{14.400}=q^2q2=0,16q^2=0,16

Logo,

q=±0,4q=\pm0,4

Como as parcelas são valores positivos e estão em uma progressão geométrica, a razão negativa não é possível nesse caso. Portanto,

q=0,4\boxed{q=0,4}

3. Determinando as cinco parcelas​

Como a segunda parcela vale R$ 14.400,00, podemos calcular a primeira:

a2=a1qa_2=a_1q14.400=a1⋅0,414.400=a_1\cdot0,4a1=14.4000,4a_1=\frac{14.400}{0,4}a1=36.000\boxed{a_1=36.000}

Agora, multiplicamos cada parcela pela razão 0,40,4 para encontrar a seguinte:

a3=14.400⋅0,4=5.760a_3=14.400\cdot0,4=5.760a4=5.760⋅0,4=2.304a_4=5.760\cdot0,4=2.304a5=2.304⋅0,4=921,60a_5=2.304\cdot0,4=921,60

Assim, as parcelas são:

36.000; 14.400; 5.760; 2.304; 921,6036.000;\ 14.400;\ 5.760;\ 2.304;\ 921,60

4. Calculando a soma das parcelas​

Somando os cinco pagamentos:

S5=36.000+14.400+5.760+2.304+921,60S_5=36.000+14.400+5.760+2.304+921,60S5=59.385,60\boxed{S_5=59.385,60}

Esse é o total pago em parcelas.

5. Somando a entrada​

A entrada foi de R$ 49.357,60. Portanto, o desembolso total será:

T=49.357,60+59.385,60T=49.357,60+59.385,60T=R$ 108.743,20\boxed{T=\text{R\$ }108.743,20}

Logo, a alternativa correta é a C.

🧩 Exercício 9 EFOMMMédio

Seja gg uma função polinomial do primeiro grau, decrescente, tal que

g(g(x))=9x+8g(g(x))=9x+8

para todo xx real.

Considere a progressão aritmética 2,5,8,…,442,5,8,\ldots,44.

Pode-se afirmar que o valor numérico de

g(2)+g(5)+g(8)+⋯+g(44)g(2)+g(5)+g(8)+\cdots+g(44)

é:

1. Determinando a função gg​

Como gg é uma função polinomial do primeiro grau, podemos escrevê-la na forma:

g(x)=ax+bg(x)=ax+b

Como a função é decrescente, temos a<0a<0.

Sabemos que:

g(g(x))=9x+8g(g(x))=9x+8

Substituindo g(x)=ax+bg(x)=ax+b:

g(g(x))=a(ax+b)+bg(g(x))=a(ax+b)+bg(g(x))=a2x+ab+bg(g(x))=a^2x+ab+b

Comparando com 9x+89x+8, obtemos:

a2=9a^2=9

Logo, a=±3a=\pm3. Como gg é decrescente, escolhemos:

a=−3a=-3

Para determinar bb, comparamos os termos independentes:

ab+b=8ab+b=8

Colocando bb em evidência:

b(a+1)=8b(a+1)=8

Substituindo a=−3a=-3:

b(−3+1)=8b(-3+1)=8−2b=8-2b=8b=−4b=-4

Portanto,

g(x)=−3x−4\boxed{g(x)=-3x-4}

2. Calculando a soma dos termos da PA​

A progressão aritmética é:

2,5,8,…,442,5,8,\ldots,44

O primeiro termo é a1=2a_1=2, o último é an=44a_n=44 e a razão é r=3r=3.

Vamos determinar a quantidade de termos:

an=a1+(n−1)ra_n=a_1+(n-1)r44=2+3(n−1)44=2+3(n-1)42=3(n−1)42=3(n-1)n−1=14n-1=14n=15n=15

A soma dos termos da PA é:

S15=15(2+44)2S_{15}=\frac{15(2+44)}{2}S15=15⋅23S_{15}=15\cdot23S15=345\boxed{S_{15}=345}

3. Calculando a soma pedida​

Como g(x)=−3x−4g(x)=-3x-4, temos:

g(2)+g(5)+⋯+g(44)g(2)+g(5)+\cdots+g(44)=(−3⋅2−4)+(−3⋅5−4)+⋯+(−3⋅44−4)=(-3\cdot2-4)+(-3\cdot5-4)+\cdots+(-3\cdot44-4)

Colocando os termos em evidência:

=−3(2+5+⋯+44)−4⋅15=-3(2+5+\cdots+44)-4\cdot15

Substituindo a soma da PA:

=−3⋅345−60=-3\cdot345-60=−1035−60=-1035-60−1095\boxed{-1095}

Logo, a alternativa correta é a E.

🧩 Exercício 10 EFOMMMédio

Considere as matrizes

A=(200040009)eB=(20−1060304)A= \begin{pmatrix} 2&0&0\\ 0&4&0\\ 0&0&9 \end{pmatrix} \qquad\text{e}\qquad B= \begin{pmatrix} 2&0&-1\\ 0&6&0\\ 3&0&4 \end{pmatrix}

Sejam ainda as matrizes CC e DD, tais que

C=B−1ABeD=C2+CC=B^{-1}AB \qquad\text{e}\qquad D=C^2+C

Com base nas informações fornecidas, é correto afirmar que:

1. Utilizando a definição de CC​

Temos:

C=B−1ABC=B^{-1}AB

e

D=C2+CD=C^2+C

Substituindo a expressão de CC em DD:

D=(B−1AB)2+B−1ABD=(B^{-1}AB)^2+B^{-1}AB

Desenvolvendo o quadrado:

D=B−1ABB−1AB+B−1ABD=B^{-1}ABB^{-1}AB+B^{-1}AB

Como BB−1=IBB^{-1}=I, temos:

D=B−1A2B+B−1ABD=B^{-1}A^2B+B^{-1}AB

Colocando B−1B^{-1} à esquerda e BB à direita em evidência:

D=B−1(A2+A)B\boxed{D=B^{-1}(A^2+A)B}

2. Calculando A2+AA^2+A​

A matriz AA é diagonal:

A=(200040009)A= \begin{pmatrix} 2&0&0\\ 0&4&0\\ 0&0&9 \end{pmatrix}

Logo,

A2=(40001600081)A^2= \begin{pmatrix} 4&0&0\\ 0&16&0\\ 0&0&81 \end{pmatrix}

Somando as matrizes:

A2+A=(40001600081)+(200040009)A^2+A= \begin{pmatrix} 4&0&0\\ 0&16&0\\ 0&0&81 \end{pmatrix} + \begin{pmatrix} 2&0&0\\ 0&4&0\\ 0&0&9 \end{pmatrix}

Portanto,

A2+A=(60002000090)A^2+A= \begin{pmatrix} 6&0&0\\ 0&20&0\\ 0&0&90 \end{pmatrix}

Assim, podemos escrever:

D=B−1(60002000090)BD=B^{-1} \begin{pmatrix} 6&0&0\\ 0&20&0\\ 0&0&90 \end{pmatrix} B

3. Calculando o determinante de DD​

Utilizamos a propriedade do determinante de um produto de matrizes:

det⁡(D)=det⁡(B−1)det⁡(A2+A)det⁡(B)\det(D)= \det(B^{-1})\det(A^2+A)\det(B)

Como

det⁡(B−1)=1det⁡(B)\det(B^{-1})=\frac{1}{\det(B)}

temos:

det⁡(D)=1det⁡(B)det⁡(A2+A)det⁡(B)\det(D)= \frac{1}{\det(B)} \det(A^2+A)\det(B)

Os determinantes de BB e B−1B^{-1} se cancelam:

det⁡(D)=det⁡(A2+A)\det(D)=\det(A^2+A)

Como A2+AA^2+A é uma matriz diagonal, seu determinante é o produto dos elementos da diagonal principal:

det⁡(D)=6⋅20⋅90\det(D)=6\cdot20\cdot90det⁡(D)=120⋅90\det(D)=120\cdot90det⁡(D)=10800\boxed{\det(D)=10800}

4. Conclusão​

O determinante da matriz DD é igual a 1080010800.

Logo, a alternativa correta é a B.

🧩 Exercício 12 EFOMMMédio

Assinale a alternativa que representa o valor de a+b+c−da+b+c-d, sabendo que o sistema abaixo possui infinitas soluções e que (−1,−3,1)(-1,-3,1) é uma dessas soluções.

{ax+y+z=dx+y+cz=−1x+by−z=1\begin{cases} ax+y+z=d\\ x+y+cz=-1\\ x+by-z=1 \end{cases}

1. Determinando bb, cc e dd em função de aa​

Sabemos que o sistema possui a solução:

(x,y,z)=(−1,−3,1)(x,y,z)=(-1,-3,1)

Substituindo esses valores na primeira equação:

a(−1)+(−3)+1=da(-1)+(-3)+1=d−a−2=d-a-2=d

Portanto,

d=−a−2\boxed{d=-a-2}

Agora, substituindo na segunda equação:

−1−3+c(1)=−1-1-3+c(1)=-1−4+c=−1-4+c=-1c=3\boxed{c=3}

Por fim, na terceira equação:

−1+b(−3)−1=1-1+b(-3)-1=1−2−3b=1-2-3b=1−3b=3-3b=3b=−1\boxed{b=-1}

2. Utilizando a condição de infinitas soluções​

Um sistema linear com infinitas soluções possui uma matriz dos coeficientes cujo determinante é nulo.

A matriz dos coeficientes do sistema é:

A=(a1111c1b−1)A= \begin{pmatrix} a&1&1\\ 1&1&c\\ 1&b&-1 \end{pmatrix}

Substituindo b=−1b=-1 e c=3c=3:

A=(a111131−1−1)A= \begin{pmatrix} a&1&1\\ 1&1&3\\ 1&-1&-1 \end{pmatrix}

Como o sistema possui infinitas soluções:

det⁡(A)=0\det(A)=0

Calculando o determinante pela primeira linha:

det⁡(A)=a∣13−1−1∣−∣131−1∣+∣111−1∣\begin{aligned} \det(A) &=a \begin{vmatrix} 1&3\\ -1&-1 \end{vmatrix} - \begin{vmatrix} 1&3\\ 1&-1 \end{vmatrix} + \begin{vmatrix} 1&1\\ 1&-1 \end{vmatrix} \end{aligned}

Calculando os determinantes de ordem 2:

det⁡(A)=a(−1+3)−(−1−3)+(−1−1)\det(A)=a(-1+3)-(-1-3)+(-1-1)det⁡(A)=2a+4−2\det(A)=2a+4-2det⁡(A)=2a+2\det(A)=2a+2

Igualando a zero:

2a+2=02a+2=0a=−1\boxed{a=-1}

3. Calculando a+b+c−da+b+c-d​

Já encontramos:

a=−1,b=−1,c=3a=-1,\qquad b=-1,\qquad c=3

Além disso,

d=−a−2d=-a-2

Substituindo a=−1a=-1:

d=−(−1)−2=−1d=-(-1)-2=-1

Portanto,

a+b+c−d=−1−1+3−(−1)a+b+c-d=-1-1+3-(-1)=−2+3+1=-2+3+1a+b+c−d=2\boxed{a+b+c-d=2}

Logo, a alternativa correta é a E.

🧩 Exercício 13 EFOMMFácil

Assinale a alternativa que contém o valor do limite abaixo.

lim⁡x→0∣2x−1∣−∣2x+1∣x\lim_{x\to0}\frac{|2x-1|-|2x+1|}{x}

1. Analisando os módulos​

Queremos calcular:

lim⁡x→0∣2x−1∣−∣2x+1∣x\lim_{x\to0}\frac{|2x-1|-|2x+1|}{x}

Como xx se aproxima de zero, podemos analisar os sinais das expressões dentro dos módulos em uma vizinhança de zero.

Para xx próximo de zero:

2x−1<02x-1<0

e

2x+1>02x+1>0

Assim, podemos retirar os módulos considerando os sinais:

∣2x−1∣=−(2x−1)=1−2x|2x-1|=-(2x-1)=1-2x∣2x+1∣=2x+1|2x+1|=2x+1

2. Simplificando a expressão​

Substituindo essas expressões no limite:

lim⁡x→0(1−2x)−(2x+1)x\lim_{x\to0}\frac{(1-2x)-(2x+1)}{x}

Desenvolvendo o numerador:

=lim⁡x→01−2x−2x−1x=\lim_{x\to0}\frac{1-2x-2x-1}{x}=lim⁡x→0−4xx=\lim_{x\to0}\frac{-4x}{x}

Para x≠0x\neq0, podemos simplificar:

=lim⁡x→0(−4)=\lim_{x\to0}(-4)

Portanto,

−4\boxed{-4}

Conclusão​

Logo, a alternativa correta é a A.

🧩 Exercício 14 EFOMMMédio

Rafael está apreciando a vista da cidade de Curitiba numa roda-gigante, com raio de 10 m, que gira a uma taxa de uma volta a cada dois minutos. A velocidade vertical, em metros/minuto, na qual Rafael está subindo, quando seu assento estiver 16 m acima do nível do solo, será de:

1. Determinando a velocidade angular​

A roda-gigante possui raio:

R=10 mR=10\text{ m}

Como ela completa uma volta a cada dois minutos, seu período é:

T=2 minT=2\text{ min}

A velocidade angular é dada por:

ω=2πT\omega=\frac{2\pi}{T}

Substituindo:

ω=2π2\omega=\frac{2\pi}{2}ω=π rad/min\boxed{\omega=\pi\text{ rad/min}}

2. Determinando a posição vertical​

Como o raio da roda é 10 m e o ponto mais baixo está no nível do solo, o centro da roda está a 10 m de altura.

Quando Rafael está a 16 m do solo, sua altura em relação ao centro é:

y=16−10=6 my=16-10=6\text{ m}

Seja θ\theta o ângulo entre o raio que liga o centro ao assento e a vertical para baixo. A distância vertical em relação ao centro pode ser relacionada ao raio por:

cos⁡θ=610\cos\theta=\frac{6}{10}

Logo,

cos⁡θ=35\cos\theta=\frac35

Pela identidade trigonométrica fundamental:

sen⁡2θ+cos⁡2θ=1\operatorname{sen}^2\theta+\cos^2\theta=1sen⁡2θ=1−925\operatorname{sen}^2\theta=1-\frac9{25}sen⁡2θ=1625\operatorname{sen}^2\theta=\frac{16}{25}

Como Rafael está subindo, consideramos o sentido positivo da velocidade vertical. Assim,

sen⁡θ=45\operatorname{sen}\theta=\frac45

3. Calculando a velocidade vertical​

A velocidade vertical corresponde à componente vertical da velocidade tangencial.

A velocidade tangencial é:

v=Rωv=R\omega

A componente vertical, em módulo, é:

vy=Rωsen⁡θv_y=R\omega\operatorname{sen}\theta

Substituindo os valores:

vy=10⋅π⋅45v_y=10\cdot\pi\cdot\frac45vy=8πv_y=8\pi

Portanto, a velocidade vertical de Rafael, enquanto sobe, é:

vy=8π m/min\boxed{v_y=8\pi\text{ m/min}}

Conclusão​

A alternativa correta é a C.

🧩 Exercício 15 EFOMMFácil

Seja II o valor da integral abaixo.

I=∫01(x2+1)(x3+3x)4 dxI=\int_0^1 (x^2+1)(x^3+3x)^4\,dx

O valor de 30I30I é:

1. Identificando uma substituição​

Observe que a expressão dentro da potência é:

x3+3xx^3+3x

Sua derivada é:

ddx(x3+3x)=3x2+3\frac{d}{dx}(x^3+3x)=3x^2+3

Colocando o fator 33 em evidência:

3x2+3=3(x2+1)3x^2+3=3(x^2+1)

Assim, o fator (x2+1)(x^2+1) que aparece no integrando está relacionado à derivada da expressão elevada à quarta potência.

2. Fazendo a substituição​

Seja:

u=x3+3xu=x^3+3x

Então:

du=3(x2+1) dxdu=3(x^2+1)\,dx

Logo,

(x2+1) dx=du3(x^2+1)\,dx=\frac{du}{3}

Também precisamos alterar os limites de integração:

  • Para x=0x=0, temos u=03+3⋅0=0u=0^3+3\cdot0=0.
  • Para x=1x=1, temos u=13+3⋅1=4u=1^3+3\cdot1=4.

Substituindo na integral:

I=13∫04u4 duI=\frac13\int_0^4u^4\,du

3. Calculando a integral​

Utilizando a regra da potência:

∫u4 du=u55\int u^4\,du=\frac{u^5}{5}

Portanto,

I=13[u55]04I=\frac13\left[\frac{u^5}{5}\right]_0^4I=115(45−05)I=\frac1{15}(4^5-0^5)

Como 45=10244^5=1024:

I=102415\boxed{I=\frac{1024}{15}}

4. Calculando 30I30I​

Multiplicando o resultado por 3030:

30I=30⋅10241530I=30\cdot\frac{1024}{15}30I=2⋅102430I=2\cdot102430I=2048\boxed{30I=2048}

Conclusão​

Logo, a alternativa correta é a D.

🧩 Exercício 16 EFOMMMédio

Maximiliano e Tânia são amigos que amam os animais. Eles decidiram oferecer serviços de refeições prontas de alimentação natural crua e cozida para pets.

Para iniciar o negócio, os sócios tomaram emprestados R$ 8.000,00 a juros de 5% ao mês, divididos em dezesseis meses, pelo regime de amortização constante.

O valor da oitava prestação é:

1. Calculando a amortização constante​

No Sistema de Amortização Constante (SAC), o valor amortizado da dívida é igual em todas as prestações.

A amortização é calculada dividindo o valor inicial da dívida pelo número de parcelas:

A=800016A=\frac{8000}{16}A=500\boxed{A=500}

Assim, a cada mês, a dívida é reduzida em R$ 500,00.

2. Calculando o saldo devedor antes da oitava prestação​

Antes do pagamento da oitava prestação, já terão sido pagas sete amortizações.

O saldo devedor será:

SD7=8000−7⋅500SD_7=8000-7\cdot500SD7=8000−3500SD_7=8000-3500SD7=4500\boxed{SD_7=4500}

3. Calculando os juros da oitava prestação​

Os juros são calculados sobre o saldo devedor existente no início do período.

Como a taxa mensal é de 5%:

J8=4500⋅0,05J_8=4500\cdot0{,}05J8=225\boxed{J_8=225}

4. Calculando a oitava prestação​

A prestação é a soma da amortização com os juros:

P8=A+J8P_8=A+J_8P8=500+225P_8=500+225P8=R$ 725,00\boxed{P_8=\text{R\$ }725{,}00}

Conclusão​

A alternativa correta é a E) R$ 725,00.

🧩 Exercício 17 EFOMMMédio

Camila é uma motorista atenta aos valores da gasolina nos últimos tempos. Suponha que, em determinado momento, o litro da gasolina custava R$ 7,50 e, com uma redução de 12%, devido ao ICMS, o valor do litro da gasolina baixou. De quanto deve ser o reajuste, aproximadamente, que a agência reguladora de preços deve conceder para anular a redução conquistada?

1. Calculando o preço após a redução​

O preço inicial era de R$ 7,50. Com uma redução de 12%, o novo preço será:

7,50(1−0,12)=7,50⋅0,887{,}50(1-0{,}12)=7{,}50\cdot0{,}886,60\boxed{6{,}60}

2. Calculando o reajuste necessário​

Para anular a redução, o preço precisa voltar a R$ 7,50.

O reajuste percentual deve ser calculado sobre o preço reduzido, isto é, R$ 6,60:

Reajuste=7,50−6,606,60⋅100%\text{Reajuste}=\frac{7{,}50-6{,}60}{6{,}60}\cdot100\%=0,906,60⋅100%=\frac{0{,}90}{6{,}60}\cdot100\%≈13,636%\approx13{,}636\%

Portanto, o reajuste necessário é aproximadamente:

13,6%\boxed{13{,}6\%}

Conclusão​

Alternativa correta: E.

Observe que uma redução de 12% não é anulada por um aumento de 12%, pois os percentuais são calculados sobre bases diferentes.

🧩 Exercício 18 EFOMMDifícil

Determine o valor da constante kk, para que a função definida no intervalo [0,1][0,1] seja uma função de densidade de probabilidade:

f(x)=kx−kx3f(x)=kx-kx^3

A seguir, calcule a probabilidade:

p=P(0,2<f(x)<0,6)p=P(0{,}2<f(x)<0{,}6)

Os valores de kk e pp, respectivamente, são:

1. Determinando a constante kk​

Para que f(x)f(x) seja uma função densidade de probabilidade, sua integral no intervalo [0,1][0,1] deve ser igual a 1:

∫01f(x) dx=1\int_0^1 f(x)\,dx=1

Substituindo a função:

∫01(kx−kx3) dx=1\int_0^1 (kx-kx^3)\,dx=1

Colocando kk em evidência:

k∫01(x−x3) dx=1k\int_0^1(x-x^3)\,dx=1

Integrando:

k[x22−x44]01=1k\left[\frac{x^2}{2}-\frac{x^4}{4}\right]_0^1=1k(12−14)=1k\left(\frac12-\frac14\right)=1k4=1\frac{k}{4}=1

Portanto,

k=4\boxed{k=4}

2. Interpretando a probabilidade pedida​

Com k=4k=4, temos:

f(x)=4x−4x3f(x)=4x-4x^3

A probabilidade solicitada é:

P(0,2<f(X)<0,6)P(0{,}2<f(X)<0{,}6)

Isso significa que precisamos identificar os valores de xx no intervalo [0,1][0,1] para os quais a função está entre 0,20{,}2 e 0,60{,}6 e, em seguida, integrar a densidade nesses intervalos.

A função cresce até x=13x=\frac{1}{\sqrt3} e depois decresce. Por isso, a região que satisfaz a desigualdade é formada por dois intervalos.

3. Encontrando os limites dos intervalos​

Resolvemos as equações:

4x−4x3=0,24x-4x^3=0{,}2

e

4x−4x3=0,64x-4x^3=0{,}6

Equivalentemente:

x−x3=0,05x-x^3=0{,}05

e

x−x3=0,15x-x^3=0{,}15

As raízes relevantes em [0,1][0,1] são aproximadamente:

x−x3=0,05:x≈0,0501oux≈0,9740x−x3=0,15:x≈0,1536oux≈0,9144\begin{aligned} x-x^3=0{,}05 &: \quad x\approx0{,}0501 \quad\text{ou}\quad x\approx0{,}9740\\ x-x^3=0{,}15 &: \quad x\approx0{,}1536 \quad\text{ou}\quad x\approx0{,}9144 \end{aligned}

Assim, a desigualdade é satisfeita aproximadamente nos intervalos:

(0,0501; 0,1536)e(0,9144; 0,9740)(0{,}0501;\,0{,}1536) \quad\text{e}\quad (0{,}9144;\,0{,}9740)

4. Calculando a probabilidade​

Uma primitiva da densidade é:

F(x)=2x2−x4F(x)=2x^2-x^4

Logo,

p≈[F(x)]0,05010,1536+[F(x)]0,91440,9740\begin{aligned} p\approx{}& \left[F(x)\right]_{0{,}0501}^{0{,}1536}\\ &+\left[F(x)\right]_{0{,}9144}^{0{,}9740} \end{aligned}

Substituindo os limites aproximados, obtemos:

p≈0,066\boxed{p\approx0{,}066}

Conclusão​

O valor da constante é:

k=4\boxed{k=4}

Entretanto, o valor da probabilidade, seguindo literalmente o enunciado, é aproximadamente 0,0660{,}066, que não aparece nas alternativas.

É necessário conferir o enunciado ou as alternativas da questão original.

🧩 Exercício 19 EFOMMMédio

Considere um grupo de 40 alunos da EFOMM cuja média de notas na monografia é de 8,6 pontos. A nota média dos alunos de Máquinas é de 9,5 pontos. Por outro lado, a média das notas dos alunos de Náutica é de 8,0 pontos. A quantidade de alunos de Máquinas nesse grupo é:

1. Definindo as incógnitas​

Seja mm a quantidade de alunos de Máquinas e nn a quantidade de alunos de Náutica.

Como o grupo possui 40 alunos:

m+n=40m+n=40

Logo,

n=40−mn=40-m

2. Utilizando a média ponderada​

A média do grupo é 8,6. Portanto, a soma das notas dos 40 alunos é:

40⋅8,6=34440\cdot8{,}6=344

A soma das notas dos alunos de Máquinas é 9,5m9{,}5m, enquanto a soma das notas dos alunos de Náutica é 8(40−m)8(40-m).

Assim:

9,5m+8(40−m)=3449{,}5m+8(40-m)=344

Desenvolvendo:

9,5m+320−8m=3449{,}5m+320-8m=3441,5m=241{,}5m=24m=241,5m=\frac{24}{1{,}5}m=16\boxed{m=16}

Conclusão​

A quantidade de alunos de Máquinas é 16.

Alternativa correta: B.

🧩 Exercício 20 EFOMMMédio

Considere as seguintes afirmações como verdadeiras:

“Se é noite e não chove, então Luiz vai ao futebol.”

“Se não faz frio ou Luiz vai ao futebol, então Paula vai ao futebol.”

Considerando que, em determinada noite, Paula não foi ao futebol, é correto afirmar que, nessa noite:

1. Representando as proposições​

Vamos utilizar:

  • NN: é noite;
  • CC: faz frio;
  • LL: Luiz vai ao futebol;
  • PP: Paula vai ao futebol;
  • RR: chove.

A primeira afirmação pode ser escrita como:

(N∧¬R)⇒L(N\land\neg R)\Rightarrow L

A segunda afirmação é:

(¬C∨L)⇒P(\neg C\lor L)\Rightarrow P

Sabemos que Paula não foi ao futebol:

¬P\neg P

2. Aplicando a contrapositiva da segunda afirmação​

A contrapositiva de uma implicação é logicamente equivalente à afirmação original.

Temos:

(¬C∨L)⇒P(\neg C\lor L)\Rightarrow P

Sua contrapositiva é:

¬P⇒¬(¬C∨L)\neg P\Rightarrow\neg(\neg C\lor L)

Como ¬P\neg P é verdadeira:

¬(¬C∨L)\neg(\neg C\lor L)

Pela lei de De Morgan:

C∧¬LC\land\neg L

Portanto, podemos concluir que:

  • Fez frio.
  • Luiz não foi ao futebol.

3. Utilizando a primeira afirmação​

A primeira afirmação diz:

(N∧¬R)⇒L(N\land\neg R)\Rightarrow L

Sabemos que é noite e que Luiz não foi ao futebol.

Como a implicação é verdadeira, seu antecedente não pode ser verdadeiro. Assim:

¬(N∧¬R)\neg(N\land\neg R)

Pela lei de De Morgan:

¬N∨R\neg N\lor R

Como o enunciado afirma que estamos em uma noite, NN é verdadeiro. Logo, resta:

R\boxed{R}

Portanto, choveu.

Conclusão​

Nessa noite, fez frio, Luiz não foi ao futebol e choveu.

Alternativa correta: C.